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Fratura de Colles do rádio distal esquerdo com desvio — Caso Estudante

Avaliacao mmed.pro· trauma 0 0 0

Apresentação Clínica

Adolescente 16 anos, queda de bicicleta com impacto direto sobre mão esquerda espalmada. Dor e deformidade em punho esquerdo, edema dorsal, deformidade em 'dorso de garfo'. PA 120x70 mmHg, FC 92bpm. Pulso radial palpável, sensibilidade em território de mediano preservada, mobilidade dos dedos preservada. RX punho AP + lateral: fratura de rádio distal com desvio dorsal e encurtamento (Colles), sem acometimento de ulna. Deslocamento dorsal de 15°, encurtamento de 5mm. Solicita conduta: redução ou cirurgia.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Adolescente de 16 anos apresenta trauma em punho esquerdo por queda sobre a mão espalmada (FOOSH), evoluindo com deformidade clássica em "dorso de garfo", sem déficits neurovasculares distais. Radiografia confirma fratura extra-articular do rádio distal (padrão Colles) com desvio dorsal de 15° e encurtamento de 5mm.

Hipótese Diagnóstica Principal

Fratura de Rádio Distal (Tipo Colles) — Confiança: 100%

  • Justificativa: Mecanismo de trauma clássico, deformidade clínica evidente e confirmação radiográfica de fratura extra-articular com desvio dorsal e encurtamento. A ausência de acometimento ulnar isola a lesão ao rádio.
  • Critérios de Instabilidade (Lafontaine): O paciente apresenta desvio dorsal significativo e encurtamento no limite da aceitabilidade (5mm), o que exige intervenção imediata para restaurar a anatomia, especialmente considerando a idade (esqueleto maduro ou em fase final de fechamento fisário).
  • Diagnósticos Diferenciais

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Fratura de Escafoide10%Mecanismo de queda espalmada.RX não demonstra traço no escafoide; foco clínico é o rádio.
    2Fratura de Galeazzi5%Fratura do rádio distal.Ausência de luxação da articulação radioulnar distal (DRUJ) no RX.
    3Fratura de Smith0%Fratura do rádio distal.Desvio é dorsal (Colles), e não volar (Smith).
    Não Esqueça: Avaliar sempre a Tabaqueira Anatômica clinicamente. Fraturas do escafoide podem coexistir com fraturas do rádio distal e passar despercebidas no RX inicial em AP/Perfil padrão.

    Confirmação Diagnóstica

    Critérios Clínicos

  • Deformidade em dorso de garfo, dor à palpação do rádio distal, impotência funcional.
  • Exames Complementares

    Imediatos (beira-leito):

  • Radiografia de Punho (AP e Perfil): Já realizada. O perfil é crucial para medir a angulação dorsal (15°) e o AP para o encurtamento (5mm).
  • Radiografia pós-redução: Obrigatória para definir a conduta final (conservadora vs. cirúrgica).
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    Conduta Terapêutica

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Retirada de adornos: Remover imediatamente anéis, relógios ou pulseiras do membro afetado (risco de isquemia por edema).
  • Posicionamento: Elevação do membro superior afetado.
  • Crioterapia: Gelo local para controle do edema e analgesia adjuvante.
  • Monitorização: Avaliação seriada do preenchimento capilar, pulso radial e sensibilidade do nervo mediano.
  • Medicações Iniciais (Primeiros 10-60 min)

    Para a realização da redução fechada, é mandatório controle álgico adequado. A primeira linha na emergência é o Bloqueio de Hematoma, associado ou não à analgesia sistêmica.

    MedicaçãoDose (Adulto/ >50kg)ViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    1ª Linha: Lidocaína 1% ou 2% (Xylocaína®)5 a 10 mL (Máx 4,5mg/kg)Intra-focalSem vasoconstritor. Aspirar antes de injetar.T0Bloqueio de hematoma. Injetar no foco da fratura sob técnica estéril. Aguardar 10-15 min para agir.
    2ª Linha: Dipirona (Novalgina®)1gIVDiluir em 10mL AD ou SF 0,9%.Infusão em 3-5 minAnalgesia sistêmica basal.
    Resgate: Morfina (Dimorf®)2 a 4 mgIVDiluir 1 ampola (10mg/1mL) em 9mL de SF 0,9% (1mg/mL).Lenta (5 min)Se falha do bloqueio ou dor refratária. CI: instabilidade hemodinâmica.

    Estratégia Definitiva: Redução ou Cirurgia?

    A resposta direta é: Redução Fechada Imediata. A cirurgia não é a primeira conduta na emergência para este padrão, mas pode ser o destino final dependendo do resultado da redução.

    Passo 1: Redução Fechada (Imediata na Emergência)

  • Indicação: Desvio dorsal de 15° e encurtamento de 5mm são inaceitáveis para consolidação sem tentativa de alinhamento.
  • Manobra: Sob analgesia (bloqueio de hematoma), realizar tração longitudinal sustentada (desimpactação) -> acentuar a deformidade dorsal levemente -> realizar flexão palmar e desvio ulnar, pressionando o fragmento distal volarmente.
  • Passo 2: Imobilização

  • Aplicar Tala gessada axilopalmar ou Pinça de Confeiteiro (Sugar-tong splint).
  • *Justificativa:* O gesso circular é contraindicado na fase aguda devido ao risco de síndrome compartimental pelo edema. O punho deve ficar em leve flexão palmar (10-15°) e desvio ulnar (posição de *Cotton-Loder* modificada, evitando flexão extrema para não causar compressão do nervo mediano).
  • Passo 3: Decisão Pós-Redução (O divisor de águas)

    Realizar novo RX (AP e Perfil) imediatamente após a imobilização.

  • Critérios de Sucesso (Tratamento Conservador mantido):
  • Restauração da altura radial (encurtamento < 2mm em relação ao contralateral).
  • Angulação dorsal corrigida (ideal: tilt volar de 11°; aceitável: neutro até máximo de 5° dorsal).
  • Degrau articular < 2mm (se houvesse traço intra-articular).
  • Critérios para Cirurgia (Encaminhar para Ortopedia/Centro Cirúrgico):
  • Falha em atingir os parâmetros acima após tentativa de redução.
  • Perda da redução nos RX de controle ambulatoriais.
  • *Opções cirúrgicas:* Fixação percutânea com fios de Kirschner (CRPP) ou Redução Aberta e Fixação Interna (RAFI) com placa volar bloqueada.
  • Avaliação de Resposta

  • Critérios de sucesso imediato: Alívio substancial da dor após imobilização, melhora estética da deformidade, RX pós-redução dentro dos parâmetros aceitáveis.
  • Sinais de falha/piora: Piora da dor desproporcional, parestesia no território do nervo mediano (1º ao 3º quirodáctilos).
  • Tempo de reavaliação: Imediatamente após a confecção da tala (neurovascular) e RX de controle.
  • Alertas Críticos

  • ⚠️ ALERTA NEUROLÓGICO: A complicação aguda mais comum da fratura de rádio distal é a Síndrome do Túnel do Carpo Aguda. Se o paciente evoluir com parestesia progressiva ou dor intratável no território do mediano após a redução, a tala deve ser frouxada. Se refratário, indica-se liberação cirúrgica de urgência.
  • ⚠️ ALERTA DE IMOBILIZAÇÃO: Nunca engessar circularmente um punho na fase aguda do trauma.
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    Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Alta hospitalar após RX de controle demonstrando redução aceitável e reavaliação neurovascular normal.
  • Prescrição de Alta: Analgesia multimodal (Dipirona 1g VO 6/6h + Ibuprofeno 400mg VO 8/8h por 3-5 dias). Orientar elevação do membro (uso de tipoia) e mobilização ativa dos dedos.
  • Especialista: Encaminhar ao ambulatório de Ortopedia.
  • Reavaliação: Retorno em 7 a 10 dias para novo RX de controle. O risco de perda da redução (colapso) é maior nas primeiras duas semanas à medida que o edema regride.
  • *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Fratura de Colles do rádio distal esquerdo com desvio

    Diferenciais esperados:
    • Fratura de Smith
    • Fratura-luxação de Barton
    • Lesão do escafoide associada

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    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: