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Fratura de maléolo lateral Weber B — Caso Estudante

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Apresentação Clínica

Mulher 24 anos, entorse de tornozelo direito em inversão durante corrida há 3 horas. Dor intensa em maléolo lateral, edema e equimose em região perimaleolar lateral. Incapaz de apoiar o pé. PA 115x70 mmHg, FC 78bpm. Palpação dolorosa sobre maléolo lateral, teste de gaveta anterior positivo. Sem dor em maléolo medial, base do 5o metatarso ou navicular. RX tornozelo AP + lateral + mortise: fratura transversa de maléolo lateral distal ao nível da sindesmose (Weber B), sem alargamento do espaço claro medial.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Mulher, 24 anos, vítima de entorse de tornozelo em inversão há 3 horas, apresentando dor limitante, edema e equimose lateral, com incapacidade de marcha. Exame físico sem dor medial, mas com gaveta anterior positiva. Radiografias confirmam fratura isolada de maléolo lateral trans-sindesmal (Danis-Weber B), sem sinais de lesão do ligamento deltoide (espaço claro medial preservado).

Hipótese Diagnóstica Principal

Fratura de Tornozelo - Maléolo Lateral (Classificação Danis-Weber B, Estável) — Confiança: 100%

  • Justificativa: A radiografia confirma o traço de fratura ao nível da sindesmose tibiofibular (Weber B). A ausência de dor à palpação do maléolo medial associada à ausência de alargamento do espaço claro medial (< 4 mm) na incidência de *mortise* indica que o ligamento deltoide está íntegro. Trata-se, portanto, de uma fratura unimaleolar estável.
  • Correlação: Aplicação correta das Regras de Ottawa para Tornozelo (dor maleolar + incapacidade de dar 4 passos), justificando a solicitação do RX.
  • Diagnósticos Diferenciais

    Apesar do diagnóstico radiográfico confirmado, devemos excluir lesões associadas (método *Rule Out*):

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Fratura Bimaleolar Equivalente5%Traço Weber B, gaveta anterior positiva.Ausência de dor medial; espaço claro medial normal no RX.
    2Fratura de Maisonneuve1%Mecanismo torcional do tornozelo.Dor estritamente focal no maléolo lateral; traço distal visível.
    3Lesão Osteocondral do Tálus10%Entorse grave, dor persistente.Geralmente diagnóstico tardio (RM) se dor refratária pós-consolidação.
    Não Esqueça: Síndrome Compartimental do Pé/Perna. Embora rara em fraturas isoladas e fechadas do tornozelo, o edema progressivo exige avaliação neurovascular seriada (pulsos pedioso e tibial posterior, perfusão capilar e sensibilidade). Sempre palpe a fíbula proximal para descartar fratura de Maisonneuve.

    Confirmação Diagnóstica

    Critérios Clínicos

  • Regras de Ottawa validadas e aplicadas corretamente.
  • Exames Complementares

    Imediatos (beira-leito):

  • Radiografias (Já realizadas): AP, Perfil e *Mortise* (AP com 15-20º de rotação interna).
  • *Nota Ortopédica:* Em caso de dúvida sobre a estabilidade (lesão do deltoide oculta), o ortopedista pode solicitar radiografia com estresse em gravidade (*Gravity Stress View*), porém a ausência de dor medial torna isso improvável no cenário de emergência.
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    Conduta Terapêutica

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Repouso e Elevação: Manter o membro inferior elevado acima do nível do coração para controle do edema.
  • Crioterapia: Gelo local (protegido por tecido) por 20 minutos a cada 2 horas.
  • Imobilização Provisória: Tala gessada suropodálica (em "U" ou posterior) na sala de gesso para analgesia e proteção até definição ortopédica, mantendo o tornozelo em posição neutra (90 graus).
  • Medicações Iniciais (Primeiros 10-60 min)

    Foco em analgesia multimodal na emergência e prescrição para alta.

    MedicaçãoDoseViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    Dipirona (Novalgina®)1g (2mL)IVDiluir em 10mL AD ou SF 0,9%3-5 min1ª linha. CI: alergia, hipotensão severa.
    Cetoprofeno (Profenid®)100mgIVDiluir em 100mL SF 0,9%20 min1ª linha (anti-inflamatório). CI: disfunção renal, DUP ativa.
    Tramadol (Tramal®)50mgIVDiluir em 100mL SF 0,9%20 minResgate se dor refratária. Risco de náuseas (associar antiemético).

    *Prescrição para Alta (Via Oral):*

  • Dipirona (Comprimido 1g): 1g VO de 6/6h se dor.
  • Ibuprofeno (Comprimido 600mg): 600mg VO de 8/8h por 5 dias (junto às refeições).
  • Estratégia Definitiva

  • Tratamento Conservador: Sendo uma fratura Weber B isolada e estável (sem lesão medial), o tratamento padrão é não cirúrgico.
  • Imobilização Definitiva: Bota imobilizadora rígida (tipo *Robofoot*) ou gesso suropodálico por 4 a 6 semanas. A bota é preferível pois permite a retirada para higiene e crioterapia.
  • Sustentação de Peso: Inicialmente sem carga (uso de muletas axilares ou canadenses). A liberação de carga parcial progressiva será definida pelo ortopedista no seguimento ambulatorial.
  • Profilaxia de TEV: Para pacientes jovens, hígidos e sem fatores de risco adicionais (escore de Caprini baixo), com lesão isolada distal, a profilaxia farmacológica de rotina não é estritamente recomendada pelos *guidelines* atuais (ACCP), focando-se na mobilização precoce das articulações livres.
  • Avaliação de Resposta

  • Critérios de sucesso: Controle álgico adequado (EVA < 3) após imobilização e analgesia; perfusão distal mantida (< 2 seg), sensibilidade e motricidade dos pododáctilos preservadas.
  • Sinais de falha/piora: Dor desproporcional e refratária a opioides, parestesia, palidez distal (Red Flags para Síndrome Compartimental ou compressão pela tala).
  • Alertas Críticos

  • ⚠️ ALERTA DE DESVIO TARDIO: Fraturas Weber B podem sofrer desvio ou revelar instabilidade sindesmal/medial oculta à medida que o edema regride na primeira semana. O seguimento radiográfico precoce é mandatório.
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    Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Alta hospitalar da emergência.
  • Especialista: Encaminhamento para ambulatório de Ortopedia e Traumatologia em 7 a 10 dias.
  • Reavaliação Radiográfica: Novo RX de tornozelo (AP, Perfil, Mortise) na consulta de retorno para garantir que não houve desvio ou alargamento do espaço claro medial.
  • Orientações de Alta:
  • Manter membro elevado a maior parte do tempo.
  • Não apoiar o pé no chão (uso estrito de muletas).
  • Retornar imediatamente à emergência se: dor extrema não aliviada pelas medicações, formigamento intenso, alteração da cor dos dedos (roxos ou muito pálidos) ou quebra da imobilização.
  • *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Fratura de maléolo lateral Weber B

    Diferenciais esperados:
    • Fratura bimaleolar
    • Lesão ligamentar isolada grau III
    • Fratura de Maisonneuve

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    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: