Anafilaxia grau III (choque anafilático) — Caso Estudante
Apresentação Clínica
Paciente masculino, 25 anos, alérgico a amendoim, chega ao PS após ingestão acidental de alimento com traços de amendoim há 20 minutos. Apresenta urticária generalizada, edema de lábios e língua, estridor laríngeo, dispneia e sibilos difusos. PA 80x40, FC 130, FR 28, SpO2 88%, Glasgow 15. Refere prurido intenso e sensação de garganta fechando.
Síntese do Caso
Paciente masculino, 25 anos, com história de alergia alimentar, apresentando quadro hiperagudo (20 minutos) de comprometimento de vias aéreas (estridor, edema de língua/lábios, hipoxemia grave) e instabilidade hemodinâmica (choque com PA 80x40 e taquicardia) após exposição a alérgeno conhecido. Sinais iminentes de colapso respiratório e cardiovascular.
Hipótese Diagnóstica Principal
Choque Anafilático (Anafilaxia Grave) — Confiança: 100%
Diagnósticos Diferenciais
Ordenados do mais letal/urgente ao menos grave (método Rule Out):
| # | Diagnóstico | Confiança | Achados que Favorecem | Achados que Afastam |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Obstrução por Corpo Estranho | 5% | Estridor, dispneia súbita | Urticária, choque, história de ingestão de alérgeno |
| 2 | Asma Aguda Grave | 5% | Sibilos, dispneia, hipoxemia | Hipotensão, urticária, edema de lábios/língua |
| 3 | Choque Distributivo (Sepsis) | 1% | Hipotensão, taquicardia | Início súbito (20 min), estridor, urticária |
Não Esqueça: Angioedema hereditário ou induzido por iECA (não cursa com urticária ou broncoespasmo, mas pode causar obstrução de via aérea).
Confirmação Diagnóstica
Critérios Clínicos
Exames Complementares (Pós-estabilização)
Imediatos (beira-leito): Monitorização contínua, ECG de 12 derivações, Glicemia capilar, Gasometria arterial (avaliar gravidade da hipoxemia e acidose lática).
Laboratoriais: Triptase sérica (coletar idealmente entre 1h e 2h do início dos sintomas, mas não muda a conduta aguda).
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Conduta Terapêutica
Medidas Imediatas (Tempo 0)
Medicações Iniciais (Primeiros 10 minutos)
A Adrenalina IM é a única medicação que salva vidas na anafilaxia. Anti-histamínicos e corticoides são terapias de 2ª linha (adjuvantes) e NUNCA devem atrasar a Adrenalina.
| Medicação | Dose | Via | Preparo/Diluição | Tempo |
|---|---|---|---|---|
| 1. Adrenalina (Epinefrina 1mg/mL) | 0,3 a 0,5 mg (0,3 a 0,5 mL) | IM | Pura (solução 1:1000). Aplicar no vasto lateral da coxa. | IMEDIATO |
| 2. Ringer Lactato ou SF 0,9% | 1000 a 2000 mL | IV | Correr aberto (sob pressão se necessário). | Imediato |
| 3. Salbutamol (Aerolin®) | 10 a 20 gotas | Inalatória | Diluir em 3-5 mL de SF 0,9%. | Após Adrenalina |
| 4. Hidrocortisona (Solu-Cortef®) | 200 a 400 mg | IV | Diluir em 100 mL de SF 0,9%. | Adjuvante |
| 5. Prometazina (Fenergan®) | 25 a 50 mg | IM | Pura (não fazer IV pelo risco de flebite/necrose). | Adjuvante |
Estratégia Definitiva e Escalonamento
Avaliação de Resposta
Alertas Críticos
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Disposição e Acompanhamento
*⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM - World Allergy Organization / Resuscitation Council UK) e não substitui o julgamento clínico presencial.*
Diagnostico de Referencia (Gold Standard)
Anafilaxia grau III (choque anafilático)
- Angioedema hereditário
- Crise asmática grave
- Reação vasovagal