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Fratura em tórus da metáfise distal do rádio direito — Caso Estudante

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Apresentação Clínica

Menino de 8 anos, queda do skate com apoio da mão direita, dor e edema em punho direito. Rx de punho AP e perfil mostra fratura em tórus (buckle fracture) da metáfise distal do rádio direito sem desvio, com cortical dorsal abaulada. Sem déficit neurovascular distal. PA 100/60, FC 95, Glasgow 15.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Menino de 8 anos, vítima de queda com apoio da mão (mecanismo clássico), apresentando dor e edema em punho direito. Radiografia confirma fratura em tórus (buckle fracture) da metáfise distal do rádio, sem desvios. Exame físico sem déficits neurovasculares e paciente hemodinamicamente estável.

Hipótese Diagnóstica Principal

Fratura em Tórus (Buckle Fracture) do Rádio Distal — Confiança: 100%

  • Justificativa: O mecanismo de trauma (queda sobre a mão espalmada), a faixa etária (ossos pediátricos possuem maior plasticidade) e o achado radiológico de abaulamento da cortical dorsal sem traço de fratura completo são patognomônicos. Trata-se de uma fratura incompleta, intrinsecamente estável e com excelente prognóstico.
  • Diagnósticos Diferenciais

    Neste caso, o diagnóstico já está confirmado por imagem, mas o raciocínio de exclusão (Rule Out) radiológico inclui:

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Fratura de Salter-Harris (Fiseal)< 5%Dor na região do punho em criança.Radiografia não mostra acometimento da placa epifisária (fise).
    2Fratura em Galho Verde< 5%Trauma no antebraço/punho.Rx não mostra ruptura de uma cortical com dobramento da outra.
    3Fratura de Escafoide< 1%Queda espalmada, dor na tabaqueira anatômica.Raro nesta faixa etária (núcleo de ossificação pequeno); Rx sem traço.
    Não Esqueça: Sempre palpar o cotovelo ipsilateral e a clavícula para descartar lesões associadas (ex: fratura supracondiliana oculta ou fratura de clavícula), comuns no mesmo mecanismo de trauma.

    Confirmação Diagnóstica

    Critérios Clínicos e Imagem

  • O diagnóstico já está confirmado pelas radiografias em AP e Perfil.
  • Não há indicação de tomografia computadorizada ou novas incidências radiológicas para este padrão de lesão.
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    Conduta Terapêutica

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Posicionamento: Elevação do membro superior direito (uso de tipoia provisória para conforto).
  • Crioterapia: Aplicação de gelo local (protegido por tecido) por 15-20 minutos para controle do edema.
  • Segurança: Retirada imediata de anéis, pulseiras ou fitas do membro acometido.
  • Medicações Iniciais (Primeiros 10-60 min)

    O foco é a analgesia. Como o peso não foi fornecido, as doses estão em mg/kg.

    MedicaçãoDose PediátricaViaApresentações ComunsObservação
    Ibuprofeno (Alivium®, Dalsy®)10 mg/kg/dose (Máx: 400mg/dose) de 6/6h ou 8/8hVOGotas 50mg/mL ou 100mg/mL; Susp 50mg/mL1ª Linha. Excelente perfil anti-inflamatório e analgésico para fraturas.
    Dipirona (Novalgina®)15 a 25 mg/kg/dose (Máx: 1g/dose) de 6/6hVOGotas 500mg/mL; Solução 50mg/mLAlternativa ou resgate se dor persistente.
    Paracetamol (Tylenol®)15 mg/kg/dose (Máx: 750mg/dose) de 6/6hVOGotas 200mg/mL; Susp 32mg/mLAlternativa caso haja alergia aos AINEs/Dipirona.

    Estratégia Definitiva

  • Imobilização:
  • *Padrão Ouro Atual (EBM):* Órtese de punho pré-fabricada removível (Splint de velcro) ou Tala gessada volar.
  • *Evidência:* Diretrizes recentes (incluindo NICE) demonstram que órteses removíveis são superiores ao gesso circular (antebraquiopalmar) para fraturas em tórus, pois oferecem a mesma taxa de consolidação (100%), com maior conforto, facilidade para banho e menor necessidade de retornos hospitalares para retirada.
  • Tempo de uso: 3 a 4 semanas.
  • Avaliação de Resposta

  • Critérios de sucesso: Redução significativa da dor após imobilização e analgesia.
  • Sinais de alerta (Red Flags): Aumento progressivo e refratário da dor, parestesias (formigamento) nos dedos, palidez ou cianose distal, dor à extensão passiva dos dedos (sinais precoces de Síndrome Compartimental - *extremamente raro neste tipo de fratura, mas de orientação obrigatória*).
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    Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Alta hospitalar.
  • Especialista: Encaminhamento para reavaliação ambulatorial com Ortopedia Pediátrica (ou clínico geral/pediatra, conforme protocolo institucional) em 1 a 2 semanas.
  • Orientações de Alta:
  • Manter o membro elevado nos primeiros 2-3 dias.
  • Retornar imediatamente ao Pronto-Socorro se houver sinais de alerta (descritos acima).
  • Restrição de atividades: Evitar esportes de contato, bicicleta, skate ou atividades com risco de queda por 4 a 6 semanas.
  • *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Fratura em tórus da metáfise distal do rádio direito

    Diferenciais esperados:
    • Fratura de Salter-Harris tipo II
    • Fratura em galho verde
    • Fratura do escafoide

    Avalie a Resposta do Assistente

    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: