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Intussuscepção ileocólica — Caso Residente

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Apresentação Clínica

Menino de 2 anos, choro inconsolável intermitente há 12 horas, vômitos e evacuação em geleia de morango. Massa palpável em hipocôndrio direito. USG de abdome mostra sinal do alvo (target sign) em corte transversal e sinal do pseudorim em longitudinal no cólon transverso, com linfonodomegalia mesentérica no interior da intussuscepção. PA 90/55, FC 140, FR 30, T 37.5°C.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Menino de 2 anos apresentando a tríade clássica de dor abdominal em cólica (choro inconsolável intermitente), vômitos e fezes em "geleia de morango", associada a massa palpável em hipocôndrio direito. A ultrassonografia confirma o diagnóstico com achados patognomônicos (sinal do alvo e pseudorim). O paciente encontra-se hemodinamicamente estável, porém com taquicardia leve, sugerindo dor ou desidratação inicial.

Hipótese Diagnóstica Principal

Intussuscepção Intestinal (Invaginação Íleo-cólica) — Confiança: 100%

  • Justificativa: A apresentação clínica traz a tríade clássica (presente em < 15% dos casos, mas altamente específica quando completa). A USG com sinal do alvo (corte transversal) e pseudorim (corte longitudinal) sela o diagnóstico. A presença de linfonodomegalia mesentérica no interior da invaginação sugere a causa primária (*lead point* reacional, muito comum após infecções virais do trato respiratório ou TGI nesta faixa etária).
  • Diagnósticos Diferenciais

    Ordenados do mais letal/urgente ao menos grave:

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Volvo Intestinal / Má Rotação5%Vômitos, dor abdominal aguda, taquicardia.Mais comum em neonatos; USG não mostra sinal do redemoinho (*whirlpool sign*); USG atual já confirmou invaginação.
    2Divertículo de Meckel (Complicado)15%Sangramento retal, faixa etária.Sangramento do Meckel costuma ser indolor. *Nota: Pode atuar como lead point da própria intussuscepção.*
    3Gastroenterite Aguda10%Vômitos, dor abdominal.Não causa fezes em geleia de morango, massa palpável ou achados ultrassonográficos de invaginação.
    4Vasculite por IgA (Henoch-Schönlein)5%Dor abdominal em cólica, risco de invaginação.Ausência de púrpura palpável em membros inferiores e artralgia.
    Não Esqueça: Em crianças maiores de 2 anos ou em casos de intussuscepção recorrente, a probabilidade de um Lead Point Patológico (Divertículo de Meckel, Pólipos, Linfoma de Burkitt, Cisto de duplicação) aumenta significativamente.

    Confirmação Diagnóstica

    Critérios Clínicos e Imagem

  • O diagnóstico já está confirmado pela Ultrassonografia (Padrão-ouro: Sensibilidade e Especificidade > 98%).
  • Exames Complementares (Preparo Pré-Redução/Cirúrgico)

    Imediatos (beira-leito): Glicemia capilar.

    Laboratoriais:

  • Hemograma Completo (TUSS: 40103697) - Avaliar leucocitose/desvio.
  • Sódio, Potássio, Cálcio, Magnésio (TUSS: 40304595, 40304544) - Avaliar distúrbios por vômitos.
  • Gasometria Venosa (TUSS: 40310242) - Avaliar acidose metabólica (isquemia/desidratação) e lactato.
  • Tipagem Sanguínea e Fator Rh (TUSS: 40304625) - Reserva cirúrgica.
  • Imagem:

  • Radiografia de Abdome (AP em decúbito e ortostase): Solicitar APENAS se houver suspeita clínica de perfuração (distensão abdominal franca, peritonite) para descartar pneumoperitônio antes do enema.
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    Conduta Terapêutica

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Dieta: Jejum absoluto (NPO) imediato.
  • Acesso: Obter acesso venoso periférico calibroso.
  • Descompressão: Passagem de Sonda Nasogástrica (SNG) calibrosa, mantida aberta em frasco, devido aos vômitos e para evitar broncoaspiração durante a sedação/redução.
  • Ressuscitação Volêmica: Expansão com Cristaloide (SF 0,9% ou Ringer Lactato) 20 mL/kg IV em bolus (corrigir taquicardia e desidratação pré-procedimento).
  • Acionamento: Contatar Cirurgia Pediátrica e Radiologia Pediátrica imediatamente.
  • Medicações Iniciais (Primeiros 10-30 min)

    Otimizar analgesia e controle de vômitos antes da manipulação radiológica.

    MedicaçãoDose (Pediátrica)ViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    Dipirona (Novalgina®)15 a 25 mg/kg/doseIVDiluir em 10 mL de SF 0,9%Infundir em 5-10 minAnalgesia de 1ª linha. Máx: 1g/dose.
    Ondansetrona (Vonau®, Zofran®)0,15 mg/kg/doseIVPode ser feito puro ou diluído em 5 mL SF 0,9%Infundir em 2-5 minAntiemético. Máx: 8mg/dose.
    Fentanil (Fentanil®)1 a 2 mcg/kg/doseIVSolução padrão (50 mcg/mL). Aspirar dose exata.Bolus lento (2-3 min)Analgesia de resgate se dor intensa. Risco de tórax rígido se infusão rápida.

    Estratégia Definitiva

    A intervenção deve ser realizada em centro cirúrgico ou sala de radiologia com a equipe de cirurgia pediátrica de sobreaviso imediato.

    1ª Linha: Redução Não Operatória (Enema)

  • Procedimento: Enema pneumático (ar) ou hidrostático (solução salina/contraste) guiado por USG ou fluoroscopia. O enema pneumático (pressão máx 120 mmHg) é preferível por menor tempo de radiação e menor morbidade em caso de perfuração.
  • Critérios de Indicação: Diagnóstico confirmado, paciente estável, sem sinais de peritonite.
  • Contraindicações Absolutas: Instabilidade hemodinâmica refratária (choque), sinais de peritonite difusa, pneumoperitônio (perfuração intestinal).
  • 2ª Linha: Tratamento Cirúrgico

  • Procedimento: Laparoscopia ou Laparotomia exploradora com redução manual (ordenha retrógrada) ou ressecção intestinal com anastomose primária.
  • Critérios de Indicação:
  • 1. Falha na redução por enema (após 3 tentativas de 3 minutos cada).

    2. Presença de contraindicações ao enema.

    3. Identificação de *lead point* patológico cirúrgico.

    4. Isquemia/necrose intestinal evidenciada.

    Avaliação de Resposta

  • Critérios de Sucesso do Enema: Visualização do refluxo livre de ar/contraste para o íleo terminal, desaparecimento da massa ultrassonográfica e melhora clínica súbita do lactente (cessa o choro, dorme).
  • Sinais de Falha/Complicação: Dor refratária, distensão abdominal súbita (sugere perfuração durante o enema - incidência < 1%).
  • Tempo de Reavaliação: Imediata pós-procedimento.
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    Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Internação em Enfermaria de Cirurgia Pediátrica (ou UTI Pediátrica se instabilidade pós-procedimento/ressecção extensa).
  • Especialista: Cirurgia Pediátrica (acompanhamento primário).
  • Reavaliação e Dieta: Manter em observação hospitalar por 12 a 24 horas após redução com sucesso. A dieta oral pode ser reiniciada gradualmente após a recuperação da sedação e ausência de vômitos.
  • Alerta de Recorrência: A taxa de recorrência após redução por enema é de aproximadamente 5 a 10%, ocorrendo mais frequentemente nas primeiras 72 horas. Orientar os pais sobre os sinais de alarme.
  • *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Intussuscepção ileocólica

    Diferenciais esperados:
    • Divertículo de Meckel com sangramento
    • Volvo intestinal
    • Púrpura de Henoch-Schönlein com envolvimento intestinal

    Avalie a Resposta do Assistente

    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: