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Apendicite aguda complicada (perfurada com abscesso periapendicular) — Caso Residente

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Apresentação Clínica

Homem de 28 anos, dor periumbilical migratória para FID há 24 horas, anorexia e febre de 37.8°C. Blumberg positivo. TC de abdome mostra apêndice de 12mm com espessamento parietal, borramento da gordura periapendicular e pequena coleção líquida de 2cm adjacente, sem pneumoperitônio. Leucócitos 16.000 com 85% neutrófilos. PA 120/80, FC 95, FR 18.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
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07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Paciente masculino, 28 anos, com quadro clássico de dor abdominal migratória para Fossa Ilíaca Direita (FID), anorexia, febre baixa e peritonite localizada (Blumberg positivo). A tomografia confirma apendicite aguda complicada com pequena coleção periapendicular (2cm), sem sinais de perfuração livre (pneumoperitônio). Paciente encontra-se hemodinamicamente estável.

Hipótese Diagnóstica Principal

Apendicite Aguda Complicada (Fase IV - Abscesso Localizado)Confiança: 99%

  • Justificativa: A tríade de Murphy (dor periumbilical migratória, náusea/anorexia e febre) associada à peritonite localizada e leucocitose com desvio à esquerda é altamente sugestiva. A TC de abdome é o padrão-ouro e confirmou o diagnóstico, evidenciando apêndice espessado (>6mm) e complicação local (coleção de 2cm).
  • Escore de Alvarado: 9/10 (Migração da dor [1], Anorexia [1], Dor em FID [2], Descompressão brusca dolorosa [1], Febre [1], Leucocitose [2], Desvio à esquerda [1]). Escore ≥ 7 indica alta probabilidade, com indicação cirúrgica.
  • Diagnósticos Diferenciais

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Isquemia Mesentérica1%Dor abdominal aguda, leucocitose.Paciente jovem, sem fatores de risco (FA, trombofilia), TC sem falhas de enchimento vascular.
    2Perfuração de Víscera Oca5%Dor abdominal, peritonite, leucocitose.Ausência de pneumoperitônio na TC, dor de início insidioso e migratório.
    3Diverticulite de Meckel10%Clínica idêntica à apendicite aguda.A TC visualizou o apêndice espessado como causa primária.
    4Doença de Crohn (Ileíte)15%Dor em FID, febre, espessamento na TC.Evolução muito aguda (24h), TC aponta primariamente para o apêndice.
    Não Esqueça: A Diverticulite de Meckel é o principal simulador cirúrgico da apendicite. Se durante a laparoscopia o apêndice apresentar aspecto normal, é OBRIGATÓRIA a inspeção do íleo terminal (últimos 60-100cm) em busca de um Divertículo de Meckel inflamado.

    Confirmação Diagnóstica

    Critérios Clínicos

  • Escore de Alvarado: 9/10 (Alta probabilidade / Risco Cirúrgico).
  • Exames Complementares

    O diagnóstico já está confirmado por TC. O foco agora é o preparo pré-operatório.

    Imediatos (beira-leito):

  • ECG de repouso: Avaliação de risco cirúrgico.
  • Glicemia capilar: Controle metabólico pré-operatório.
  • Laboratoriais (Pedido Gerado no Sistema):

  • Coagulograma (TAP/TTPA) e Tipagem Sanguínea/Rh: Obrigatórios para o pré-operatório.
  • Ureia, Creatinina, Na+, K+: Avaliação da função renal e distúrbios hidroeletrolíticos (risco por anorexia/vômitos).
  • Proteína C Reativa (PCR): Estabelecer baseline inflamatório para monitoramento de sucesso terapêutico no pós-operatório.
  • Conduta Terapêutica

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Jejum Absoluto (NPO): Imediato, visando intervenção cirúrgica.
  • Acesso Venoso: 1 acesso periférico calibroso (18G ou 20G).
  • Hidratação: Ringer Lactato ou Soro Fisiológico 0,9% a 500mL/h até euvolemia (avaliar débito urinário).
  • Monitorização: Sinais vitais contínuos (PA, FC, FR, SpO2, Tax).
  • Medicações Iniciais (Primeiros 10-60 min)

    Como há coleção (apendicite complicada), a antibioticoterapia profilática/terapêutica deve ser iniciada antes da incisão cirúrgica, cobrindo Gram-negativos entéricos e anaeróbios (Diretrizes WSES).

    MedicaçãoDoseViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    Dipirona (Novalgina®)1gIVDiluir em 10mL ADCorrer em 3-5 min1ª linha para analgesia e antitérmico.
    Morfina (Dimorf®)2 a 4mgIVDiluir 1 amp (10mg/1mL) em 9mL AD (fica 1mg/mL)LentoResgate se dor intensa (VAS > 7). Não mascara o quadro após diagnóstico firmado.
    Ondansetrona (Vonau®)4 a 8mgIVDireto ou diluído em 10mL SFCorrer em 2 minPrevenção de náuseas/vômitos.
    Ceftriaxona (Rocefin®)2gIVDiluir em 100mL SF 0,9%Infundir em 30 min1ª linha ATB (Gram-negativos).
    Metronidazol (Flagyl®)500mgIVBolsa pronta de 100mL (5mg/mL)Infundir em 30-60 min1ª linha ATB (Anaeróbios). Fazer junto com Ceftriaxona.

    Estratégia Definitiva

  • Procedimento: Apendicectomia de Urgência (preferencialmente Videolaparoscópica).
  • Critérios de Indicação: Apendicite aguda confirmada. Como o abscesso é pequeno (2cm), a conduta é a cirurgia primária imediata.
  • Alternativa (Se o abscesso fosse > 4cm): Drenagem percutânea guiada por imagem + antibioticoterapia IV, seguida de apendicectomia de intervalo (6-8 semanas depois). *Não é o caso deste paciente.*
  • Avaliação de Resposta

  • Critérios de sucesso: Queda da curva térmica no pós-operatório, redução da leucocitose/PCR, retorno do trânsito intestinal.
  • Sinais de falha/piora: Febre persistente > 48h pós-op, taquicardia, distensão abdominal (íleo paralítico prolongado ou nova coleção intra-abdominal).
  • Tempo de reavaliação: Curva térmica e sinais vitais a cada 4 horas no pós-operatório imediato.
  • Alertas Críticos

  • ⚠️ ALERTA DE TEMPO CRÍTICO: O início da antibioticoterapia não deve ser atrasado. Administrar na primeira hora após o diagnóstico, pois reduz o risco de infecção de sítio cirúrgico e progressão da sepse abdominal.
  • ⚠️ ALERTA CIRÚRGICO: A presença de coleção periapendicular aumenta o risco de friabilidade do ceco. O cirurgião deve estar preparado para possível necessidade de ressecção ileocecal caso a base do apêndice esteja necrótica e não permita sutura segura.
  • Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Internação hospitalar direta para o Centro Cirúrgico.
  • Especialista: Acionar a equipe de Cirurgia Geral imediatamente para avaliação e programação do mapa cirúrgico.
  • Reavaliação: Manter o paciente em reavaliação clínica na emergência (controle de dor e sinais de sepse) até a transferência para o bloco cirúrgico.
  • *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Apendicite aguda complicada (perfurada com abscesso periapendicular)

    Diferenciais esperados:
    • Diverticulite de Meckel
    • Doença de Crohn ileocecal
    • Linfadenite mesentérica

    Avalie a Resposta do Assistente

    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: