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Degeneração macular relacionada à idade (DMRI) neovascular (úmida) OD com membrana neovascular coroidal ativa — Caso Residente

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Apresentação Clínica

Mulher 75 anos, HAS e DM2 controladas. Refere metamorfopsia (distorção visual) e escotoma central em OD há 3 semanas, percebido ao fechar OE. AV OD 20/100, OE 20/30. Tela de Amsler OD: distorção central e escotoma paracentral. Biomicroscopia: catarata nuclear 2+/4+ bilateral. Fundoscopia OD: drusas moles confluentes em polo posterior, descolamento do EPR, hemorragia sub-retiniana macular, fluido sub-retiniano. OCT macular OD: membrana neovascular sub-retiniana tipo 2, fluido sub e intra-retiniano, espessura central 420 micra. OE: drusas médias em polo posterior. Solicita classificação AREDS e protocolo de anti-VEGF.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Mulher, 75 anos, com HAS e DM2, apresentando baixa acuidade visual aguda, metamorfopsia e escotoma central em olho direito (OD) há 3 semanas. O exame multimodal (Fundoscopia + OCT) confirma a presença de fluido sub/intra-retiniano, hemorragia e membrana neovascular sub-retiniana (MNVSR) tipo 2 em OD, além de drusas em olho esquerdo (OE). O quadro é clássico e definitivo para degeneração macular exsudativa ativa.

Hipótese Diagnóstica Principal

Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) Exsudativa (Neovascular) em OD e DMRI Seca em OE — Confiança: 100%

  • Justificativa: A idade da paciente, associada à metamorfopsia súbita e aos achados de OCT (MNVSR tipo 2, espessamento macular de 420 micra e fluido) fecham o diagnóstico de DMRI forma úmida no OD. O OE apresenta a forma seca (não exsudativa).
  • Classificação AREDS (Age-Related Eye Disease Study):
  • Olho Direito (OD): Categoria 4 (Avançada) — Presença de DMRI neovascular.
  • Olho Esquerdo (OE): Categoria 3 (Intermediária) — Presença de drusas médias/grandes no polo posterior.
  • *Nota de Risco:* Pacientes com DMRI avançada em um olho têm risco de aproximadamente 43% em 5 anos de desenvolver neovascularização no olho contralateral.
  • Diagnósticos Diferenciais

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Edema Macular Diabético (EMD)10%Paciente com DM2, exsudação macular.Ausência de microaneurismas, exsudatos duros ou padrão de retinopatia diabética de base; presença de drusas e MNVSR clássica.
    2Oclusão de Ramo Venoso (ORVR)5%HAS prévia, hemorragia retiniana, edema.Hemorragia restrita ao espaço sub-retiniano macular; ausência de hemorragias em chama de vela seguindo trajeto venoso.
    3Coroidopatia Serosa Central<1%Descolamento neurossensorial, fluido sub-retiniano.Faixa etária atípica (comum em jovens/adultos de meia-idade), presença de drusas e MNVSR evidente.
    Não Esqueça: A Vasculopatia Coroidal Polipoidal (VCP) é um subtipo de neovascularização (frequentemente tipo 1) que pode mimetizar a DMRI exsudativa, apresentando descolamentos sero-hemorrágicos do EPR. O diagnóstico definitivo exigiria Indocianina Verde (ICG), mas a conduta inicial com anti-VEGF permanece a mesma.

    Confirmação Diagnóstica

    Exames Complementares

    O OCT já confirmou o diagnóstico, mas para documentação e planejamento terapêutico completo, recomenda-se:

  • Angiofluoresceinografia (AFG) (TUSS: 41301012): Para mapear a extensão da membrana neovascular e avaliar vazamento ativo.
  • OCT-Angiography (OCT-A) (TUSS: 41301365): Alternativa não invasiva à AFG para visualizar a rede vascular da MNVSR.
  • Retinografia Colorida Bilateral (TUSS: 41301250): Para documentação basal das drusas e hemorragia.
  • Conduta Terapêutica

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Encaminhamento urgente ao especialista em Retina (Retinólogo). O tratamento da DMRI exsudativa é tempo-dependente para preservação dos fotorreceptores.
  • Orientar a paciente a realizar a Tela de Amsler diária no OE (olho bom) para detecção precoce de conversão para forma úmida.
  • Medicações Iniciais (Suplementação Profilática para o OE)

    A suplementação vitamínica não trata a forma úmida do OD, mas é mandatória para reduzir o risco de progressão da forma intermediária no OE (redução de risco relativo de ~25% em 5 anos, segundo o estudo AREDS2).

    MedicaçãoDoseViaPreparo/TempoObservação
    Fórmula AREDS 2 (Ocuvite®, PreserVision®, MacuShield)1 comp/cápsulaVO1x ao dia, uso contínuoContém: Vit C 500mg, Vit E 400 UI, Luteína 10mg, Zeaxantina 2mg, Zinco 80mg, Cobre 2mg.

    Estratégia Definitiva: Protocolo Anti-VEGF (Olho Direito)

    A terapia padrão-ouro é a injeção intravítrea de inibidores do Fator de Crescimento Endotelial Vascular (Anti-VEGF).

    1. Opções Farmacológicas (Hierarquia Terapêutica):

    *Todas as opções abaixo são administradas via Injeção Intravítrea (IVT) em volume de 0,05 mL.*

    * 1ª Linha (Aprovados em bula e alta eficácia):

    * Aflibercepte (Eylea®): 2,0 mg (0,05 mL). *Vantagem: Maior meia-vida, bloqueia VEGF-A, VEGF-B e PlGF.*

    * Ranibizumabe (Lucentis®): 0,5 mg (0,05 mL).

    * Faricimabe (Vabysmo®): 6,0 mg (0,05 mL). *Vantagem: Duplo mecanismo (inibe VEGF-A e Ang-2), permite intervalos maiores.*

    * Alternativa de Custo-Efetividade (Off-label, amplamente validado pelo estudo CATT):

    * Bevacizumabe (Avastin®): 1,25 mg (0,05 mL). Requer fracionamento em farmácia de manipulação especializada.

    2. Protocolo de Tratamento Recomendado: *Treat-and-Extend* (Tratar e Estender)

    Atualmente, é o protocolo preferido pelas sociedades de retina (AAO, SBRV) por equilibrar o número de injeções e os resultados visuais.

    * Fase de Indução (Loading Dose):

    * 3 injeções intravítreas mensais (intervalo de 4 semanas entre elas).

    * Fase de Manutenção (Treat-and-Extend):

    * Após a 3ª injeção, realiza-se um novo OCT.

    * Se a mácula estiver seca (sem fluido sub/intra-retiniano): Aplica-se a injeção e estende-se o próximo intervalo em 1 a 2 semanas (ex: para 6 semanas, depois 8 semanas, até um máximo de 12-16 semanas dependendo da droga).

    * Se houver fluido residual ou novo sangramento: O intervalo é reduzido em 1 a 2 semanas (mínimo de 4 semanas).

    * *Nota:* Neste protocolo, o paciente sempre recebe a injeção no dia da visita, o que varia é o intervalo até a próxima.

    Contraindicações Absolutas à Injeção Intravítrea:

  • Infecção ocular ou periocular ativa (ex: conjuntivite, blefarite severa, hordéolo).
  • Hipersensibilidade grave conhecida ao fármaco.
  • Avaliação de Resposta

  • Critérios de Sucesso: Resolução do fluido sub-retiniano e intra-retiniano no OCT, redução da espessura macular central (idealmente < 300 micra), estabilização ou melhora da acuidade visual.
  • Sinais de Falha/Piora (Red Flags): Aumento do fluido no OCT a despeito de injeções mensais, hemorragia vítrea, descolamento de retina tracional.
  • Escalonamento (Switch Terapêutico): Se não houver resposta anatômica após 3-6 injeções com uma droga (ex: Bevacizumabe ou Ranibizumabe), indica-se a troca (switch) para Aflibercepte ou Faricimabe (fenômeno de taquifilaxia).
  • Alertas Críticos

  • ⚠️ ALERTA DE COMPLICAÇÃO (Endoftalmite): O risco de endoftalmite pós-injeção intravítrea é de ~0,05%. Orientar a paciente a buscar o pronto-socorro oftalmológico imediatamente se apresentar dor ocular intensa, hiperemia severa ou queda abrupta da visão nos dias seguintes à injeção.
  • ⚠️ ALERTA SISTÊMICO: Embora a absorção sistêmica seja mínima, anti-VEGFs teóricos podem aumentar o risco de eventos tromboembólicos arteriais (AVE, IAM). Em uma paciente de 75 anos com HAS e DM2, garantir que o controle pressórico e glicêmico permaneça rigoroso com seu clínico/cardiologista.
  • Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Ambulatório de Oftalmologia (Subespecialidade: Retina Clínica/Cirúrgica).
  • Tempo de Reavaliação: Em até 7-14 dias para início da primeira injeção intravítrea (Fase de Indução).
  • Acompanhamento: Mensal contínuo no primeiro ano de tratamento.
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    *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM - AAO Preferred Practice Pattern for AMD) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Degeneração macular relacionada à idade (DMRI) neovascular (úmida) OD com membrana neovascular coroidal ativa

    Diferenciais esperados:
    • DMRI atrófica (seca) avançada
    • Polivasculopatia coroidal
    • Macroaneurisma retiniano
    • Coriorretinopatia serosa central crônica

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    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: