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Corioamnionite clínica — Caso Residente

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Apresentação Clínica

Primigesta 26 anos, IG 39 semanas, em trabalho de parto com bolsa rota há 20 horas. Evoluiu com febre 38,5°C, FC materna 112bpm, FR 20irpm. BCF taquicárdico 175bpm com variabilidade reduzida. Toque: dilatação 6cm, líquido amniótico fétido e turvo. Útero doloroso à palpação entre as contrações. Leucócitos 18.500/mm³ com desvio à esquerda, PCR 12 mg/dL. Paciente em uso de ocitocina para correção de dinâmica. Solicita conduta antibiótica e via de parto.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
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07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Primigesta a termo (39 semanas) em trabalho de parto com ruptura prematura de membranas (RPMO) prolongada (>18h), apresentando febre, taquicardia materna, útero doloroso, líquido amniótico fétido e leucocitose com desvio. O feto apresenta sinais de hipóxia (taquicardia e variabilidade reduzida na cardiotocografia).

Hipótese Diagnóstica Principal

Corioamnionite Clínica (Infecção Intra-amniótica) — Confiança: 99%

  • Justificativa: A paciente preenche os critérios clínicos clássicos (ACOG): Febre materna (≥ 39°C ou ≥ 38°C sustentada) associada a taquicardia fetal (> 160 bpm), taquicardia materna, útero doloroso, líquido fétido e leucocitose materna.
  • Status Fetal: Padrão cardiotocográfico Categoria II (tendendo a III), indicando resposta simpática à febre materna e provável hipóxia/acidemia fetal em curso.
  • Diagnósticos Diferenciais

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Descolamento Prematuro da Placenta (DPP)10%Útero doloroso, sofrimento fetal agudo.Febre, líquido fétido, ausência de sangramento vaginal escuro.
    2Pielonefrite Aguda5%Febre, leucocitose, taquicardia.Líquido amniótico fétido, dor uterina difusa (não lombar).
    3Febre associada à analgesia1%Febre intraparto.Líquido fétido, leucocitose com desvio à esquerda, útero doloroso.
    Não Esqueça: Sepse Materna. A corioamnionite pode evoluir rapidamente para choque séptico. Monitore rigorosamente os sinais de hipoperfusão (lactato, alteração de sensório, hipotensão).

    Confirmação Diagnóstica

    O diagnóstico de corioamnionite é eminentemente clínico e já está estabelecido. Não se deve atrasar o tratamento aguardando exames.

    Exames Complementares (Imediatos)

  • Beira-leito: Cardiotocografia (CTG) contínua.
  • Laboratoriais: Hemoculturas (2 amostras) antes do ATB, Lactato arterial, Coagulograma (TAP/TTPA) e Tipagem Sanguínea/Rh (preparo para possível via cirúrgica). *O pedido estruturado com códigos TUSS já foi gerado no sistema.*
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    Conduta Terapêutica

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • SUSPENDER OCITOCINA IMEDIATAMENTE: O feto apresenta sinais de hipóxia (variabilidade reduzida). A hiperestimulação uterina agravará o quadro.
  • Reanimação Intrauterina:
  • Decúbito lateral esquerdo (DLE) para descompressão aortocava.
  • O₂ suplementar sob máscara não reinalante (10 L/min).
  • Expansão volêmica rápida: Ringer Lactato 500 a 1000 mL IV em bolus (trata a taquicardia materna e melhora o fluxo placentário).
  • Controle Térmico: Dipirona 1g IV ou Paracetamol 1g IV (a redução da febre materna frequentemente melhora a taquicardia fetal).
  • Medicações Iniciais (Antibioticoterapia)

    Iniciar imediatamente após a coleta de culturas. O protocolo padrão-ouro (ACOG/MS) exige cobertura para Gram-positivos, Gram-negativos e anaeróbios.

    MedicaçãoDoseViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    Ampicilina2 gIVDiluir em 100 mL SF 0,9%Correr em 30 minRepetir 2g a cada 6 horas.
    Gentamicina5 mg/kgIVDiluir em 100 mL SF 0,9%Correr em 30-60 minDose única diária (preferencial) ou 1,5 mg/kg 8/8h.
    Clindamicina900 mgIVDiluir em 100 mL SF 0,9%Correr em 30 minADICIONAR APENAS SE CESARIANA (cobertura anaeróbia). Alternativa: Metronidazol 500mg IV.

    Estratégia Definitiva: Via de Parto

    A corioamnionite isolada NÃO é indicação absoluta de cesariana. O parto vaginal é a via de escolha, desde que o feto esteja bem e o parto seja iminente.

    No entanto, para este caso específico:

    1. A paciente está com 6 cm de dilatação (longe do período expulsivo).

    2. O feto apresenta taquicardia com variabilidade reduzida (Status Fetal Não Tranquilizador / Sofrimento Fetal Agudo).

    3. Conduta: Avalie a resposta à reanimação intrauterina (Tempo 0) em 15-30 minutos.

  • Se o padrão fetal melhorar (retorno da variabilidade normal): Pode-se tentar prosseguir com o trabalho de parto sob vigilância contínua estrita.
  • Se o padrão fetal persistir alterado ou piorar (desacelerações tardias, bradicardia): Indicar Cesariana de Urgência por sofrimento fetal agudo.
  • Avaliação de Resposta e Disposição

  • Critérios de sucesso: Queda da temperatura materna, normalização da FC materna, retorno da variabilidade fetal na CTG.
  • Equipe Pediátrica: Acionar Neonatologia para a sala de parto IMEDIATAMENTE. O recém-nascido tem alto risco de sepse neonatal precoce e precisará de rastreio infeccioso e provável antibioticoterapia empírica.
  • Pós-parto (Mãe):
  • Se parto vaginal: Geralmente, 1 dose adicional do esquema ATB pós-parto é suficiente se a paciente ficar afebril.
  • Se cesariana: Manter o esquema (Ampicilina + Gentamicina + Clindamicina) até a paciente permanecer afebril e assintomática por 24 a 48 horas.
  • Prevenção de Hemorragia Pós-Parto (HPP): A corioamnionite aumenta drasticamente o risco de atonia uterina. Prepare ocitocina profilática (10 a 20 UI em 500mL de SF 0,9% a 250mL/h) e tenha uterotônicos de 2ª linha (Metilergometrina, Misoprostol) disponíveis na sala.
  • *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM - ACOG 2022 / Ministério da Saúde) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Corioamnionite clínica

    Diferenciais esperados:
    • Endometrite
    • Infecção urinária complicada
    • Sepse puerperal precoce

    Avalie a Resposta do Assistente

    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
    0

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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: