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Celulite orbitária (Chandler III) com abscesso subperiosteal secundário a sinusite etmoidal — Caso Residente

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Apresentação Clínica

Menino 7 anos, IVAS tratada há 5 dias com amoxicilina. Evolui com edema palpebral importante em OD, proptose axial, dor à movimentação ocular, febre 39°C. AV OD: 20/60 (difícil cooperação). Motilidade ocular OD: limitação global, dor intensa. PIO OD estimada elevada. Pupila OD reagente, sem DPAR. OE sem alterações. PA 100x65 mmHg, FC 120bpm, FR 22irpm, T 39,2°C. Leucócitos 18.500/mm³ com desvio. PCR 15 mg/dL. TC órbitas com contraste: proptose OD, espessamento e realce dos tecidos moles intraorbitários, abscesso subperiosteal medial de 12x8mm com sinusite etmoidal e frontal ipsilateral. Solicita classificação de Chandler, conduta antimicrobiana IV e critérios para drenagem cirúrgica.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
07/04/2026 Disclaimer

Com base nos achados clínicos e tomográficos apresentados, trata-se de um quadro grave de Celulite Orbitária complicada com Abscesso Subperiosteal, secundária a rinossinusite aguda, com falha terapêutica prévia à amoxicilina.

Abaixo, a resposta direcionada aos três pontos solicitados, estruturada para aplicação imediata na beira do leito.

1. Classificação de Chandler

O paciente enquadra-se na Classificação de Chandler: Estágio III (Abscesso Subperiosteal).

*Justificativa:* A TC demonstra coleção purulenta (12x8mm) entre a periórbita e a parede óssea da órbita (lâmina papirácea do etmoide), causando proptose axial e limitação da motilidade extraocular.

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2. Conduta Terapêutica (Sequência Temporal)

#### Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Internação imediata em ambiente de enfermaria pediátrica de alta dependência ou UTI pediátrica (devido ao risco de extensão intracraniana).
  • Jejum absoluto (preparo para provável abordagem cirúrgica).
  • Monitorização: Sinais vitais, curva térmica e avaliação neurológica (Glasgow).
  • Avaliação Multidisciplinar de Urgência: Acionar Oftalmologia (risco de neuropatia óptica compressiva) e Otorrinolaringologia (avaliação de drenagem endoscópica).
  • Cabeceira elevada a 30° para auxiliar na drenagem venosa e redução do edema.
  • #### Medicações Iniciais (Primeiros 30-60 min)

    O esquema empírico deve cobrir *S. pneumoniae*, *H. influenzae*, *M. catarrhalis*, *S. aureus* (incluindo MRSA, devido à gravidade e falha prévia) e anaeróbios.

    Esquema de 1ª Linha (Terapia Tripla):

    MedicaçãoDose PediátricaViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    Vancomicina (Vancocina®)15 mg/kg/dose a cada 6hIVDiluir em SF 0,9% ou SG 5% (conc. máx 5mg/mL)Infundir em 60 minCobertura para MRSA. Monitorar função renal.
    Ceftriaxona (Rocefin®)50 mg/kg/dose a cada 12hIVDiluir em SF 0,9% ou SG 5% (conc. 10-40mg/mL)Infundir em 30 minCobertura para gram-negativos e pneumococo.
    Metronidazol (Flagyl®)10 mg/kg/dose a cada 8hIVSolução pronta para uso (5mg/mL)Infundir em 30-60 minCobertura para anaeróbios da flora sinusal.

    *Alternativa à Ceftriaxona + Metronidazol:* Ampicilina-Sulbactam (50 mg/kg/dose do componente ampicilina IV a cada 6h) associada à Vancomicina.

    #### Estratégia Definitiva: Critérios para Drenagem Cirúrgica

    A drenagem cirúrgica (geralmente Cirurgia Endoscópica Nasossinusal - FESS com descompressão da lâmina papirácea) está indicada quando preenchidos critérios clínicos ou radiológicos de alto risco.

    Critérios Absolutos / Fortes para Abordagem Imediata:

    1. Comprometimento visual: Baixa acuidade visual progressiva ou presença de Defeito Pupilar Aferente Relativo (DPAR).

    2. Tamanho do abscesso: Volume > 1,25 mL ou largura > 10 mm (o paciente possui 12x8mm, o que o coloca em zona de alto risco).

    3. Idade: Pacientes > 9 anos têm maior risco de complicações (o paciente tem 7 anos, mas possui outros fatores de risco).

    4. Envolvimento do Seio Frontal: A presença de sinusite frontal ipsilateral (presente neste caso) aumenta drasticamente o risco de extensão intracraniana (Empiema subdural, Tumor de Pott).

    5. Suspeita de extensão intracraniana ou abscesso odontogênico.

    6. Falha da terapia médica: Ausência de melhora da febre, dor ou proptose após 24 a 48 horas de antibioticoterapia IV otimizada.

    Aplicação ao Caso: O paciente possui um abscesso de dimensões limítrofes/grandes (12mm) associado a sinusite frontal. Embora não tenha DPAR no momento, a avaliação da acuidade visual foi difícil e há limitação global da motilidade com dor intensa. A indicação de drenagem cirúrgica precoce (Otorrinolaringologia) é altíssima neste cenário para evitar perda visual irreversível ou complicação no SNC.

    #### Avaliação de Resposta e Monitoramento

  • Critérios de sucesso: Redução da febre em 24-48h, melhora da motilidade ocular, redução da proptose e do edema palpebral.
  • Sinais de falha/piora (Red Flags): Surgimento de DPAR (sinal precoce de sofrimento do nervo óptico), oftalmoplegia total, alteração do nível de consciência, vômitos em jato.
  • Reavaliação: Exame oftalmológico (acuidade visual, reflexos pupilares, motilidade e fundoscopia) a cada 4-6 horas nas primeiras 24 horas.
  • Escalonamento: Se piora neurológica, solicitar TC de Crânio com contraste ou RM de encéfalo e órbitas com urgência para descartar trombose de seio cavernoso (Chandler V) ou empiema subdural.
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    *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM - UpToDate, AAP, IDSA) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Celulite orbitária (Chandler III) com abscesso subperiosteal secundário a sinusite etmoidal

    Diferenciais esperados:
    • Celulite pré-septal
    • Abscesso orbitário (Chandler IV)
    • Trombose de seio cavernoso
    • Rabdomiossarcoma orbitário

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    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: