Espondilite anquilosante com sacroileíte bilateral ativa (ASAS axial) — Caso Especialista
Apresentação Clínica
Homem de 32 anos, dor lombar inflamatória há 3 anos com rigidez matinal >1 hora melhorando com exercício. HLA-B27 positivo, PCR 35, VHS 48. RM de sacroilíacas mostra edema medular ósseo bilateral nas faces ilíacas e sacrais (osteíte ativa em STIR), erosões subcondrais e esclerose reativa. RM de coluna mostra lesões inflamatórias nos cantos vertebrais (sinal de Romanus) em T12-L2. PA 120/70, FC 72.
Síntese do Caso
Homem jovem (32 anos) com quadro clássico de dor lombar inflamatória crônica (>3 anos), marcadores inflamatórios sistêmicos elevados (PCR e VHS), HLA-B27 positivo e evidência inequívoca de sacroiliíte ativa e espondilite (sinal de Romanus) à ressonância magnética. Sinais vitais estáveis, sem sinais de instabilidade aguda.
Hipótese Diagnóstica Principal
Espondiloartrite Axial Radiográfica (Espondilite Anquilosante) em Atividade — Confiança: 99%
Diagnósticos Diferenciais
| # | Diagnóstico | Confiança | Achados que Favorecem | Achados que Afastam |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Espondilodiscite / Sacroiliíte Infecciosa | 1% | Dor lombar, PCR/VHS elevados, edema ósseo na RM. | Evolução de 3 anos, acometimento bilateral, HLA-B27+, Sinal de Romanus (típico de SpA). |
| 2 | Lombalgia Mecânica (ex: Hérnia Discal) | 5% | Dor lombar em adulto jovem. | Rigidez matinal >1h, melhora com exercício, PCR elevada, achados na RM. |
| 3 | Espondiloartrite Psoriásica (Eixo Axial) | 15% | Sacroiliíte, dor inflamatória. | Ausência de relato de lesões cutâneas/ungueais, HLA-B27 é menos frequente que na EA primária. |
Não Esqueça: Acometimentos extra-articulares silenciosos. Pacientes com Espondilite Anquilosante têm alto risco de Uveíte Anterior Aguda, Doença Inflamatória Intestinal (DII) subclínica e Aortite/Bloqueios Atrioventriculares.
Confirmação Diagnóstica
O diagnóstico já está estabelecido pelos critérios clínicos e de imagem. O foco agora é o estadiamento pré-terapêutico, visto que o paciente tem indicação formal de imunossupressão/terapia biológica devido à alta atividade da doença e falha presumida (pelo tempo de evolução) a medidas conservadoras.
Exames Complementares (Rastreio Pré-Biológico)
Laboratoriais e Imagem (Ambulatoriais/Enfermaria):
*(Nota: O pedido estruturado com códigos TUSS para o rastreio pré-biológico foi gerado no sistema).*
Conduta Terapêutica
Medidas Imediatas (Tempo 0)
Medicações Iniciais (1ª Linha - Fase de Indução)
A primeira linha para Espondiloartrite Axial é o uso contínuo de Anti-inflamatórios Não Esteroidais (AINEs) em dose máxima tolerada.
| Medicação | Dose | Via | Preparo/Diluição | Tempo | Observação |
|---|---|---|---|---|---|
| Naproxeno (Flanax®) | 500 mg | VO | - | 12/12h | Uso contínuo por 2 a 4 semanas para avaliar resposta. |
| *OU* Celecoxibe (Celebra®) | 200 mg | VO | - | 12/12h | Preferível se alto risco TGI. Uso contínuo. |
| Omeprazol | 20 mg | VO | - | 1x/dia | Proteção gástrica devido ao uso contínuo de AINE. |
Estratégia Definitiva (2ª Linha - Terapia Biológica)
*Nota: DMARDs sintéticos convencionais (Metotrexato, Sulfassalazina) NÃO têm eficácia comprovada para doença puramente axial e não devem atrasar o início dos biológicos.*
Avaliação de Resposta
Alertas Críticos
Disposição e Acompanhamento
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*⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM - ASAS/EULAR 2022) e não substitui o julgamento clínico presencial.*
Diagnostico de Referencia (Gold Standard)
Espondilite anquilosante com sacroileíte bilateral ativa (ASAS axial)
- Artrite psoriásica axial
- Artrite reativa (síndrome de Reiter)
- Osteíte condensante do ilíaco