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Meningite bacteriana neonatal tardia (provável Streptococcus agalactiae ou E. coli K1) — Caso Residente

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Apresentação Clínica

RN masculino de 12 dias de vida, a termo, AME, febre de 38.5°C axilar há 6 horas, hipoatividade e recusa parcial do seio. Sem sinais respiratórios ou gastrointestinais. Exame: fontanela normotensa, sem rigidez de nuca (pouco confiável nesta idade), sem rash, hepatomegalia discreta. Hemograma: leucócitos 22.000 com desvio (bastões 15%), plaquetas 110.000. PCR 80. EAS: normal. Hemocultura e LCR coletados. LCR: 250 céls (PMN 75%), proteína 180, glicose 20 (glicemia 75). PA 55/35, FC 185, FR 55, T 38.5°C, TEC 4 seg.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
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07/04/2026 Disclaimer 1 flag(s)

Síntese do Caso

RN masculino de 12 dias de vida (a termo), apresentando febre, hipoatividade e recusa alimentar há 6 horas. Exame físico e sinais vitais evidenciam choque frio descompensado (TEC 4 seg, taquicardia 185 bpm, hipotensão limítrofe para a idade). Laboratório mostra leucocitose com desvio à esquerda, PCR elevado e LCR com padrão clássico de infecção bacteriana grave (pleocitose neutrofílica, hiperproteinorraquia e relação glicose LCR/Sangue de 0,26).

Hipótese Diagnóstica Principal

Sepse Neonatal de Início Tardio com Choque Séptico secundária à Meningite Bacteriana Aguda — Confiança: 99%

  • Justificativa: O LCR é patognomônico para meningite bacteriana (pleocitose > 20-30 céls no RN, predomínio de PMN, proteína > 150 mg/dL e relação glicose LCR/Sangue < 0,3). O quadro hemodinâmico (TEC prolongado, taquicardia) configura choque séptico.
  • Etiologias prováveis: *Streptococcus agalactiae* (GBS), *Escherichia coli*, *Listeria monocytogenes* e outros Gram-negativos entéricos.
  • [Ver Protocolo: PALS - Choque Pediátrico/Neonatal](protocol:pals-protocols)
  • Diagnósticos Diferenciais

    Ordenados do mais letal/urgente ao menos grave:

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Meningoencefalite por Herpes Simplex (HSV)40%Idade, febre, LCR alterado (pode mimetizar bacteriana no início).Predomínio franco de PMN (embora possível no início do HSV).
    2Infecção do Trato Urinário com Sepse10%Causa mais comum de febre sem foco no RN.EAS normal afasta a hipótese primária.
    3Enterocolite Necrosante5%Idade neonatal, sepse.RN a termo, ausência de distensão abdominal ou sangramento nas fezes.
    Não Esqueça: A ausência de vesículas cutâneas NÃO exclui meningoencefalite herpética. Até 30-40% dos RNs com doença do SNC por HSV não apresentam lesões de pele. A cobertura empírica é obrigatória.

    Confirmação Diagnóstica

    Critérios Clínicos

  • Critérios de Sepse Neonatal: Hemodinâmica instável + Foco infeccioso confirmado (LCR).
  • Exames Complementares (por ordem de prioridade)

    Imediatos (beira-leito):

  • Gasometria Venosa com Lactato: Avaliação de acidose metabólica e perfusão tecidual.
  • Glicemia Capilar: Já realizada (75 mg/dL), manter monitorização horária.
  • Laboratoriais:

  • PCR para HSV 1 e 2 no LCR: Mandatório para definir tempo de terapia antiviral.
  • Coagulograma (TAP, PTT, Fibrinogênio): Avaliação de Coagulação Intravascular Disseminada (CIVD), comum no choque séptico neonatal.
  • *(Nota: O pedido estruturado com códigos TUSS para estes exames foi gerado no sistema).*

    Conduta Terapêutica

    *Atenção: Como o peso do RN não foi fornecido, as doses abaixo estão em mg/kg baseadas nos guidelines do Red Book (AAP) e Neofax para RNs entre 8 e 28 dias de vida.*

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • MOV: Monitorização cardíaca contínua, oximetria de pulso, controle rigoroso de temperatura.
  • Oxigênio: Suplementar se SpO₂ < 94%.
  • Acesso Vascular: Obter 2 acessos venosos periféricos calibrosos IMEDIATAMENTE. Se falha > 60-90 segundos, proceder com Acesso Intraósseo (IO).
  • Ressuscitação Volêmica (PALS/SSC 2020): Soro Fisiológico 0,9% 10 mL/kg em *push* (10 a 15 minutos). Reavaliar TEC, FC e fígado após a infusão. Pode repetir até 20-40 mL/kg se não houver hepatomegalia aguda ou estertores.
  • Medicações Iniciais (Primeiros 10-60 min)

    A antibioticoterapia deve ser instituída na primeira hora. NÃO utilize Ceftriaxona em neonatos (risco de *sludge* biliar e kernicterus por deslocamento da bilirrubina).

    MedicaçãoDose (RN 8-28 dias)ViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    1. Ampicilina100 mg/kg/dose (300 mg/kg/dia) de 8/8hIVDiluir em SF 0,9% (conc. máx 30 mg/mL)Infundir em 15-30 minCobertura para *Listeria* e GBS.
    2. Cefotaxima (Claforan®)50 mg/kg/dose (150 mg/kg/dia) de 8/8hIVDiluir em SF 0,9% (conc. máx 50 mg/mL)Infundir em 30 minCobertura para Gram-negativos entéricos. Excelente penetração no SNC.
    3. Aciclovir (Zovirax®)20 mg/kg/dose (60 mg/kg/dia) de 8/8hIVDiluir em SF 0,9% (conc. máx 7 mg/mL)Infundir em 1 horaCobertura empírica para HSV. Requer hidratação adequada.

    Estratégia Definitiva

  • Suporte Hemodinâmico: Se o choque for refratário a 10-20 mL/kg de cristalóide, iniciar inotrópico/vasopressor precocemente.
  • Adrenalina: 0,01 a 0,03 mcg/kg/min IV/IO contínuo (titular até melhora da perfusão).
  • Duração da Terapia:
  • Meningite por GBS ou *Listeria*: 14 a 21 dias.
  • Meningite por Gram-negativos: 21 dias (ou 14 dias após a primeira cultura negativa, o que for maior).
  • HSV: 21 dias (se PCR positivo). Se PCR negativo e cultura bacteriana positiva, suspender Aciclovir.
  • Avaliação de Resposta

  • Critérios de sucesso: Redução da FC para < 160 bpm, TEC < 2 segundos, PA média > 40 mmHg, diurese > 1 mL/kg/h, clareamento do lactato.
  • Sinais de falha/piora: Aumento da hepatomegalia (sinal de disfunção miocárdica/sobrecarga), rebaixamento do sensório, convulsões, CIVD (sangramento por punções).
  • Escalonamento: Se convulsões, fenobarbital (20 mg/kg IV ataque). Se choque refratário a catecolaminas, considerar hidrocortisona (1-2 mg/kg/dose IV) para insuficiência adrenal relativa.
  • Alertas Críticos

  • ⚠️ ALERTA DE TEMPO CRÍTICO: A mortalidade por choque séptico neonatal aumenta a cada hora de atraso na antibioticoterapia. Meta: ATB na primeira hora.
  • ⚠️ ALERTA FDA (Aciclovir): Risco de lesão renal aguda por cristalúria. Garantir fluxo urinário adequado antes e durante a infusão. Infundir estritamente em 1 hora, nunca em *bolus*.
  • ⚠️ CONTRAINDICAÇÃO: O uso de Dexametasona antes do antibiótico não está indicado na meningite neonatal (diferente de lactentes mais velhos com *Haemophilus* ou *Pneumococo*).
  • Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Internação imediata em UTI Neonatal (Sala Vermelha até a transferência).
  • Especialista: Acionar Neuropediatria e Infectologia Pediátrica.
  • Reavaliação: Sinais vitais e perfusão a cada 15 minutos na fase de ressuscitação. Repetir gasometria e lactato em 2 horas.
  • Neuroimagem: Ultrassonografia transfontanelar nas primeiras 48h para descartar ventriculite, hidrocefalia ou complicações isquêmicas/hemorrágicas.
  • *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM - PALS/Red Book AAP) e não substitui o julgamento clínico presencial. As doses devem ser calculadas com base no peso exato aferido do paciente.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Meningite bacteriana neonatal tardia (provável Streptococcus agalactiae ou E. coli K1)

    Diferenciais esperados:
    • Sepse neonatal tardia sem meningite
    • Encefalite herpética neonatal
    • Meningite por Listeria

    Avalie a Resposta do Assistente

    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: