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Fratura transtrocantérica do fêmur esquerdo — Caso Estudante

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Apresentação Clínica

Mulher de 82 anos, queda da própria altura há 1 hora, dor intensa em quadril esquerdo com impotência funcional e encurtamento do membro. Rx de pelve AP mostra fratura transtrocantérica do fêmur esquerdo classificação AO 31-A2. Sem outros traumas. PA 140/85, FC 88, Glasgow 15, Hb 11.2. Paciente em uso de alendronato e cálcio.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
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07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Mulher de 82 anos, com antecedente de osteoporose, apresentando queda da própria altura há 1 hora. Evolui com dor intensa, encurtamento e impotência funcional do membro inferior esquerdo. Hemodinamicamente estável no momento. Radiografia confirma fratura transtrocantérica do fêmur esquerdo (AO 31-A2).

Hipótese Diagnóstica Principal

Fratura Transtrocantérica de Fêmur Esquerdo (Classificação AO 31-A2) — Confiança: 100%

  • Justificativa: O quadro clínico de encurtamento e rotação externa associado à dor após trauma de baixa energia em paciente idosa é clássico. A radiografia já confirmou o diagnóstico. A classificação AO 31-A2 indica uma fratura pertrocantérica multifragmentar, considerada instável, com acometimento da parede posteromedial (pequeno trocanter).
  • Diagnósticos Diferenciais e Fatores a Descartar (Rule Out)

    Como a fratura já está confirmada, o foco diagnóstico deve ser a causa da queda e lesões associadas:

    #Condição a DescartarConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Síncope Cardiogênica / Arritmia40%Idade avançada, queda súbita.Ausência de relato de pródromos ou perda de consciência (a confirmar na anamnese).
    2Choque Hemorrágico Oculto30%Fraturas de fêmur proximal podem acumular 1 a 1,5L de sangue no coxim muscular.PA 140/85 e FC 88 (estável no momento), Hb inicial razoável (11.2).
    3Fraturas de Membros Superiores20%Mecanismo de defesa na queda (apoio com as mãos).Exame físico primário sem outros traumas relatados.
    Não Esqueça: Em idosos, uma queda da própria altura nunca deve ser tratada apenas como um evento mecânico até que se comprove o contrário. Investigue ativamente infecções ocultas (ITU, pneumonia), distúrbios hidroeletrolíticos ou eventos cardiovasculares/neurológicos prévios à queda.

    Confirmação Diagnóstica e Preparo Pré-Operatório

    O diagnóstico ortopédico está selado. O foco agora é o Risco Cirúrgico e Planejamento.

    *(O pedido médico estruturado com os exames abaixo já foi gerado no sistema).*

    Exames Complementares Imediatos

  • Imagem: Radiografia de Quadril Esquerdo em Perfil Cirúrgico (*Cross-table*) para planejamento do implante ortopédico. Radiografia de Tórax PA/Perfil (avaliação pré-operatória).
  • Laboratoriais: Hemograma completo (monitorar queda de Hb), Coagulograma (TAP/RNI, TTPA), Ureia, Creatinina, Na+, K+.
  • Banco de Sangue: Tipagem Sanguínea ABO/Rh + Prova Cruzada (Reserva de 2 Concentrados de Hemácias).
  • Cardiológico: ECG de 12 derivações na beira do leito.
  • ---

    Conduta Terapêutica

    1. Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Dieta: Jejum absoluto imediato (NPO) visando abordagem cirúrgica precoce.
  • Acesso e Fluidos: Acesso venoso periférico calibroso (18G ou 20G). Manter hidratação basal com Ringer Lactato ou SF 0,9% (cautela com volume para evitar congestão, iniciar com 500mL se sinais de desidratação).
  • Posicionamento: Repouso no leito. Evitar tração cutânea pesada rotineira (não traz benefício comprovado para alívio da dor em fraturas transtrocantéricas e pode lesar a pele frágil do idoso); manter o membro apoiado em coxins na posição de maior conforto.
  • Monitorização: Sinais vitais contínuos, atenção especial à FC e PA (risco de sangramento contínuo para o compartimento da coxa).
  • 2. Medicações Iniciais (Primeiros 10-60 min)

    O pilar inicial é a Analgesia Multimodal com poupadores de opioides para reduzir o risco de *Delirium* (altamente prevalente nesta faixa etária).

    MedicaçãoDoseViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    Dipirona (Novalgina®)1gIVDiluir em 10mL AD ou SF 0,9%Em 3-5 min1ª linha basal. CI: Alergia.
    Morfina (Dimorf®)2 a 4mgIVDiluir 1 amp (10mg/1mL) em 9mL SF 0,9% (fica 1mg/mL). Fazer 2 a 4 mL.Lento (5 min)Resgate para dor intensa. Titular a cada 10 min. Risco de depressão respiratória e delirium.
    Ondansetrona (Vonau®)4mgIVSem diluição (direto)Em 2 minPrevenção de náuseas induzidas pelo opioide.
    🌟 PADRÃO-OURO NA EMERGÊNCIA (Recomendação AAOS/NICE):
    Bloqueio do Compartimento da Fáscia Ilíaca (BCFI) guiado por USG.
    - Fármaco: Ropivacaína 0,2% ou Bupivacaína 0,25% (sem vasoconstritor).
    - Volume: 30 a 40 mL injetados no plano fascial.
    - Benefício: Promove analgesia profunda, reduz drasticamente a necessidade de opioides sistêmicos, diminui o risco de delirium e facilita a mobilização para exames e higiene. Deve ser executado pelo emergencista, anestesista ou ortopedista na admissão.

    3. Estratégia Definitiva

  • Procedimento: Tratamento Cirúrgico.
  • Técnica de Escolha: Para fraturas instáveis (AO 31-A2), o padrão-ouro atual é a fixação com **Haste Cefalomedular (PFN - *Proximal Femoral Nail*)**. O parafuso deslizante de quadril (DHS) tem maior taxa de falha neste padrão específico de fratura.
  • Janela Terapêutica: A cirurgia deve ser realizada idealmente nas primeiras 24 a 48 horas após a admissão. Atrasos > 48h estão diretamente associados ao aumento exponencial da mortalidade em 30 dias e 1 ano.
  • Profilaxia de TEV: Enoxaparina (Clexane®) 40mg SC 1x/dia. *Atenção:* O momento de início (pré ou pós-operatório) deve ser alinhado com a equipe cirúrgica e anestésica devido ao risco de sangramento e bloqueio neuroeixo. Medidas mecânicas (compressão pneumática intermitente) devem ser iniciadas imediatamente.
  • 4. Avaliação de Resposta

  • Critérios de Sucesso: Escala de dor (EVA) < 4; ausência de confusão mental aguda (Delirium); estabilidade hemodinâmica mantida.
  • Sinais de Piora (Red Flags): Taquicardia inexplicada, hipotensão, palidez e sudorese (sugerem expansão do hematoma da fratura com choque hemorrágico); rebaixamento do sensório.
  • Reavaliação: Checar sinais vitais e nível de consciência a cada 2 horas até a transferência para o centro cirúrgico ou enfermaria.
  • 5. Alertas Críticos

  • ⚠️ ALERTA DE TEMPO CRÍTICO: O tempo até a cirurgia é o maior preditor de sobrevida. A avaliação de risco cirúrgico (cardiologia/clínica médica) deve ser feita em caráter de urgência, não devendo atrasar o procedimento além de 48h, exceto por condições clínicas agudas descompensadas (ex: IAM com supra, IC descompensada, infecção ativa grave).
  • ⚠️ ALERTA FARMACOLÓGICO: Evite o uso de AINEs (ex: Cetoprofeno, Diclofenaco) nesta paciente devido à idade (82 anos), risco de lesão renal aguda, sangramento gastrointestinal e interferência na consolidação óssea. Evite também Tramadol devido ao alto risco de confusão mental em idosos.
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    Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Internação em Enfermaria de Ortopedia/Traumatologia.
  • Especialistas a Acionar:
  • 1. Ortopedia: Imediato, para avaliação e agendamento cirúrgico.

    2. Clínica Médica / Geriatria (Ortogeriatria): Para otimização clínica pré-operatória rápida e manejo de comorbidades (osteoporose, risco de delirium).

  • Prevenção Secundária: No pós-operatório, a paciente precisará de revisão do tratamento da osteoporose (já em uso de alendronato, avaliar adesão ou falha terapêutica) e medidas de prevenção de quedas.
  • *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM), protocolos da AAOS (American Academy of Orthopaedic Surgeons) e NICE, e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Fratura transtrocantérica do fêmur esquerdo

    Diferenciais esperados:
    • Fratura do colo femoral
    • Fratura subtrocantérica
    • Fratura patológica por metástase

    Avalie a Resposta do Assistente

    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: