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Cervicalgia pós-traumática — whiplash injury (lesão por chicote) — Caso Estudante

Avaliacao mmed.pro· trauma 0 0 0

Apresentação Clínica

Homem 42 anos, motorista com cinto de segurança, colisão frontal a ~40km/h. Dor cervical posterior após o impacto, sem perda de consciência. Glasgow 15. Dor à palpação de processos espinhosos C4-C6, sem déficit neurológico (força 5/5 em 4 membros, sensibilidade preservada, reflexos simétricos). PA 130x80 mmHg, FC 80bpm, FR 16irpm, SpO2 99%. Imobilizado com colar cervical pelo SAMU. Solicita critérios de NEXUS/Canadian C-spine Rule e necessidade de imagem.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Homem, 42 anos, vítima de trauma contuso (colisão auto-auto frontal a 40 km/h), hemodinamicamente estável e sem déficits neurológicos, porém apresentando dor à palpação na linha média cervical (processos espinhosos C4-C6).

Abaixo, a aplicação das regras de decisão clínica validadas (NEXUS e Canadian C-Spine Rule) para determinar a necessidade de imagem, conforme diretrizes do ATLS (10ª/11ª ed).

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Avaliação de Critérios Clínicos

Ambos os escores têm alta sensibilidade (próxima a 99%) para descartar lesões cervicais clinicamente significativas. O paciente deve preencher todos os critérios de segurança para receber alta sem imagem.

1. Critérios NEXUS (National Emergency X-Radiography Utilization Study)

Para que a imagem não seja necessária, o paciente deve ter a ausência de todos os 5 critérios abaixo:

Critério NEXUSAvaliação no Paciente
1. Ausência de déficit neurológico focalPreenchido (Força 5/5, sensibilidade normal)
2. Nível de consciência normal (Glasgow 15)Preenchido (Glasgow 15)
3. Ausência de intoxicação (álcool/drogas)Presumivelmente preenchido
4. Ausência de lesão distrativa dolorosaPreenchido
5. Ausência de dor na linha média cervicalFALHOU (Dor em processos espinhosos C4-C6)

Conclusão NEXUS: O paciente falha no critério de dor na linha média. Imagem está indicada.

2. Canadian C-Spine Rule (CCR)

Aplicável a pacientes em alerta (Glasgow 15) e estáveis após trauma.

Passo 1: Há algum fator de alto risco que exija imagem imediata?

  • Idade ≥ 65 anos? (Não)
  • Mecanismo perigoso? (Queda > 1m/5 degraus, carga axial, colisão > 100km/h, capotamento, ejeção, bicicleta). O impacto foi a 40km/h. (Não)
  • Parestesias nas extremidades? (Não)
  • *Resultado Passo 1: Negativo.*

    Passo 2: Há algum fator de baixo risco que permita avaliar a amplitude de movimento (ADM) com segurança?

  • Colisão traseira simples? (Não, foi frontal)
  • Sentado na emergência? (Não informado, imobilizado)
  • Deambulou em algum momento? (Não informado)
  • Início tardio da dor cervical? (Não, dor imediata)
  • Ausência de dor na linha média cervical?FALHOU (Apresenta dor em C4-C6).
  • Conclusão CCR: Como o paciente apresenta dor na linha média, ele não preenche os critérios de baixo risco para testar a rotação cervical (45°). Imagem está indicada.

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    Conduta Terapêutica e Investigação

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Manutenção da Imobilização: Manter colar cervical rígido e decúbito dorsal em maca rígida (apenas para transporte/avaliação inicial, retirar da prancha o mais rápido possível para evitar lesões por pressão).
  • Monitorização: Sinais vitais básicos (já estáveis).
  • Medicações Iniciais (Analgesia)

    O controle da dor é fundamental antes do exame de imagem para evitar artefatos de movimento.

    MedicaçãoDoseViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    1ª Linha: Dipirona1g (2mL)IVDiluir em 10mL de SF 0,9%Infundir em 3-5 minEvitar se alergia prévia.
    Alternativa: Cetorolaco (Toragesic®)30mg (1 amp)IVSem diluição ou diluído em 10mL SF 0,9%Infundir em 1-2 minCI: sangramento ativo, disfunção renal, úlcera péptica.

    Estratégia Definitiva (Imagem)

  • Exame Padrão-Ouro: Tomografia Computadorizada (TC) de Coluna Cervical sem contraste.
  • Justificativa: O ATLS e o ACR (American College of Radiology) recomendam a TC como modalidade de escolha para pacientes adultos que sofrem trauma contuso e falham nos critérios clínicos de liberação, devido à sua sensibilidade superior (>99%) em comparação à radiografia simples (que pode perder até 15% das fraturas).
  • Radiografia Simples: Apenas se a TC não estiver disponível. Deve incluir as incidências AP, Perfil (visualizando de C1 até a transição C7-T1) e transoral (Odontoide).
  • Avaliação de Resposta e Disposição

  • TC Normal e sem dor limitante: Retirar colar cervical. Alta com orientações de sinais de alarme e analgesia via oral (ex: Ibuprofeno 400mg VO 8/8h + Dipirona 1g VO 6/6h por 3-5 dias).
  • TC Normal, mas com dor severa persistente: Manter colar cervical para conforto, considerar ressonância magnética (RM) ambulatorial ou na internação para avaliar lesão ligamentar (entorse cervical grave / *whiplash*).
  • TC com Fratura/Luxação: Manter colar, solicitar avaliação imediata da Neurocirurgia/Ortopedia.
  • *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Cervicalgia pós-traumática — whiplash injury (lesão por chicote)

    Diferenciais esperados:
    • Fratura de processo espinhoso cervical
    • Hérnia discal cervical traumática
    • Lesão ligamentar cervical

    Avalie a Resposta do Assistente

    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
    0

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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: