Fratura de Colles do rádio distal esquerdo com desvio — Caso Estudante
Apresentação Clínica
Adolescente 16 anos, queda de bicicleta com impacto direto sobre mão esquerda espalmada. Dor e deformidade em punho esquerdo, edema dorsal, deformidade em 'dorso de garfo'. PA 120x70 mmHg, FC 92bpm. Pulso radial palpável, sensibilidade em território de mediano preservada, mobilidade dos dedos preservada. RX punho AP + lateral: fratura de rádio distal com desvio dorsal e encurtamento (Colles), sem acometimento de ulna. Deslocamento dorsal de 15°, encurtamento de 5mm. Solicita conduta: redução ou cirurgia.
Síntese do Caso
Adolescente de 16 anos apresenta trauma em punho esquerdo por queda sobre a mão espalmada (FOOSH), evoluindo com deformidade clássica em "dorso de garfo", sem déficits neurovasculares distais. Radiografia confirma fratura extra-articular do rádio distal (padrão Colles) com desvio dorsal de 15° e encurtamento de 5mm.
Hipótese Diagnóstica Principal
Fratura de Rádio Distal (Tipo Colles) — Confiança: 100%
Diagnósticos Diferenciais
| # | Diagnóstico | Confiança | Achados que Favorecem | Achados que Afastam |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Fratura de Escafoide | 10% | Mecanismo de queda espalmada. | RX não demonstra traço no escafoide; foco clínico é o rádio. |
| 2 | Fratura de Galeazzi | 5% | Fratura do rádio distal. | Ausência de luxação da articulação radioulnar distal (DRUJ) no RX. |
| 3 | Fratura de Smith | 0% | Fratura do rádio distal. | Desvio é dorsal (Colles), e não volar (Smith). |
Não Esqueça: Avaliar sempre a Tabaqueira Anatômica clinicamente. Fraturas do escafoide podem coexistir com fraturas do rádio distal e passar despercebidas no RX inicial em AP/Perfil padrão.
Confirmação Diagnóstica
Critérios Clínicos
Exames Complementares
Imediatos (beira-leito):
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Conduta Terapêutica
Medidas Imediatas (Tempo 0)
Medicações Iniciais (Primeiros 10-60 min)
Para a realização da redução fechada, é mandatório controle álgico adequado. A primeira linha na emergência é o Bloqueio de Hematoma, associado ou não à analgesia sistêmica.
| Medicação | Dose (Adulto/ >50kg) | Via | Preparo/Diluição | Tempo | Observação |
|---|---|---|---|---|---|
| 1ª Linha: Lidocaína 1% ou 2% (Xylocaína®) | 5 a 10 mL (Máx 4,5mg/kg) | Intra-focal | Sem vasoconstritor. Aspirar antes de injetar. | T0 | Bloqueio de hematoma. Injetar no foco da fratura sob técnica estéril. Aguardar 10-15 min para agir. |
| 2ª Linha: Dipirona (Novalgina®) | 1g | IV | Diluir em 10mL AD ou SF 0,9%. | Infusão em 3-5 min | Analgesia sistêmica basal. |
| Resgate: Morfina (Dimorf®) | 2 a 4 mg | IV | Diluir 1 ampola (10mg/1mL) em 9mL de SF 0,9% (1mg/mL). | Lenta (5 min) | Se falha do bloqueio ou dor refratária. CI: instabilidade hemodinâmica. |
Estratégia Definitiva: Redução ou Cirurgia?
A resposta direta é: Redução Fechada Imediata. A cirurgia não é a primeira conduta na emergência para este padrão, mas pode ser o destino final dependendo do resultado da redução.
Passo 1: Redução Fechada (Imediata na Emergência)
Passo 2: Imobilização
Passo 3: Decisão Pós-Redução (O divisor de águas)
Realizar novo RX (AP e Perfil) imediatamente após a imobilização.
Avaliação de Resposta
Alertas Críticos
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Disposição e Acompanhamento
*⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM) e não substitui o julgamento clínico presencial.*
Diagnostico de Referencia (Gold Standard)
Fratura de Colles do rádio distal esquerdo com desvio
- Fratura de Smith
- Fratura-luxação de Barton
- Lesão do escafoide associada