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Doença Renal Crônica estágio 5 (pré-dialítica) por nefropatia diabética — com anemia, hiperparatireoidismo secundário e acidose metabólica — Caso Estudante

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Apresentação Clínica

Paciente masculino, 65 anos, HAS e DM2 há 15 anos, em uso de metformina 2g/d, gliclazida 120mg/d, enalapril 40mg/d e anlodipino 10mg/d. Encaminhado para internação por piora de função renal em exames de rotina. PA 160x95, FC 75, FR 16, SpO2 97%, T 36.5°C, Glasgow 15. Edema periorbitário e de MMII 2+/4+. Labs: creatinina 3.5 (há 6 meses era 2.0), TFG 18 mL/min, ureia 120, K+ 5.5, HCO3 16, Hb 9.0, Ca++ 7.8, fósforo 6.5, PTH 280, albumina 3.0. Proteinúria 3.5g/24h. USG: rins reduzidos (8cm bilateral), hiperecogênicos, perda da diferenciação corticomedular.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
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07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Paciente masculino, 65 anos, com DM2 e HAS de longa data, apresentando Doença Renal Crônica (DRC) agudizada (TFG 18 mL/min, estágio 4), acompanhada de síndrome nefrótica clínica e laboratorial (proteinúria 3.5g/24h, hipoalbuminemia, edema). Apresenta complicações metabólicas clássicas da uremia avançada: hipercalemia leve, acidose metabólica, hiperfosfatemia, hiperparatireoidismo secundário e anemia da DRC.

Hipótese Diagnóstica Principal

Doença Renal Crônica Agudizada (KDIGO G4A3) secundária à Nefropatia Diabética/Hipertensiva — Confiança: 95%

  • Justificativa: A ultrassonografia com rins reduzidos (8cm), hiperecogênicos e com perda da diferenciação corticomedular sela o diagnóstico de cronicidade. A queda da TFG para 18 mL/min com elevação aguda da creatinina (de 2.0 para 3.5) indica um insulto agudo sobreposto (agudização). A proteinúria nefrótica é a marca registrada da glomeruloesclerose nodular diabética (Kimmelstiel-Wilson) em fase avançada.
  • Diagnósticos Diferenciais

    Ordenados do mais letal/urgente ao menos grave:

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Estenose Bilateral de Artéria Renal40%Piora da função renal em uso de iECA (Enalapril), HAS refratária.USG não descreve assimetria renal significativa, embora o tamanho reduzido seja compatível.
    2Nefrotoxicidade Medicamentosa30%Uso de múltiplos fármacos; risco de nefrite intersticial aguda.USG mostra padrão crônico clássico, sem sinais de aumento de volume renal.
    3Glomerulonefrite Rapidamente Progressiva10%Piora rápida da creatinina, proteinúria nefrótica.História de DM2 de longa data explica perfeitamente o quadro; ausência de hematúria relatada.
    Não Esqueça: Cálculo do Cálcio Corrigido. O cálcio iônico/total parece baixo (7.8), mas a albumina é 3.0. *Cálcio Corrigido = 7.8 + [0.8 x (4.0 - 3.0)] = 8.6 mg/dL*. O paciente não possui hipocalcemia verdadeira. Não reponha cálcio venoso inadvertidamente.

    Confirmação Diagnóstica

    Exames Complementares (por ordem de prioridade)

    Imediatos (beira-leito):

  • ECG de 12 derivações: Mandatório para descartar alterações por hipercalemia (K+ 5.5), como ondas T apiculadas, achatamento de P ou alargamento de QRS.
  • Glicemia Capilar: Risco altíssimo de hipoglicemia devido ao acúmulo de Gliclazida pela falência renal.
  • Laboratoriais (Pedido TUSS gerado no sistema):

  • Gasometria Venosa: Para quantificar o *Base Excess* e confirmar a gravidade da acidose metabólica (HCO3 16).
  • Perfil de Ferro (Ferro, Ferritina, IST): Obrigatório antes de iniciar Eritropoietina. A medula precisa de substrato para responder.
  • Lipidograma: Para avaliar dislipidemia secundária à síndrome nefrótica.
  • Conduta Terapêutica

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Monitorização: Sinais vitais, oximetria e monitorização eletrocardiográfica contínua (devido ao K+).
  • Balanço Hídrico Rigoroso: Controle de diurese e peso diário.
  • ⚠️ INTERVENÇÃO CRÍTICA (Conciliação Medicamentosa):
  • 1. SUSPENDER Metformina IMEDIATAMENTE: Contraindicação absoluta com TFG < 30 mL/min. Risco letal de acidose lática.

    2. SUSPENDER Gliclazida: Risco severo de hipoglicemia prolongada por déficit de *clearance* renal.

    3. SUSPENDER Enalapril: Temporariamente. Embora seja renoprotetor, no cenário de agudização com hipercalemia (K+ 5.5) e TFG < 20, ele perpetua a disfunção aguda.

    Medicações Iniciais (Primeiros 10-60 min)

    MedicaçãoDoseViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    Furosemida (Lasix®)40-80mg (2 a 4 amp)IVAmpola 20mg/2mL. Sem diluição.Bolus lento (20mg/min)Trata a sobrecarga hídrica (edema, PA alta) e auxilia na espoliação do K+.
    Bicarbonato de Sódio 8,4%1 a 2 mEq/kg/diaVOCápsulas manipuladas de 500mg ou solução a 8,4% (1mL = 1mEq).Fracionado 3x/diaAlvo: manter HCO3 sérico > 22 mEq/L. Retarda a progressão da DRC.
    Insulina Regular (Novolin R®)Conforme protocoloSCFrasco 100 UI/mL.Conforme dextroTransição para esquema basal-bolus com doses reduzidas (rim não depura insulina).

    Estratégia Definitiva (Manejo da DRC Estágio 4)

  • Controle Pressórico (Alvo < 130/80 mmHg):
  • Manter Anlodipino (Norvasc®) 10mg VO 1x/dia.
  • Se refratário após suspensão do iECA e uso de diurético, associar Clonidina (Atensina®) 0,100mg a 0,200mg VO 8/8h.
  • Manejo do DMO-DRC (Distúrbio Mineral e Ósseo):
  • O paciente apresenta hiperfosfatemia (6.5) e PTH elevado (280).
  • Iniciar Sevelâmer (Renagel®) 800mg VO junto às principais refeições (3x/dia). *Alternativa:* Carbonato de Cálcio 500mg VO às refeições (atua como quelante de fósforo, já que o cálcio corrigido está normal).
  • Manejo da Anemia:
  • Iniciar Alfaepoetina (Eritromax®) 4.000 UI SC 1 a 2x por semana.
  • *Critério de Indicação:* Hb < 10 g/dL.
  • *Critério de Segurança:* SÓ INICIAR após confirmar Ferritina > 100 ng/mL e IST > 20%. Se estoques baixos, repor Sacarato de Hidróxido de Ferro III (Noripurum®) IV primeiro.
  • Avaliação de Resposta

  • Critérios de Sucesso: Aumento do débito urinário, redução do edema, normalização do K+ (< 5.0) e HCO3 (> 22), estabilização da creatinina.
  • Sinais de Falha/Piora: Oligúria refratária a diurético, K+ > 6.0 com alterações no ECG, encefalopatia urêmica.
  • Escalonamento: Se refratariedade clínica (hipervolemia, hipercalemia ou acidose intratáveis), indicar Hemodiálise de Urgência.
  • Alertas Críticos

  • ⚠️ ALERTA DE SEGURANÇA (FDA Black Box): O uso continuado de Metformina neste paciente (TFG 18) tem risco iminente de acidose lática fatal. A meia-vida da insulina e dos hipoglicemiantes orais está drasticamente prolongada.
  • ⚠️ ALERTA DE ACESSO: NÃO puncionar acesso venoso profundo ou periférico nos membros superiores (preferencialmente preservar o braço não dominante) sem necessidade estrita. Este paciente precisará de confecção de Fístula Arteriovenosa (FAV) em breve.
  • Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Internação em Enfermaria Clínica.
  • Especialista: Solicitar parecer formal da Nefrologia para planejamento de Terapia Renal Substitutiva (TRS) eletiva (confecção de FAV) e manejo fino da DMO-DRC.
  • Reavaliação: Curva de peso diária, balanço hídrico rigoroso e reavaliação laboratorial (Função renal, eletrólitos e gasometria) em 24 horas.
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    *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM - KDIGO 2024 / ADA 2024) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Doença Renal Crônica estágio 5 (pré-dialítica) por nefropatia diabética — com anemia, hiperparatireoidismo secundário e acidose metabólica

    Diferenciais esperados:
    • Nefroesclerose hipertensiva
    • Glomerulonefrite crônica
    • Nefropatia obstrutiva bilateral

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    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: