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Colangite aguda grave (Tóquio III) por coledocolitíase — indicação de CPRE urgente — Caso Residente

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Apresentação Clínica

Mulher de 58 anos, dor em HCD há 3 dias com icterícia progressiva, febre com calafrios e confusão mental (pentade de Reynolds). BT 12 (BD 9.5), FA 650, GGT 800, leucócitos 22.000. USG: dilatação de via biliar intra e extra-hepática (colédoco 14mm) com cálculo impactado no colédoco distal de 12mm. PA 80/50, FC 130, FR 24, T 39.5°C, Glasgow 13.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
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07/04/2026 Disclaimer 1 flag(s)

Síntese do Caso

Mulher de 58 anos apresentando quadro clássico de Pêntade de Reynolds (dor em hipocôndrio direito, icterícia, febre, hipotensão e confusão mental) com evolução de 3 dias. A ultrassonografia confirma o fator causal mecânico: coledocolitíase distal obstrutiva com dilatação a montante. O quadro configura emergência infecciosa e hemodinâmica grave.

Hipótese Diagnóstica Principal

Colangite Aguda Grave (Grau III) + Choque Séptico — Confiança: 99%

  • Justificativa: A paciente preenche todos os critérios da Pêntade de Reynolds, que é patognomônica de colangite supurativa aguda. Apresenta disfunção orgânica múltipla: neurológica (Glasgow 13), cardiovascular (PA 80/50, PAM ~60 mmHg) e hepática (BT 12).
  • Correlação: Preenche os critérios diagnósticos definitivos do *Tokyo Guidelines 2018 (TG18)* para Colangite Aguda (Inflamação sistêmica + Colestase + Imagem positiva) e é classificada como Grau III (Grave) devido à disfunção cardiovascular e neurológica associada. [Ver Protocolo: Surviving Sepsis Campaign](protocol:ssc-2021).
  • Diagnósticos Diferenciais

    Ordenados do mais letal/urgente ao menos grave:

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Pancreatite Aguda Biliar40%Cálculo impactado em colédoco distal, dor abdominal.Ausência de relato de dor em faixa; quadro infeccioso/obstrutivo domina.
    2Abscesso Hepático15%Febre, calafrios, dor em HCD, leucocitose.USG não descreve lesão focal hepática; icterícia tão expressiva é rara.
    3Colecistite Aguda10%Dor em HCD, febre, leucocitose.Icterícia franca (BT 12) e dilatação de vias biliares indicam problema no colédoco, não apenas na vesícula.
    Não Esqueça: A coexistência de Pancreatite Aguda Biliar é altamente provável devido à impactação do cálculo na ampola de Vater. A dosagem de Lipase é mandatória.

    Confirmação Diagnóstica

    Critérios Clínicos

  • Tokyo Guidelines 2018 (TG18): Diagnóstico definitivo estabelecido (A: Febre/Leucocitose + B: Icterícia/Provas hepáticas alteradas + C: Dilatação biliar/Cálculo no USG).
  • qSOFA / SOFA: Paciente apresenta qSOFA = 2 (Glasgow < 15, PAS < 100). Necessita exames para cálculo completo do SOFA.
  • Exames Complementares (por ordem de prioridade)

    Imediatos (beira-leito):

  • Gasometria arterial com Lactato (avaliar perfusão tecidual e acidose metabólica).
  • Glicemia capilar (descartar hipoglicemia como causa do rebaixamento).
  • ECG de 12 derivações (avaliar isquemia secundária ao choque - Tipo 2).
  • Laboratoriais (Pedido gerado no sistema):

  • Hemoculturas (2 amostras): Coletar IMEDIATAMENTE antes da antibioticoterapia.
  • Lipase: Descartar pancreatite biliar associada.
  • Hemograma completo, Ureia, Creatinina, Eletrólitos (Na, K, Mg, Ca): Avaliação de disfunção orgânica (SOFA).
  • Coagulograma (TAP/TTPA/INR): Mandatório para programação de intervenção endoscópica (CPRE).
  • Conduta Terapêutica

    Medidas Imediatas (Tempo 0 - Pacote de 1 Hora da Sepse)

  • MOV: Monitorização contínua (ECG, PA não invasiva a cada 5 min, SpO2).
  • Oxigenoterapia: Cateter nasal 2-4 L/min se SpO2 < 94%.
  • Acesso Venoso: 2 acessos periféricos calibrosos (14G ou 16G).
  • Ressuscitação Volêmica: Iniciar Ringer Lactato 30 mL/kg em infusão rápida (correr em até 3 horas). *Atenção: reavaliar congestão pulmonar a cada 500mL devido à idade.*
  • Sondagem Vesical de Demora (SVD): Monitorar débito urinário (meta > 0,5 mL/kg/h).
  • Medicações Iniciais (Primeiros 10-60 min)

    MedicaçãoDoseViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    1ª Linha: Piperacilina + Tazobactam (Tazocin®)4,5 g 6/6hIVDiluir 1 FA em 20mL AD, transferir para 100mL SF 0,9%Infusão estendida (4h)Coletar hemoculturas ANTES. Cobre Gram-negativos entéricos e anaeróbios.
    *Alternativa (Alergia a Penicilina)*: Meropenem (Meronem®)1 g 8/8hIVDiluir 1 FA em 20mL AD, transferir para 100mL SF 0,9%Infusão em 30 minIndicado pelo TG18 para Colangite Grau III.
    Noradrenalina (Hemitartarato de Norepinefrina)0,05 a 0,1 mcg/kg/minIV4 ampolas (16mL) + 234mL SG 5% (Conc: 64 mcg/mL)Bomba de InfusãoIniciar IMEDIATAMENTE se PAM < 65 mmHg não responder aos fluidos iniciais.
    Dipirona (Novalgina®)1 gIVDiluir 1 ampola (2mL) em 10mL ADInfusão lenta (3-5 min)Controle térmico (T 39.5°C) para reduzir consumo de O2.

    Estratégia Definitiva

  • Descompressão Biliar de Urgência: A paciente necessita de CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica) com esfincterotomia e extração do cálculo ou passagem de prótese biliar.
  • Janela Terapêutica: O mais rápido possível, idealmente nas primeiras 12 a 24 horas. A descompressão é a única medida capaz de reverter o choque séptico de foco biliar refratário.
  • Critérios de indicação: Colangite Aguda Grau III (Tóquio 2018).
  • Alternativa se falha/indisponibilidade da CPRE: Drenagem Biliar Transhepática Percutânea (PTBD) guiada por USG/TC, ou exploração cirúrgica das vias biliares (maior morbimortalidade no choque).
  • Avaliação de Resposta

  • Critérios de sucesso: PAM ≥ 65 mmHg, clareamento do lactato (> 20% em 2-4h), débito urinário > 0,5 mL/kg/h, melhora do nível de consciência.
  • Sinais de falha/piora: Necessidade crescente de vasopressor, rebaixamento progressivo do Glasgow (necessidade de IOT), acidose refratária.
  • Escalonamento: Se PAM < 65 mmHg mesmo com Noradrenalina > 0,25 mcg/kg/min, associar Vasopressina 0,03 U/min IV.
  • Alertas Críticos

  • ⚠️ ALERTA DE TEMPO CRÍTICO: Antibioticoterapia deve ser iniciada na primeira hora do reconhecimento do choque. A mortalidade aumenta 7,6% a cada hora de atraso.
  • ⚠️ ALERTA PROCEDIMENTAL: Não aguardar a resolução completa do choque para indicar a CPRE. A descompressão biliar é parte fundamental do tratamento do choque nesta paciente (controle do foco).
  • Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Internação imediata em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ou Sala Vermelha até transferência.
  • Especialista: Acionar Gastroenterologia/Endoscopia Digestiva IMEDIATAMENTE para programação da CPRE de urgência. Acionar Cirurgia Geral como backup.
  • Reavaliação: Sinais vitais a cada 15 minutos até estabilização hemodinâmica. Reavaliar lactato a cada 2-4 horas.
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    *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM - Tokyo Guidelines 2018 / Surviving Sepsis Campaign 2021) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Colangite aguda grave (Tóquio III) por coledocolitíase — indicação de CPRE urgente

    Diferenciais esperados:
    • Colecistite aguda complicada
    • Colangiocarcinoma
    • Abscesso hepático com obstrução biliar

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    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: