emergencyEstudante

Fratura diafisária de rádio e ulna (fratura de ambos ossos do antebraço) — Caso Estudante

Avaliacao mmed.pro· emergency 0 0 0

Apresentação Clínica

Paciente masculino, 35 anos, hígido, queda de escada (3 metros) há 2 horas. Dor intensa em antebraço direito com deformidade visível, edema e crepitação à palpação. Pulso radial palpável, sensibilidade preservada em mão. PA 130x85, FC 90, FR 16, SpO2 99%, Glasgow 15. Raio-X mostra fratura diafisária de rádio e ulna à direita com angulação e desvio.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Paciente masculino, 35 anos, vítima de queda de altura (3 metros), apresentando trauma isolado em membro superior direito. Hemodinamicamente estável, sem déficits neurológicos, com evidência clínica e radiológica de fratura diafisária com desvio dos ossos do antebraço (rádio e ulna).

Hipótese Diagnóstica Principal

Fratura Diafisária de Rádio e Ulna à Direita com DesvioConfiança: 100%

  • Justificativa: História de trauma de alta energia (queda de 3m), sinais clínicos clássicos (deformidade, dor, crepitação) e confirmação radiológica direta. Em adultos, a fratura de ambos os ossos do antebraço é considerada uma fratura articular funcional, pois o desvio compromete a prono-supinação.
  • Diagnósticos Diferenciais e Complicações Imediatas

    Como o diagnóstico ortopédico está confirmado, o raciocínio deve focar em excluir lesões associadas e complicações (método *Rule Out*):

    #Diagnóstico / ComplicaçãoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Síndrome Compartimental10%Fratura de antebraço, edema, mecanismo de trauma.Dor controlável, ausência de dor à extensão passiva dos dedos, sensibilidade preservada.
    2Lesão Neurovascular5%Desvio ósseo significativo.Pulso radial palpável, sensibilidade e motricidade da mão preservadas.
    3Fratura Exposta (Puntiforme)5%Alta energia, desvio ósseo.Necessita inspeção minuciosa da pele (frequentemente passa despercebida).
    4Lesões associadas (ATLS)5%Queda de 3 metros (alta energia).Sinais vitais normais, Glasgow 15, queixa isolada.
    Não Esqueça: Fraturas de Monteggia ou Galeazzi associadas. É obrigatório garantir que as radiografias incluam as articulações do cotovelo e do punho para descartar luxações radioulnares proximais ou distais associadas.

    Confirmação Diagnóstica

    Critérios Clínicos

  • Avaliação Neurovascular Seriada: Testar nervos mediano (sinal do OK), ulnar (abdução dos dedos) e radial (extensão do punho/polegar), além do preenchimento capilar.
  • Inspeção de Partes Moles: Busca ativa por escoriações, ferimentos puntiformes (fratura exposta grau I de Gustilo-Anderson) ou flictenas.
  • Exames Complementares

    Imagens:

  • Radiografia de Antebraço AP e Perfil: Deve incluir OBRIGATORIAMENTE as articulações do cotovelo e do punho (Regra dos 2: 2 incidências, 2 articulações).
  • Radiografia de Tórax / Pelve / Coluna Cervical: Considerar se houver qualquer alteração no exame físico secundário devido ao mecanismo de queda de 3 metros (protocolo ATLS).
  • Conduta Terapêutica

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Avaliação Primária (ATLS): Confirmar via aérea, respiração e circulação. Apesar da estabilidade, a cinemática (3 metros) exige exame físico completo desnudando o paciente.
  • Imobilização Provisória: Confeccionar Tala Gessada Axilopalmar (incluindo cotovelo a 90º e punho em posição neutra). *Objetivo: alívio da dor, redução do sangramento local e proteção das partes moles.*
  • Posicionamento: Elevação do membro superior acometido (tipoia ou suporte) e crioterapia (gelo) local para controle do edema.
  • Acesso Venoso: 1 acesso periférico calibroso para analgesia.
  • Dieta: Manter em Jejum (NPO) visando abordagem cirúrgica.
  • Medicações Iniciais (Primeiros 10-60 min)

    Analgesia multimodal agressiva devido à dor intensa e espasmo muscular.

    MedicaçãoDoseViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    Morfina (Dimorf® - Amp 10mg/1mL)2 a 4 mgIVDiluir 1 ampola (1mL) em 9mL de SF 0,9% (fica 1mg/mL). Fazer 2 a 4 mL.Em 2-3 min1ª Linha para dor intensa. Reavaliar e titular a cada 10 min se necessário.
    Dipirona (Novalgina® - Amp 1g/2mL)1 gIVDiluir em 100mL de SF 0,9%Em 15 minAnalgésico base. CI: Alergia prévia.
    Cetoprofeno (Profenid® - Amp 100mg)100 mgIVDiluir em 100mL de SF 0,9%Em 20 minAINE para controle inflamatório. CI: DRC grave, sangramento ativo.
    Ondansetrona (Vonau® - Amp 4mg/2mL)4 a 8 mgIVSem diluição (direto) ou em 10mL SFEm 2 minProfilaxia de náuseas induzidas pelo opioide.

    Estratégia Definitiva

  • Tratamento Cirúrgico: Em adultos, fraturas diafisárias dos ossos do antebraço com desvio são de indicação cirúrgica absoluta (RAFI - Redução Aberta e Fixação Interna com placas e parafusos). O tratamento conservador resulta em altas taxas de pseudoartrose e perda da prono-supinação.
  • Critérios de Indicação: Fratura de rádio e ulna com desvio em paciente adulto.
  • Janela Terapêutica: Idealmente nas primeiras 24-48 horas, desde que as condições de partes moles permitam (ausência de flictenas ou edema excessivo).
  • Avaliação de Resposta

  • Critérios de sucesso: Redução da dor (EVA < 3) após analgesia e imobilização; manutenção de perfusão e sensibilidade distal.
  • Sinais de falha/piora (Red Flags):
  • Dor refratária aos opioides.
  • Dor excruciante à extensão passiva dos dedos.
  • Parestesia ou palidez distal.
  • *Conduta se Red Flags:* Suspeitar de Síndrome Compartimental → Remover IMEDIATAMENTE toda a imobilização (incluindo ataduras) e acionar ortopedia para provável fasciotomia de urgência.
  • Alertas Críticos

  • ⚠️ ALERTA DE COMPLICAÇÃO: O antebraço é um local clássico para o desenvolvimento de Síndrome Compartimental. A monitorização da dor e do exame neurovascular deve ser horária nas primeiras horas.
  • ⚠️ ALERTA DE TRAUMA: Não negligencie o mecanismo de trauma (queda de 3m). Realize o *Secondary Survey* (exame físico da cabeça aos pés) para descartar lesões ocultas (ex: fratura de calcâneo, compressão vertebral).
  • Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Internação hospitalar (Enfermaria de Ortopedia ou Sala de Trauma, dependendo do fluxo institucional).
  • Especialista: Acionar Ortopedia e Traumatologia de plantão IMEDIATAMENTE para avaliação do caso, validação da imobilização e agendamento cirúrgico.
  • Reavaliação: Checar perfusão distal, sensibilidade e dor a cada 1-2 horas enquanto aguarda avaliação do especialista.
  • Preparo Pré-operatório: Solicitar exames pré-operatórios básicos (Hemograma, Coagulograma, Ureia, Creatinina, Na, K, ECG) e tipagem sanguínea.
  • ---

    *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM, ATLS 11ª Ed.) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Fratura diafisária de rádio e ulna (fratura de ambos ossos do antebraço)

    Diferenciais esperados:
    • Luxação de Monteggia
    • Fratura de Galeazzi
    • Síndrome compartimental

    Avalie a Resposta do Assistente

    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
    0

    Discussao (0)

    0/2000
    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: