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Abortamento inevitável — gestação não evolutiva com sangramento ativo — Caso Estudante

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Apresentação Clínica

Mulher 23 anos, G2P0A1, IG 8 semanas por DUM, dá entrada com sangramento vaginal moderado vermelho vivo e cólicas em hipogástrio há 4 horas. PA 115x70 mmHg, FC 90bpm, T 36,5°C. Exame especular: sangramento ativo pelo OCI, colo entreaberto. Beta-hCG 45.000 mUI/mL. USG TV: saco gestacional com embrião de 8mm sem atividade cardíaca, descolamento coriônico de 40%. Hb 11,8 g/dL. Tipagem sanguínea O negativo. Paciente chorosa, questiona prognóstico.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Mulher de 23 anos, G2P0A1, com 8 semanas de gestação, apresentando sangramento vaginal ativo e cólicas. Hemodinamicamente estável. Exame físico evidencia colo entreaberto. USG TV confirma perda gestacional precoce (embrião de 8mm com ausência de batimentos cardíacos fetais). Paciente com tipagem sanguínea O negativo, necessitando de profilaxia para aloimunização Rh e suporte emocional.

Hipótese Diagnóstica Principal

Abortamento Inevitável / Perda Gestacional Precoce — Confiança: 100%

  • Justificativa: O diagnóstico de perda gestacional é definitivo pelos critérios ultrassonográficos (ACOG/FEBRASGO): Comprimento Cabeça-Nádega (CCN) $\ge$ 7 mm com ausência de atividade cardíaca. O quadro clínico de cólicas, sangramento ativo e colo uterino pérvio (entreaberto) classifica o quadro como abortamento inevitável em curso.
  • Diagnósticos Diferenciais

    Neste caso, o diagnóstico já está confirmado por imagem, mas o raciocínio de exclusão inicial para sangramento de 1º trimestre inclui:

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Gravidez Ectópica0%Sangramento, dor pélvica, beta-hCG positivo.USG TV confirmou saco gestacional e embrião tópicos (intrauterinos).
    2Ameaça de Abortamento0%Sangramento no 1º trimestre.Colo pérvio e ausência de BCF no USG (inviabilidade confirmada).
    3Doença Trofoblástica Gestacional0%Sangramento, beta-hCG elevado.Ausência de imagem em "tempestade de neve"; presença de embrião formado.
    Não Esqueça: Pacientes com sangramento de repetição ou abortamento de repetição (este é o 2º evento da paciente, G2P0A1) devem ser investigadas ambulatorialmente para Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide (SAF), trombofilias e alterações anatômicas uterinas após a resolução deste quadro.

    Confirmação Diagnóstica

    Critérios Clínicos e Imagem

  • USG TV (Padrão-ouro): Já realizado. CCN de 8mm sem BCF sela o diagnóstico de inviabilidade.
  • Exames Complementares

  • Laboratoriais: Hemograma e Tipagem Sanguínea/Fator Rh já realizados (Hb 11,8 g/dL, O negativo). Não há necessidade de exames adicionais de urgência no momento, visto que a paciente está estável e sem sinais de infecção.
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    Conduta Terapêutica

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Acolhimento e Comunicação (Protocolo SPIKES): A paciente está chorosa e questiona o prognóstico. É imperativo informar de forma clara, empática e objetiva que a gestação não evoluiu (óbito embrionário confirmado), garantindo que não foi culpa dela.
  • Acesso Venoso: Manter 1 acesso venoso periférico salinizado (profilático, devido ao sangramento ativo).
  • Monitorização: Sinais vitais a cada 2 horas enquanto em observação.
  • Medicações Iniciais (Primeiros 10-60 min)

    O foco inicial é o controle da dor e a prevenção da aloimunização Rh.

    MedicaçãoDoseViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    Imunoglobulina humana anti-D (Rhogam®, Matergam®)300 mcgIMAmpola pronta para uso. Aplicar no deltoide.AgoraObrigatório devido ao fator Rh negativo. Previne eritroblastose fetal em gestações futuras.
    Dipirona1 gIV ou VOSe IV: diluir em 10mL AD, infundir lento (3-5 min).AgoraAnalgesia de 1ª linha. Repetir 6/6h se necessário.
    Ibuprofeno600 mgVOComprimido.AgoraExcelente para cólicas uterinas (ação antiprostaglandina). 8/8h.
    Hioscina (Escopolamina) (Buscopan®)20 mgIV ou VOSe IV: diluir em 10mL AD, infundir lento.SNAntiespasmódico adjuvante se cólica refratária.

    Estratégia Definitiva (Esvaziamento Uterino)

    Como a paciente está hemodinamicamente estável, sem sinais de infecção e o colo já está aberto (processo em curso), o manejo pode ser compartilhado com a paciente. Existem 3 opções validadas (ACOG/FEBRASGO):

    1. Conduta Expectante (Preferencial neste cenário inicial):

  • Aguardar a expulsão espontânea completa.
  • Taxa de sucesso: Alta (até 80% em 1-2 semanas), pois o colo já está aberto e o sangramento iniciou.
  • Vantagem: Evita intervenção cirúrgica.
  • 2. Tratamento Medicamentoso (Se disponível/permitido no serviço):

  • Misoprostol (Prostokos®): 800 mcg via vaginal (dose única).
  • *Nota:* No Brasil, o uso é estritamente hospitalar. Acelera o processo de expulsão.
  • 3. Tratamento Cirúrgico (AMIU ou Curetagem):

  • Indicação: Preferência da paciente, sangramento excessivo com instabilidade, dor refratária ou falha da conduta expectante/medicamentosa.
  • Técnica de escolha: AMIU (Aspiração Manual Intrauterina) é superior à curetagem tradicional (menor risco de perfuração e sinéquias). Realizada sob sedação ou bloqueio paracervical.
  • Avaliação de Resposta

  • Critérios de sucesso (Expectante): Cessação das cólicas, diminuição progressiva do sangramento, USG TV de controle (em 7-14 dias) mostrando eco endometrial < 15 mm sem conteúdo heterogêneo.
  • Sinais de falha/piora: Sangramento profuso (troca de > 2 absorventes noturnos por hora, por 2 horas consecutivas), febre (> 38°C), dor abdominal intensa refratária, taquicardia.
  • Escalonamento: Se falha expectante ou instabilidade $\rightarrow$ AMIU de urgência.
  • Alertas Críticos

  • ⚠️ ALERTA DE TEMPO CRÍTICO: A Imunoglobulina anti-D deve ser administrada idealmente nas primeiras 72 horas após o início do sangramento.
  • ⚠️ ORIENTAÇÃO DE ALTA: A paciente deve ser orientada sobre o aspecto do material que será expulso (coágulos e tecido) para reduzir o trauma psicológico em domicílio.
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    Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Alta hospitalar com orientações de retorno (se optado por conduta expectante) OU internação breve no centro obstétrico (se optado por AMIU ou Misoprostol).
  • Sinais de Alarme para Retorno Imediato: Sangramento volumoso (hemorragia), febre, dor incapacitante ou desmaios.
  • Acompanhamento Ambulatorial:
  • Retorno em 7 a 14 dias para reavaliação clínica e USG TV de controle.
  • Encaminhar para ambulatório de Ginecologia/Planejamento Familiar para investigação de abortamento de repetição (G2P0A1 evoluindo para G2P0A2) após 30-60 dias.
  • Abstinência sexual e evitar uso de absorventes internos por 15 dias para minimizar risco de infecção.
  • *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Abortamento inevitável — gestação não evolutiva com sangramento ativo

    Diferenciais esperados:
    • Ameaça de abortamento
    • Gestação anembrionada
    • Mola hidatiforme

    Avalie a Resposta do Assistente

    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: