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Estenose hipertrófica de piloro (indicação de piloromiotomia de Ramstedt) — Caso Residente

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Apresentação Clínica

RN masculino de 3 semanas de vida, a termo, vômitos projetivos não biliosos progressivos após todas as mamadas há 5 dias. Fome persistente após vômitos (faminto). Perda ponderal de 200g na última semana. Desidratação moderada. Palpação abdominal: massa ovalar (oliva pilórica) em epigástrio/HCD. USG: piloro com espessura muscular de 5mm (ref <3mm) e comprimento de canal de 18mm (ref <14mm). Gasometria: pH 7.52, BIC 32, Cl 88 (alcalose metabólica hipoclorêmica). Na 132, K 2.8. FR 35, FC 155, T 36.5°C.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

RN masculino, 3 semanas de vida, apresentando quadro clássico de vômitos projetivos não biliosos, avidez alimentar pós-êmese, perda ponderal e desidratação moderada. Exame físico revela "oliva pilórica" palpável. Exames complementares confirmam alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica severa, com ultrassonografia demonstrando espessamento e alongamento do canal pilórico em níveis cirúrgicos.

Hipótese Diagnóstica Principal

Estenose Hipertrófica do Piloro (EHP) — Confiança: 100%

  • Justificativa: O paciente apresenta a tríade clássica patognomônica: vômitos projetivos não biliosos, oliva pilórica palpável e alcalose metabólica hipoclorêmica.
  • Critérios Ultrassonográficos: Positivos e absolutos. Espessura do músculo pilórico ≥ 3 mm (paciente tem 5 mm) e comprimento do canal ≥ 14 mm (paciente tem 18 mm).
  • Diagnósticos Diferenciais

    Ordenados do mais letal/urgente ao menos grave (método Rule Out):

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Má Rotação Intestinal com Volvo0%Vômitos, idade neonatal.Vômitos na EHP são não biliosos. No volvo, são classicamente biliosos. USG confirmou EHP.
    2Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC)0%Vômitos, desidratação, perda de peso.HAC perdedora de sal cursa com acidose metabólica e hipercalemia. Paciente tem alcalose e hipocalemia.
    3Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)0%Vômitos pós-prandiais.Não causa alcalose metabólica severa, desidratação grave ou massa palpável.
    Não Esqueça: A Estenose Hipertrófica do Piloro NÃO é uma emergência cirúrgica, mas sim uma emergência médica (metabólica). A correção do distúrbio ácido-base e hidroeletrolítico deve preceder qualquer intervenção cirúrgica para evitar apneia pós-operatória fatal induzida pela alcalose no centro respiratório.

    Confirmação Diagnóstica

    Critérios Clínicos e Imagem

  • Diagnóstico já confirmado por USG e clínica. Não há necessidade de exames de imagem adicionais (como serigrafia EED).
  • Exames Complementares (Pré-operatórios)

    Laboratoriais Imediatos:

  • Tipagem sanguínea e Rh + Prova cruzada (Preparo cirúrgico).
  • Glicemia capilar (Risco elevado de hipoglicemia devido ao jejum prolongado e depleção de glicogênio hepático).
  • Coagulograma (TAP/TTPA).
  • Ureia e Creatinina (Avaliar injúria renal aguda pré-renal).
  • Conduta Terapêutica

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Dieta: NPO (Jejum absoluto) imediato.
  • Descompressão: Passagem de Sonda Nasogástrica (SNG) calibrosa (8 ou 10 Fr) aberta em sifonagem (bolsa coletora) para esvaziar o estômago, prevenir broncoaspiração e quantificar perdas.
  • Acesso: Obter 1 a 2 acessos venosos periféricos calibrosos.
  • Monitorização: Cardioscopia, oximetria de pulso contínua, controle rigoroso de diurese (pesagem de fraldas ou sondagem se necessário).
  • Medicações Iniciais (Primeiros 10-60 min) - Ressuscitação Fluídica

    O objetivo primário é reverter a desidratação, a alcalose e a hipocalemia.

    Medicação / FluidoDoseViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    Soro Fisiológico 0,9%20 mL/kgIVPuro20-30 minFase de expansão (Bolus). Repetir se taquicardia persistir ou perfusão ruim.
    Soro Glicosado 5% + SF 0,45%Regra de Holliday-Segar + DéficitIVSG 5% + NaCl 0,9% (1:1)ContínuoFase de manutenção e reposição. Volume total = Manutenção + Déficit estimado (10%).
    Cloreto de Potássio (KCl) 19,1%20 a 40 mEq/L de soluçãoIVAdicionar ao soro de manutençãoContínuo⚠️ ALERTA: Iniciar APENAS após confirmação de diurese (restabelecimento do fluxo renal).

    Estratégia Definitiva

  • Procedimento: Piloromiotomia extramucosa de Fredet-Ramstedt (via aberta ou laparoscópica).
  • Critérios de Indicação (Metas Pré-operatórias Obrigatórias): A cirurgia só deve ser autorizada pelo anestesiologista quando:
  • 1. Cloreto sérico > 100 mEq/L

    2. Bicarbonato (HCO3) < 30 mEq/L

    3. Potássio (K) > 3.0 mEq/L

    4. Débito urinário > 1-2 mL/kg/h

  • Janela Terapêutica: A ressuscitação fluídica geralmente leva de 24 a 48 horas para atingir as metas seguras para anestesia.
  • Avaliação de Resposta

  • Critérios de sucesso: Redução da FC, melhora do turgor, diurese clara e abundante, normalização da gasometria e eletrólitos.
  • Monitoramento: Gasometria venosa e ionograma a cada 6-12 horas até atingir as metas cirúrgicas.
  • Sinais de falha/piora: Hipoglicemia refratária, anúria persistente, rebaixamento do sensório.
  • Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Internação imediata em UTI Neonatal ou Pediátrica para monitorização intensiva e correção metabólica.
  • Especialista: Acionar Cirurgia Pediátrica para avaliação inicial e programação cirúrgica, informando que o paciente está em fase de ressuscitação metabólica.
  • Pós-operatório: A realimentação (via oral) geralmente é iniciada precocemente, cerca de 4 a 6 horas após a cirurgia, com pequenos volumes de soro oral ou leite materno, progredindo conforme tolerância. Vômitos esporádicos no pós-operatório imediato são comuns e não indicam falha cirúrgica.
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    *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Estenose hipertrófica de piloro (indicação de piloromiotomia de Ramstedt)

    Diferenciais esperados:
    • Refluxo gastroesofágico grave
    • Piloroespasmo
    • Má rotação intestinal com volvo

    Avalie a Resposta do Assistente

    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: