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Fratura peniana (rotura da túnica albugínea do corpo cavernoso direito) — indicação de reparo cirúrgico de emergência — Caso Especialista

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Apresentação Clínica

Homem 32 anos, refere ter ouvido um 'estalo' durante relação sexual com a parceira por cima, seguido de dor intensa, detumescência imediata e edema peniano progressivo. Apresenta equimose peniana e escrotal extensa ('sinal da berinjela'), desvio peniano para o lado contralateral à fratura. PA 140x85 mmHg (dor), FC 105bpm, T 36,5°C. Palpação: defeito palpável na túnica albugínea na face ventrolateral direita do corpo cavernoso. Sem sangue no meato uretral. Uretrocistografia retrógrada: sem extravasamento (uretra íntegra). USG peniana: descontinuidade da túnica albugínea do corpo cavernoso direito de 15mm com hematoma local. RNM peniana confirma achados. Solicita indicação de exploração cirúrgica imediata, reparo da túnica e tempo máximo para reparo.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Homem de 32 anos com quadro clássico de trauma peniano durante intercurso sexual (mecanismo de contragolpe), evoluindo com estalo audível, detumescência imediata, dor e "sinal da berinjela". Exames de imagem (USG e RNM) confirmam ruptura de 15mm na túnica albugínea do corpo cavernoso direito. Uretra íntegra confirmada por uretrocistografia retrógrada. Paciente estável, necessitando de definição de conduta cirúrgica.

Hipótese Diagnóstica Principal

Fratura Peniana (Ruptura da Túnica Albugínea do Corpo Cavernoso Direito) — Confiança: 100%

  • Justificativa: História patognomônica (estalo + detumescência + dor), exame físico clássico (hematoma expansivo, desvio contralateral, defeito palpável) e confirmação radiológica inequívoca por USG e RNM. Ausência de lesão uretral descartada ativamente.
  • Diagnósticos Diferenciais

    *(Afastados pelos exames de imagem, mas relevantes no raciocínio inicial)*

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Ruptura da Veia Dorsal Profunda0%Hematoma peniano, dor pós-coitoDetumescência imediata, estalo, defeito na túnica no USG/RNM
    2Lesão do Ligamento Suspensor0%Trauma coital, dor na base do pênisHematoma difuso (berinjela), defeito cavernoso na imagem
    Não Esqueça: A lesão uretral concomitante ocorre em 10-20% dos casos de fratura peniana (especialmente se acometimento bilateral dos corpos cavernosos). A conduta de realizar a uretrocistografia retrógrada foi correta e essencial antes do planejamento cirúrgico.

    Confirmação Diagnóstica

    O diagnóstico já está confirmado e o estadiamento pré-operatório concluído.

  • Imagem: A RNM é o padrão-ouro anatômico e já definiu a topografia (ventrolateral direita) e a extensão (15mm), permitindo planejamento de incisão direcionada, se optado pelo cirurgião.
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    Conduta Terapêutica

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Acesso e Monitorização: Acesso venoso periférico para analgesia e antibioticoterapia profilática.
  • Medidas Locais: Aplicação de compressas de gelo (crioterapia) no períneo/pênis para controle do edema e contenção do hematoma.
  • Posicionamento: Elevação peniana (coxim hipogástrico) para reduzir o edema dependente.
  • Preparo Pré-operatório: Jejum imediato, tipagem sanguínea, coagulograma e risco cirúrgico de urgência. Acionamento da equipe de Urologia.
  • Medicações Iniciais (Primeiros 10-60 min)

    Foco no controle álgico e profilaxia cirúrgica.

    MedicaçãoDoseViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    Morfina (Dimorf®)2 a 4 mgIVDiluir 1 amp (10mg/1mL) em 9mL SF 0,9% (1mg/mL). Fazer 2-4mL.Agora1ª linha para dor intensa (resgate).
    Dipirona (Novalgina®)1 gIVPura ou diluída em 10mL SF 0,9%AgoraAnalgesia basal. Infundir lento (3-5 min).
    Cefazolina (Kefazol®)2 gIVDiluir em 100mL SF 0,9%30-60 min pré-incisãoProfilaxia cirúrgica padrão (Cefalosporina de 1ª geração).

    Estratégia Definitiva: Exploração Cirúrgica

    A indicação cirúrgica é ABSOLUTA e deve ser realizada em caráter de urgência. O tratamento conservador está proscrito devido às altas taxas de complicações (disfunção erétil, curvatura peniana grave/Doença de Peyronie, dor à ereção e abscesso).

    1. Tempo Máximo para Reparo (Janela Terapêutica):

  • Padrão-Ouro: < 24 horas após o trauma. A intervenção precoce garante as menores taxas de disfunção erétil e curvatura residual.
  • Limite Aceitável: Embora a cirurgia deva ser o mais rápido possível, estudos mostram que reparos realizados em até 72 horas (e em alguns casos até 7 dias) ainda apresentam resultados funcionais superiores ao tratamento conservador. No entanto, o atraso aumenta o risco de fibrose e retração tecidual.
  • 2. Técnica Cirúrgica (Reparo da Túnica):

  • Abordagem:
  • *Incisão Circunferencial Subcoronal (Degloving):* Permite exposição completa de ambos os corpos cavernosos e corpo esponjoso. Ideal se houver dúvida da extensão.
  • *Incisão Longitudinal Direta:* Como a RNM e o USG já mapearam perfeitamente a lesão (ventrolateral direita, 15mm), uma incisão direta sobre o defeito é uma excelente opção para reduzir morbidade e risco de isquemia cutânea.
  • Procedimento:
  • 1. Evacuação completa do hematoma (previne infecção e fibrose).

    2. Desbridamento econômico das bordas desvitalizadas da túnica albugínea.

    3. Síntese da Túnica: Fechamento do defeito de 15mm com fios de absorção lenta (ex: PDS 2-0 ou 3-0 ou Vicryl). Os nós devem ser invertidos (voltados para dentro do corpo cavernoso) para evitar que o paciente palpe granulomas de fio sob a pele após a cicatrização.

  • Manejo Uretral: Como a uretra está íntegra, a passagem de sonda vesical de demora (Foley 14 ou 16 Fr) no intraoperatório serve apenas para esvaziamento vesical e facilitação da identificação uretral durante a dissecção, podendo ser sacada no pós-operatório imediato.
  • Avaliação de Resposta e Pós-operatório

  • Critérios de Sucesso: Controle do sangramento, redução do edema, ausência de infecção de ferida operatória.
  • Supressão de Ereção: Para proteger a sutura nos primeiros dias, pode-se utilizar Diazepam 5-10mg VO à noite ou Cetoconazol 400mg VO 8/8h (off-label, inibe síntese de testosterona) em casos de ereções noturnas dolorosas refratárias.
  • Abstinência Sexual: Rigorosa por 6 a 8 semanas para cicatrização completa da túnica albugínea.
  • Alertas Críticos

  • ⚠️ ALERTA DE TEMPO CRÍTICO: O paciente deve ir ao bloco cirúrgico idealmente nas primeiras 24 horas do trauma. Atrasos injustificados configuram má prática e aumentam o risco de sequelas funcionais irreversíveis.
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    Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Internação hospitalar (Enfermaria Cirúrgica) sob cuidados da Urologia.
  • Alta: Geralmente no 1º ou 2º dia de pós-operatório, se ferida com bom aspecto e micção espontânea preservada.
  • Acompanhamento: Ambulatório de Urologia em 7-14 dias para avaliação da ferida. Seguimento a longo prazo (3, 6 e 12 meses) para monitorar função erétil (IIEF-5) e pesquisa de curvatura peniana adquirida.
  • *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM), protocolos da Associação Europeia de Urologia (EAU) e American Urological Association (AUA), e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Fratura peniana (rotura da túnica albugínea do corpo cavernoso direito) — indicação de reparo cirúrgico de emergência

    Diferenciais esperados:
    • Rotura do ligamento suspensor
    • Lesão uretral associada
    • Rotura de veia dorsal do pênis
    • Fratura peniana bilateral

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    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: