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Apendicite aguda não complicada — Caso Estudante

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Apresentação Clínica

Homem de 25 anos, dor periumbilical que migrou para FID há 18 horas, anorexia, náuseas e febre de 37.8°C. Blumberg positivo, Rovsing positivo, sinal do psoas positivo. Leucócitos 14.500 com desvio à esquerda. PCR 55. USG mostra apêndice não compressível de 9mm com líquido livre em pelve. PA 120/80, FC 95, FR 18, T 38°C.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Homem jovem (25 anos) apresentando quadro clássico de abdome agudo inflamatório com cronologia de Murphy (dor periumbilical migratória para fossa ilíaca direita), associado a sintomas dispeptícos e febre. Exame físico evidencia peritonite localizada (Blumberg, Rovsing e Psoas positivos). Laboratório mostra resposta inflamatória sistêmica (leucocitose com desvio, PCR elevada) e USG confirma apêndice espessado (9mm) não compressível com líquido livre pélvico, sugerindo fase supurativa ou microperfuração.

Hipótese Diagnóstica Principal

Apendicite Aguda (Fase III - Supurativa/Complicada) — Confiança: 99%

  • Justificativa: O paciente apresenta um quadro de livro. O Escore de Alvarado é de 10/10 (Dor migratória +1, Anorexia +1, Náusea +1, Dor em FID +2, Descompressão brusca +1, Febre +1, Leucocitose +2, Desvio à esquerda +1). Escore ≥ 7 indica alta probabilidade e indicação cirúrgica.
  • Confirmação: O USG point-of-care/formal já confirmou o diagnóstico (diâmetro > 6mm, não compressível). A presença de líquido livre sugere inflamação transmural intensa ou perfuração bloqueada inicial.
  • Diagnósticos Diferenciais

    Ordenados do mais letal/urgente ao menos grave (método *Rule Out*):

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Úlcera Péptica Perfurada5%Dor abdominal, peritonite, líquido livre.Início insidioso (18h), dor primária em FID, USG diagnóstico de apendicite.
    2Diverticulite de Meckel10%Clínica idêntica à apendicite aguda.Diagnóstico eminentemente intraoperatório.
    3Doença de Crohn (Ileíte)5%Dor em FID, febre, leucocitose.Quadro agudo isolado, USG aponta para o apêndice especificamente.
    4Urolitíase / Cólica Nefrética2%Dor em flanco/pelve, náuseas.Ausência de irradiação para testículo, ausência de Giordano, USG sem hidronefrose.
    5Adenite Mesentérica1%Dor em FID, febre, leucocitose.Mais comum em crianças, USG mostraria linfonodos e apêndice normal (<6mm).
    Não Esqueça: Em pacientes do sexo feminino (não é o caso), a exclusão de gravidez ectópica rota, torção ovariana e DIP seria mandatória antes de fechar o diagnóstico.

    Confirmação Diagnóstica

    Critérios Clínicos

  • Escore de Alvarado: 10 pontos (Indicação cirúrgica direta).
  • Escore AIR (Appendicitis Inflammatory Response): Alta probabilidade.
  • Exames Complementares

    Imediatos (beira-leito / pré-operatórios):

  • Tipagem sanguínea e Fator Rh.
  • Coagulograma (TAP/TTPA) e Eletrólitos (Na, K, Cr, Ur) para risco cirúrgico.
  • ECG (rotina pré-operatória, embora jovem).
  • Imagem:

  • USG de Abdome: Já realizado e diagnóstico.
  • *Nota:* A Tomografia Computadorizada (TC) de abdome com contraste IV NÃO é estritamente necessária neste cenário, pois o diagnóstico já está firmado clínica e ultrassonograficamente. Atrasar a cirurgia para realizar TC não é recomendado, a menos que o cirurgião necessite avaliar a extensão de um abscesso pélvico complexo.
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    Conduta Terapêutica

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Dieta: Jejum absoluto (NPO) imediato para preparo cirúrgico.
  • Acesso: Acesso venoso periférico calibroso (18G ou 20G).
  • Hidratação: Ringer Lactato 500mL a 1000mL IV em bolus (repor perdas por febre, anorexia e terceiro espaço), seguido de manutenção.
  • Interconsulta: Acionar Cirurgia Geral em caráter de URGÊNCIA.
  • Medicações Iniciais (Primeiros 10-60 min)

    O foco é analgesia adequada e antibioticoterapia profilática/terapêutica cobrindo gram-negativos entéricos e anaeróbios, administrada dentro de 60 minutos antes da incisão cirúrgica.

    MedicaçãoDoseViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    Dipirona1g (2mL)IVDiluir em 10mL AD ou SF 0,9%Lento (3-5 min)Analgesia de 1ª linha.
    Morfina2 a 4mgIVDiluir 1 amp (10mg/1mL) em 9mL AD (fica 1mg/mL). Fazer 2-4mL.LentoSe dor refratária. *Não mascara o quadro em abdome agudo já diagnosticado.*
    Ondansetrona4 a 8mgIVSem diluição ou diluído em 10mLLento (2 min)Controle de náuseas.
    Ceftriaxona2gIVDiluir em 100mL SF 0,9%Infusão em 30 min1ª linha (Cefalosporina de 3ª ger).
    Metronidazol500mgIVBolsa pronta (100mL)Infusão em 30-60 min1ª linha (Cobertura anaeróbia).

    *Alternativa em caso de alergia a beta-lactâmicos:* Ciprofloxacino 400mg IV + Metronidazol 500mg IV.

    Estratégia Definitiva

  • Procedimento: Apendicectomia (preferencialmente Videolaparoscópica - VLP).
  • Critérios de indicação: Abdome agudo inflamatório com diagnóstico confirmado.
  • Janela terapêutica: Idealmente nas próximas horas para evitar perfuração franca, peritonite difusa e sepse de foco abdominal.
  • Avaliação de Resposta

  • Critérios de sucesso: Remoção do foco infeccioso, estabilidade hemodinâmica pós-operatória, queda da curva térmica, retorno do trânsito intestinal e aceitação de dieta.
  • Sinais de falha/piora: Manutenção de febre no pós-operatório, distensão abdominal persistente, taquicardia (sugerem abscesso residual ou fístula do coto apendicular).
  • Alertas Críticos

  • ⚠️ ALERTA DE TEMPO CRÍTICO: A presença de líquido livre no USG e PCR de 55 sugerem que o apêndice pode estar em vias de perfuração ou já microperfurado. Atrasos na abordagem cirúrgica aumentam exponencialmente o risco de peritonite fecal, sepse e necessidade de laparotomia exploradora com lavagem cavitária.
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    Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Internação direta para o Centro Cirúrgico. Pós-operatório em Enfermaria Cirúrgica.
  • Especialista: Cirurgia Geral (avaliação imediata).
  • Reavaliação: Monitorização de sinais vitais de 4/4h no pós-operatório. Alta hospitalar geralmente em 24-48h se apendicite não complicada, ou 3-5 dias de ATB IV se confirmada peritonite purulenta/fecal intraoperatória.
  • *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Apendicite aguda não complicada

    Diferenciais esperados:
    • Diverticulite de Meckel
    • Linfadenite mesentérica
    • Torção testicular com dor referida

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    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: