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Dissecção aórtica tipo B (DeBakey III) complicada com malperfusão de membros inferiores — indicação de intervenção endovascular urgente — Caso Especialista

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Apresentação Clínica

Paciente masculino, 52 anos, biótipo marfanóide (alto, magro, aracnodactilia), HAS em uso de losartana 100mg/d, chega ao PS com dor torácica aguda interescapular que migrou para região lombar em 2 horas. PA em MSD 180x100, PA em MSE 175x95 (sem diferença significativa nos MMSS, mas PA em MMII indetectável bilateral). FC 90, FR 22, SpO2 96%, T 36.5°C, Glasgow 15. Pulsos femorais ausentes bilateralmente. Dor isquêmica em MMII. AngioTC: dissecção tipo B (DeBakey III) com flap intimal da aorta descendente se estendendo até bifurcação ilíaca, com malperfusão de MMII.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
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07/04/2026 Disclaimer 1 flag(s)

Síntese do Caso

Paciente masculino, 52 anos, fenótipo marfanóide, hipertenso, apresentando dor torácica migratória e emergência hipertensiva. AngioTC confirma Dissecção de Aorta Tipo B de Stanford com extensão ilíaca e Síndrome de Má Perfusão (isquemia aguda de membros inferiores com pulsos femorais ausentes). Trata-se de uma emergência vascular crítica com indicação de intervenção imediata.

Hipótese Diagnóstica Principal

Dissecção de Aorta Tipo B (Stanford) Complicada — Confiança: 100%

  • Justificativa: Diagnóstico já confirmado por AngioTC. A presença de dor isquêmica em MMII e ausência de pulsos femorais classifica o quadro como Tipo B Complicada (Síndrome de Má Perfusão), o que altera a conduta de tratamento puramente clínico para intervenção cirúrgica/endovascular de urgência. O fenótipo marfanóide sugere doença do tecido conjuntivo subjacente.
  • Diagnósticos Diferenciais (Complicações a Descartar Imediatamente)

    Como o diagnóstico primário está confirmado, o foco do *Rule Out* deve ser nas complicações letais associadas à extensão do *flap* intimal:

    #ComplicaçãoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Isquemia Mesentérica60%Extensão do flap até bifurcação ilíaca (envolve óstios viscerais)Ausência de dor abdominal difusa relatada (até o momento)
    2Lesão Renal Aguda50%Flap na aorta descendente abdominalNecessita de exames laboratoriais e controle de diurese
    3Dissecção Retrógrada (Tipo A)10%Risco inerente à dissecçãoAngioTC inicial não demonstrou acometimento ascendente
    Não Esqueça: A isquemia prolongada de MMII gera Rabdomiólise e Síndrome de Reperfusão (hipercalemia letal e acidose) após a correção cirúrgica.

    Confirmação Diagnóstica e Avaliação de Danos

    Exames Complementares (Prioridade Máxima)

    Imediatos (beira-leito):

  • US-POC (POCUS): Avaliar janela pericárdica (descartar derrame/tamponamento por dissecção retrógrada) e contratilidade miocárdica.
  • ECG de 12 derivações: Descartar isquemia miocárdica associada.
  • Laboratoriais (Pedido Gerado no Sistema):

  • Gasometria Arterial com Lactato: Marcador crítico de hipoperfusão sistêmica e mesentérica.
  • Ureia e Creatinina: Avaliar perfusão das artérias renais.
  • CPK total e Eletrólitos (K+): Rastreio de rabdomiólise pela isquemia de MMII.
  • Tipagem Sanguínea, Prova Cruzada e Coagulograma: Preparo cirúrgico imediato.
  • Conduta Terapêutica (Sequência Temporal)

    1. Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Sala Vermelha / UTI Imediata.
  • Monitorização Multimodal: ECG contínuo, SpO2.
  • Pressão Arterial Invasiva (PAI): OBRIGATÓRIA. Puncionar artéria radial DIREITA (o flap pode comprometer a subclávia esquerda, tornando a PA no MSE não confiável, embora no momento estejam simétricas).
  • Acessos Venosos: 2 acessos periféricos calibrosos (18G ou 16G) + Acesso Venoso Central (preferencialmente jugular interna direita, evitar subclávia).
  • Sonda Vesical de Demora (SVD): Monitorização estrita do débito urinário (meta > 0,5 mL/kg/h).
  • 2. Medicações Iniciais (Terapia Anti-Impulso)

    Meta: Reduzir o estresse de cisalhamento (dP/dt). Alvo: FC < 60 bpm e PAS 100-120 mmHg em até 20 minutos.

    *Regra de Ouro: NUNCA inicie vasodilatador antes do betabloqueador.*

    MedicaçãoDoseViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    1º. Esmolol (Brevibloc®)Bolus: 500 mcg/kg<br>Manutenção: 50 a 200 mcg/kg/minIVAmpola 250mg/10mL. Diluir 2 ampolas (500mg) em 230mL SG5% (Conc: 2mg/mL)Bolus em 1 min. Infusão contínua.1ª Linha. Titular a cada 5 min até FC < 60. Meia-vida curtíssima (9 min).
    *Alternativa:* Metoprolol (Seloken®)5 mg a cada 5 min (Máx: 15 mg)IVAmpola 5mg/5mL. Sem diluição.Lento (1-2 min)Usar se Esmolol indisponível.
    2º. Nitroprussiato de Sódio (Nipride®)0,3 a 0,5 mcg/kg/min (Máx: 10 mcg/kg/min)IVAmpola 50mg/2mL. Diluir em 250mL SG5% (Conc: 200 mcg/mL). Proteger da luz.Infusão contínua em BIC.Iniciar APÓS FC < 60 bpm. Titular para PAS 100-120 mmHg.
    3º. Morfina (Dimorf®)2 a 4 mgIVDiluir 1 ampola (10mg/1mL) em 9mL de AD. Fazer 2 a 4 mL.A cada 5-15 minO controle da dor reduz o tônus simpático e a PA.

    3. Estratégia Definitiva

  • Acionamento Imediato: Cirurgia Vascular / Cirurgia Endovascular.
  • Indicação: Tratamento endovascular (TEVAR - *Thoracic Endovascular Aortic Repair*) ou fenestração cirúrgica.
  • Justificativa: Dissecção Tipo B com tratamento puramente clínico tem alta mortalidade quando há Síndrome de Má Perfusão (isquemia de MMII, isquemia mesentérica ou renal). A reperfusão mecânica é mandatória.
  • 4. Avaliação de Resposta

  • Critérios de Sucesso: FC < 60 bpm, PAS < 120 mmHg, alívio da dor torácica.
  • Sinais de Falha/Piora: Piora da dor, anúria, elevação de lactato, rebaixamento do nível de consciência, assimetria súbita de pulsos em MMSS.
  • 5. Alertas Críticos

  • ⚠️ ALERTA FARMACOLÓGICO: A administração de Nitroprussiato de Sódio ANTES do bloqueio beta-adrenérgico causa taquicardia reflexa, aumenta a força de contração ventricular (dP/dt) e propaga a dissecção, podendo levar à ruptura aórtica.
  • ⚠️ ALERTA DE TEMPO CRÍTICO: A isquemia de membros inferiores tem janela de viabilidade muscular de cerca de 4 a 6 horas. A intervenção vascular deve ser imediata.
  • Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Transferência imediata para Centro Cirúrgico / Hemodinâmica, seguida de UTI.
  • Especialista: Acionar Cirurgia Vascular/Endovascular em caráter de emergência (Tempo 0).
  • Reavaliação: Sinais vitais a cada 5 minutos durante a titulação das drogas vasoativas. Checagem de pulsos e perfusão periférica a cada 15 minutos.
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    *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (AHA/ACC Guidelines for Aortic Disease) e EBM, não substituindo o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Dissecção aórtica tipo B (DeBakey III) complicada com malperfusão de membros inferiores — indicação de intervenção endovascular urgente

    Diferenciais esperados:
    • Dissecção tipo A com extensão retrógrada
    • Embolia em sela
    • Trombose aortoilíaca aguda (Leriche agudo)

    Avalie a Resposta do Assistente

    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: