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Crise aguda de asma moderada-grave — Caso Estudante

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Apresentação Clínica

Menino de 7 anos, asma intermitente, tosse seca e dispneia após exercício físico na escola há 2 horas, sem melhora com salbutamol 4 jatos em casa. Sibilância difusa bilateral expiratória, uso de musculatura acessória, fala em frases curtas. Pico de fluxo expiratório 55% do previsto. SpO2 92%, FR 32, FC 130, T 36.5°C, Glasgow 15.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Menino de 7 anos, asmático conhecido, apresentando exacerbação aguda moderada a grave desencadeada por broncoespasmo induzido por exercício. Apresenta sinais de esforço respiratório (uso de musculatura acessória, taquipneia), hipoxemia limítrofe (SpO₂ 92%) e limitação severa ao fluxo aéreo (Pico de Fluxo Expiratório 55%), refratário à terapia de resgate inicial em domicílio.

Hipótese Diagnóstica Principal

Crise de Asma Aguda (Exacerbação Asmática) — Classificação: Moderada a Grave — Confiança: 99%

  • Justificativa: Paciente com diagnóstico prévio, fator desencadeante clássico (exercício), clínica exuberante de broncoespasmo (sibilância expiratória difusa) e sinais de gravidade (fala entrecortada, uso de musculatura acessória, SpO₂ ≤ 92% em ar ambiente e PFE < 60%).
  • Protocolo de Referência: Diretrizes GINA (Global Initiative for Asthma) 2023/2024 e PALS (Pediatric Advanced Life Support).
  • [Ver Protocolo: PALS - Emergências Respiratórias](protocol:pals-protocols)
  • Diagnósticos Diferenciais

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Anafilaxia (Induzida por Exercício)15%Desencadeada por exercício, sibilância, taquicardia.Ausência de manifestações cutâneas (urticária), hipotensão ou sintomas gastrointestinais.
    2Aspiração de Corpo Estranho5%Início súbito, sibilância, tosse.Sibilância bilateral (geralmente é unilateral/focal), histórico de asma, gatilho claro (exercício).
    3Pneumonia / Bronquiolite5%Taquipneia, sibilância, tosse.Paciente afebril (36.5°C), início súbito pós-exercício, idade (bronquiolite é rara > 2 anos).
    Não Esqueça: O Pneumotórax Espontâneo pode ocorrer como complicação de uma crise de asma severa devido ao aprisionamento aéreo e hiperinsuflação. Fique atento a assimetria na ausculta ou piora súbita da saturação.

    Confirmação Diagnóstica

    Critérios Clínicos

    O diagnóstico da exacerbação é eminentemente clínico. A gravidade é definida pelo PFE (55% = moderada/grave), SpO₂ (92% = limítrofe para grave) e clínica (fala em frases curtas = grave).

    Exames Complementares

    Imediatos (beira-leito):

  • Oximetria de pulso contínua (Alvo: 94-98%).
  • Pico de Fluxo Expiratório (PFE): Reavaliar 15-20 minutos após cada intervenção.
  • Glicemia capilar: Beta-2 agonistas em altas doses podem causar hiperglicemia transitória e tremores; descartar hipoglicemia como causa de alteração de sensório futura.
  • Laboratoriais e Imagem:

  • *Não indicados de rotina neste momento.* Gasometria arterial/venosa apenas se houver piora do sensório ou falha terapêutica (para avaliar retenção de CO₂). Radiografia de tórax apenas se suspeita de complicação (pneumotórax, pneumonia associada).
  • ---

    Conduta Terapêutica

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • MOV: Monitorização cardíaca contínua, Oximetria de pulso.
  • Oxigenoterapia: O₂ suplementar sob cateter nasal ou máscara não reinalante para manter SpO₂ entre 94% e 98%.
  • Posicionamento: Cabeceira elevada, posição de conforto para a criança.
  • Acesso Venoso: Obter acesso venoso periférico salinizado (preparação para eventual falha da via inalatória/oral).
  • Medicações Iniciais (Primeira Hora - "Hora de Ouro")

    *Nota: Para fins de cálculo prático, assumiremos o peso médio de um menino de 7 anos: 24 kg.*

    MedicaçãoDose (Pediátrica)ViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    1ª Linha: Salbutamol (Aerolin®)4 a 10 jatos (100mcg/jato) com espaçador e máscara.InalatóriaSem diluição. Fazer 1 jato a cada 30-60 seg.A cada 20 min na 1ª hora (Total: 3 doses).Preferir spray + espaçador à nebulização (maior eficácia, menor dispersão).
    1ª Linha: Ipratrópio (Atrovent®)4 a 8 jatos (20mcg/jato) com espaçador.InalatóriaSem diluição. Fazer junto com o Salbutamol.A cada 20 min na 1ª hora (Total: 3 doses).Indicado em crises moderadas/graves para efeito sinérgico.
    1ª Linha: Prednisolona (Prelone®, Predsim®)1 a 2 mg/kg (Dose para 24kg: 24 a 48 mg). Máx: 40-50mg.VOSolução oral (11mg/mL ou 3mg/mL).Dose única imediata.Fazer precocemente. Se vômitos ou rebaixamento, trocar para Metilprednisolona IV (1-2 mg/kg).
    2ª Linha: Sulfato de Magnésio 10%40 a 50 mg/kg (Dose para 24kg: 960 a 1200 mg). Máx: 2g.IVDiluir em 50-100 mL de SF 0,9%.Infundir em 20 a 30 min.Apenas se refratário após a 1ª hora de tratamento ou se piora clínica rápida.

    Estratégia Definitiva

    1. Terapia de Resgate Intensiva: A base do tratamento na emergência é a repetição de Beta-2 agonista de curta duração (SABA) associado ao anticolinérgico (SAMA) e corticoide sistêmico precoce.

    2. Critérios de Indicação para Magnésio IV: Falha em atingir PFE > 60% ou SpO₂ > 94% após a primeira hora de tratamento otimizado, ou sinais de exaustão respiratória.

    3. Contraindicações Relevantes: Evitar sedativos ou ansiolíticos (risco de depressão respiratória mascarando falência ventilatória). Evitar mucolíticos.

    Avaliação de Resposta (Reavaliar a cada 20 minutos)

  • Critérios de Sucesso: Redução da FR, melhora do murmúrio vesicular (entrada de ar), PFE > 70% do previsto, SpO₂ > 94% em ar ambiente, capacidade de falar frases completas.
  • Sinais de Falha/Piora (Red Flags):
  • "Tórax Silencioso" (Silent Chest): O desaparecimento dos sibilos sem melhora clínica indica broncoespasmo severo com fluxo aéreo insuficiente para gerar som. É sinal de parada respiratória iminente.
  • Rebaixamento do nível de consciência (Glasgow < 15) ou letargia (sinal de hipercapnia).
  • Movimento toracoabdominal paradoxal.
  • Escalonamento: Se falha após 1 hora ou sinais de exaustão → Sulfato de Magnésio IV → Considerar Salbutamol IV ou Terbutalina SC/IV → Preparar material para Intubação Orotraqueal (IOT) com tubo com balonete (cuff) e estratégia de ventilação obstrutiva (tempo expiratório prolongado).
  • Alertas Críticos

  • ⚠️ ALERTA DE TEMPO CRÍTICO: O corticoide sistêmico (Prednisolona) demora de 2 a 4 horas para iniciar seu efeito anti-inflamatório máximo. Deve ser administrado nos primeiros 30 minutos da admissão.
  • ⚠️ ALERTA CLÍNICO: A taquicardia (FC 130) é esperada tanto pela hipóxia quanto pelo uso prévio de Salbutamol em casa. Não contraindica novas doses de Beta-2 agonista, mas exige monitorização contínua.
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    Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Sala de Emergência/Observação (Sala Amarela/Vermelha) para a primeira hora de tratamento intensivo.
  • Critérios de Internação (Enfermaria): Se após 1-2 horas mantiver necessidade de O₂, PFE < 70%, ou persistência de esforço respiratório.
  • Critérios de UTI Pediátrica: Necessidade de Magnésio IV contínuo, letargia, pCO₂ > 45 mmHg na gasometria, ou necessidade de suporte ventilatório (VNI ou IOT).
  • Critérios de Alta: Se após 1 hora de observação pós-última dose de broncodilatador o paciente mantiver SpO₂ > 94% em ar ambiente, PFE > 70% e exame físico sem esforço.
  • *Prescrição de Alta:* Prednisolona VO (1-2 mg/kg/dia) por 3 a 5 dias (não precisa de desmame se < 7 dias) + Salbutamol spray com espaçador de horário/resgate + Encaminhamento ao Pediatra/Pneumologista para ajuste da terapia de manutenção (ex: introdução de CI + LABA).
  • *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Crise aguda de asma moderada-grave

    Diferenciais esperados:
    • Aspiração de corpo estranho
    • Bronquiolite obliterante
    • Anel vascular com compressão traqueal

    Avalie a Resposta do Assistente

    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: