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Eclâmpsia com síndrome HELLP e suspeita de descolamento prematuro de placenta — Caso Residente

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Apresentação Clínica

Gestante, 32 anos, 34 semanas, primigesta, pré-natal sem intercorrências, chega ao PS obstétrico com crise convulsiva tônico-clônica generalizada presenciada, precedida por cefaleia intensa e epigastralgia. PA 190x120, FC 105, FR 22, SpO2 92% durante a crise, T 37.5°C, Glasgow pós-ictal 10. Edema facial e de MMII importante. Proteinúria maciça. Plaquetas 72.000, TGO 310, TGP 285, LDH 780, DHL 680, creatinina 1.6. BCF 110 bpm (bradicardia fetal). Sangramento vaginal escurecido moderado.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Gestante de 32 anos, 34 semanas, apresentando quadro gravíssimo de Eclâmpsia (crise convulsiva tônico-clônica), Síndrome HELLP laboratorial (plaquetopenia, transaminases e LDH elevadas), crise hipertensiva emergencial (190x120 mmHg) e sinais clínicos de Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) com sofrimento fetal agudo (bradicardia fetal e sangramento escurecido). Trata-se de uma emergência obstétrica com risco iminente de morte materno-fetal.

Hipótese Diagnóstica Principal

Eclâmpsia + Síndrome HELLP + Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) — Confiança: 99%

  • Justificativa: A tríade de hipertensão, proteinúria e convulsão na gestação > 20 semanas sela o diagnóstico de Eclâmpsia. Os exames laboratoriais confirmam a Síndrome HELLP (Hemólise com LDH > 600, Enzimas hepáticas TGO/TGP > 70, Plaquetas < 100.000). O sangramento vaginal escurecido associado à bradicardia fetal (BCF 110) e hipertonia uterina (implícita pela dor/crise) define o DPP.
  • Correlação: Critérios do ACOG (American College of Obstetricians and Gynecologists) e Ministério da Saúde para emergências hipertensivas na gestação.
  • Diagnósticos Diferenciais

    Ordenados do mais letal/urgente ao menos grave:

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1AVE Hemorrágico20%Cefaleia intensa prévia, PA 190x120, plaquetopenia, rebaixamento (Glasgow 10).A convulsão generalizada no contexto obstétrico aponta primariamente para Eclâmpsia.
    2Rotura Uterina5%Sangramento vaginal, bradicardia fetal.Primigesta, sem cicatriz uterina prévia.
    3Epilepsia Descompensada<1%Crise tônico-clônica.Não explica HELLP, DPP, proteinúria e crise hipertensiva.
    Não Esqueça: Coagulação Intravascular Disseminada (CIVD). O DPP associado à Síndrome HELLP é a principal causa de CIVD na obstetrícia. O sangramento pode se tornar incontrolável.

    Confirmação Diagnóstica

    Critérios Clínicos

  • O diagnóstico atual é eminentemente clínico e os exames laboratoriais fornecidos já confirmam a gravidade. Nenhum exame de imagem deve atrasar a intervenção cirúrgica.
  • Exames Complementares (Imediatos - na admissão do centro cirúrgico)

  • Laboratoriais: Tipagem sanguínea e Fator Rh (urgência), Fibrinogênio, TAP (RNI), TTPA (avaliação de CIVD), Gasometria arterial, Lactato.
  • Imagem: USG Obstétrica / Cardiotocografia (apenas se o ultrassom estiver na sala e for imediato para confirmar BCF, não atrasar a cesárea).
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    Conduta Terapêutica

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Posicionamento: Decúbito Lateral Esquerdo (DLE) para descompressão aortocava e melhora do retorno venoso/perfusão placentária.
  • MOV: Monitorização contínua (PA a cada 5 min, ECG, Oximetria). O₂ suplementar sob máscara não reinalante a 10-15 L/min.
  • Acessos: 2 acessos venosos periféricos calibrosos (14G ou 16G).
  • Sondagem: Passagem de Cateter Vesical de Demora (CVD) para controle rigoroso de diurese (risco de oligúria/LRA e controle de toxicidade pelo magnésio).
  • Acionamento Imediato: Equipe de Obstetrícia, Anestesiologia, Neonatologia e Banco de Sangue (Protocolo de Transfusão Maciça em stand-by).
  • Medicações Iniciais (Primeiros 10-30 min)

    *Objetivos: Prevenção de novas crises (Neuroproteção) e controle pressórico (Meta: PAS 140-150 / PAD 90-100 mmHg).*

    MedicaçãoDoseViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    Sulfato de Magnésio (Esquema Zuspan)Ataque: 4gIV4 ampolas (10%) ou 8mL (50%) em 100mL de SG 5%Infundir em 15-20 min1ª Linha para Eclâmpsia. NUNCA usar Diazepam como 1ª linha.
    Sulfato de Magnésio (Manutenção)1 a 2g/hIV10 ampolas (10%) em 400mL de SG 5% a 50-100 mL/hContínuoManter por 24h pós-parto ou pós-última crise.
    Hidralazina (Apresolina®)5 mgIV1 amp (20mg/1mL) + 19mL AD. Fazer 5mL da solução.Lento (3-5 min)Repetir a cada 20 min se PA > 160/110. Máx: 20mg.
    Labetalol (Se disponível/Alternativa)20 mgIVSem diluição (bolus)Lento (2 min)Dobrar dose a cada 10 min (40mg, 80mg) até máx 300mg se refratário.

    Estratégia Definitiva

  • CESARIANA DE EMERGÊNCIA IMEDIATA.
  • Critérios de indicação: Sofrimento fetal agudo (bradicardia) + DPP + Eclâmpsia. A resolução da gestação é o único tratamento definitivo para a Síndrome HELLP e Eclâmpsia.
  • Anestesia: Devido às plaquetas em 72.000 e risco de CIVD pelo DPP, há contraindicação relativa/absoluta a bloqueio neuroeixo (raquianestesia/peridural). O anestesista provavelmente optará por Anestesia Geral com indução em sequência rápida.
  • Corticoterapia: *NÃO* atrasar o parto para administrar Betametasona neste cenário de DPP com bradicardia fetal. A extração fetal é prioritária.
  • Avaliação de Resposta e Monitorização de Toxicidade

  • Monitorar Toxicidade do Magnésio (Reflexos, Respiração, Rim):
  • Reflexo patelar (deve estar presente).
  • Frequência Respiratória (deve ser > 16 irpm).
  • Diurese (deve ser > 25 mL/h).
  • Antídoto do Magnésio: Se sinais de intoxicação (parada respiratória, arreflexia), administrar Gluconato de Cálcio 10% (1 ampola de 10mL, IV lento em 3-5 minutos).
  • Alertas Críticos

  • ⚠️ ALERTA DE TEMPO CRÍTICO: O tempo entre o diagnóstico de DPP com bradicardia e a extração fetal deve ser o menor possível (idealmente < 20 minutos).
  • ⚠️ ALERTA HEMORRÁGICO: Útero de Couvelaire (apoplexia uteroplacentária) e atonia uterina são altamente prováveis pós-parto. Prepare ocitocina, metilergometrina (CI se PA muito elevada, preferir misoprostol) e ácido tranexâmico profilático/terapêutico.
  • Disposição e Acompanhamento

  • Destino Materno: UTI Adulto no pós-operatório imediato.
  • Destino Fetal: UTI Neonatal (prematuridade de 34 semanas + asfixia perinatal).
  • Reavaliação: Manter Sulfato de Magnésio por 24 horas após o parto. Monitorar clearance de creatinina, plaquetas e LDH a cada 12 horas até normalização.
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    *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (ACOG, Ministério da Saúde - EBM) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Eclâmpsia com síndrome HELLP e suspeita de descolamento prematuro de placenta

    Diferenciais esperados:
    • Epilepsia com descompensação na gestação
    • Trombose venosa cerebral
    • AVC hemorrágico

    Avalie a Resposta do Assistente

    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: