Exantema súbito (roséola infantum — HHV-6) — Caso Estudante
Apresentação Clínica
Lactente de 9 meses, febre alta há 3 dias (até 40°C), irritabilidade extrema. Hoje surgiu exantema maculopapular difuso em tronco após defervescência da febre. Exantema centrífugo (tronco para extremidades), não pruriginoso. Sem enantema, sem linfonodomegalia significativa. Fontanela normotensa. Leucócitos 6.000, PCR 15. FR 30, FC 140, T 36.5°C (afebril), Glasgow 15.
Síntese do Caso
Lactente de 9 meses apresentando quadro clássico de febre alta isolada por 3 dias, seguida de defervescência em crise e surgimento imediato de exantema maculopapular centrífugo (início no tronco). Exame neurológico inocente (fontanela normotensa, Glasgow 15), estabilidade hemodinâmica e laboratório com padrão viral (leucometria normal, PCR levemente tocada).
Hipótese Diagnóstica Principal
Exantema Súbito (Roséola Infantil / Sexta Doença) — Confiança: 95%
Diagnósticos Diferenciais
Ordenados do mais letal/urgente ao menos grave (método *Rule Out*):
| # | Diagnóstico | Confiança | Achados que Favorecem | Achados que Afastam |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Meningococcemia | < 1% | Febre alta prévia, irritabilidade, exantema. | Exantema maculopapular (não petequial/purpúrico), afebril no momento, fontanela normotensa, bom estado geral atual. |
| 2 | Sarampo | 5% | Febre, exantema maculopapular. | Ausência de pródromos catarrais (tosse, coriza, conjuntivite). No sarampo, a febre atinge o pico *junto* com o exantema (que tem progressão craniocaudal). |
| 3 | Rubéola | 5% | Exantema maculopapular. | Ausência de linfonodomegalia retroauricular/suboccipital. Febre da rubéola costuma ser baixa. |
| 4 | Eritema Infeccioso | 5% | Exantema pós-pródromo viral. | Faixa etária (mais comum em escolares), padrão do exantema (face esbofeteada e reticular em membros). |
| 5 | Farmacodermia | 10% | Exantema súbito. | A cronologia exata de defervescência seguida de exantema é clássica do HHV-6, tornando alergia a antitérmicos menos provável. |
Não Esqueça: Convulsão Febril. O HHV-6 é o vírus mais frequentemente associado a crises convulsivas febris na infância devido à rápida ascensão térmica e neurotropismo viral. Como o paciente já está na fase exantemática (afebril), o risco despencou, mas deve ser questionado ativamente na anamnese dos dias anteriores.
Confirmação Diagnóstica
Critérios Clínicos
Exames Complementares
Conduta Terapêutica
Medidas Imediatas (Tempo 0)
Medicações Iniciais (Sintomáticos)
Como o paciente encontra-se afebril e o exantema não é pruriginoso, a prescrição é apenas "se necessário" (SOS) para eventual irritabilidade residual ou dor.
| Medicação | Dose | Via | Preparo/Apresentação | Tempo | Observação |
|---|---|---|---|---|---|
| Dipirona | 15-25 mg/kg/dose | VO | Gotas (500 mg/mL): 1 gota/kg/dose | 6/6h SOS | 1ª linha para dor/irritabilidade. Máximo 4x/dia. |
| Paracetamol | 10-15 mg/kg/dose | VO | Gotas (200 mg/mL): 1 gota/kg/dose | 6/6h SOS | Alternativa à Dipirona. |
Estratégia Definitiva
Avaliação de Resposta
Disposição e Acompanhamento
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*⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM) e não substitui o julgamento clínico presencial.*
Diagnostico de Referencia (Gold Standard)
Exantema súbito (roséola infantum — HHV-6)
- Sarampo
- Rubéola
- Reação medicamentosa (farmacodermia)