Fraturas costais múltiplas (6o-8o arcos costais direitos) com contusão pulmonar — Caso Estudante
Apresentação Clínica
Homem 45 anos, hígido, queda de escada de 3 metros de altura com impacto lateral direito. Dor torácica direita intensa à inspiração profunda, crepitação à palpação de arcos costais 6o-8o à direita. PA 130x80 mmHg, FC 88bpm, FR 22irpm, SpO2 95% em AA, Glasgow 15. Murmúrio vesicular diminuído em base direita. RX tórax: fraturas de 6o, 7o e 8o arcos costais direitos, sem pneumotórax, pequeno derrame pleural à direita. Hemograma e gasometria normais.
Síntese do Caso
Homem de 45 anos, previamente hígido, vítima de queda de altura (3 metros) com trauma torácico contuso à direita. Apresenta-se hemodinamicamente estável, com taquipneia leve (FR 22), dor pleurítica intensa e fratura confirmada do 6º ao 8º arcos costais direitos associada a pequeno derrame pleural (provável hemotórax).
Hipótese Diagnóstica Principal
Trauma Torácico Contuso com Fraturas de Arcos Costais (6º-8º D) e Hemotórax de Pequeno Volume — Confiança: 95%
Diagnósticos Diferenciais
Ordenados do mais letal/urgente ao menos grave:
| # | Diagnóstico | Confiança | Achados que Favorecem | Achados que Afastam |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Lesão Hepática Oculta | 60% | Fraturas de arcos costais inferiores à direita (6º ao 8º protegem o fígado); mecanismo de alta energia. | Estabilidade hemodinâmica atual, Hb/Ht normais (podem ser falsamente normais na fase aguda). |
| 2 | Contusão Pulmonar | 70% | Mecanismo de impacto lateral direto; hipoventilação na base direita. | Ausência de infiltrados alveolares no RX inicial (frequentemente a contusão demora 24-48h para aparecer no RX). |
| 3 | Pneumotórax Oculto | 40% | Fratura de múltiplos arcos costais. | RX de tórax inicial sem linha pleural visível (porém o RX em AP na maca tem baixa sensibilidade). |
Não Esqueça: Lesão de víscera maciça (Fígado). Fraturas do 6º ao 8º arcos costais à direita são um "red flag" clássico no ATLS para trauma hepático. A estabilidade hemodinâmica inicial e o hemograma normal não descartam laceração hepática.
Confirmação Diagnóstica
Critérios Clínicos
Exames Complementares (por ordem de prioridade)
Imediatos (beira-leito):
Imagem (Padrão-Ouro para o caso):
*(Nota: O pedido estruturado com códigos TUSS 41001079 e 41001141 foi gerado no sistema).*
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Conduta Terapêutica
1. Medidas Imediatas (Tempo 0)
2. Medicações Iniciais (Primeiros 10-60 min)
A prioridade absoluta é a Analgesia Multimodal para permitir expansão torácica adequada e evitar intubação por falência ventilatória secundária à dor.
| Medicação | Dose | Via | Preparo/Diluição | Tempo | Observação |
|---|---|---|---|---|---|
| 1ª Linha (Base):<br>Dipirona (Novalgina®)<br>*Ampola 1g/2mL* | 1 g (1 amp) a cada 6h | IV | Diluir em 10mL AD ou SF 0,9%. | Infusão em 3-5 min | Base da analgesia. |
| 1ª Linha (Adjuvante):<br>Cetorolaco (Toragesic®)<br>*Ampola 30mg/mL* | 30 mg a cada 8h | IV | Diluir em 10mL SF 0,9%. | Infusão em 3-5 min | ⚠️ AGUARDAR TC: Fazer apenas se TC de abdome descartar sangramento ativo/lesão hepática. |
| 2ª Linha (Opioide Fraco):<br>Tramadol (Tramal®)<br>*Ampola 50mg/mL* | 50 mg a cada 8h | IV | Diluir em 100mL SF 0,9%. | Infusão em 20 min | Associar antiemético (Ondansetrona 4mg IV) se náuseas. |
| 3ª Linha (Resgate):<br>Morfina (Dimorf®)<br>*Ampola 10mg/mL* | 2 a 4 mg se dor forte | IV | Diluir 1 amp (1mL) em 9mL de SF 0,9% (Fica 1mg/mL). Fazer 2 a 4 mL. | Bolus lento | Titular conforme escala de dor e padrão respiratório. |
3. Estratégia Definitiva
4. Avaliação de Resposta
5. Alertas Críticos
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Disposição e Acompanhamento
*⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM - ATLS 10ª Edição) e não substitui o julgamento clínico presencial.*
Diagnostico de Referencia (Gold Standard)
Fraturas costais múltiplas (6o-8o arcos costais direitos) com contusão pulmonar
- Hemotórax traumático
- Pneumotórax oculto
- Contusão hepática associada