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Parada secundária da dilatação — Caso Estudante

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Apresentação Clínica

Primigesta 27 anos, IG 39 semanas, admitida em trabalho de parto ativo há 8 horas. Evolui com dilatação estacionada em 7cm nas últimas 3 horas apesar de dinâmica uterina de 4 contrações/10min com duração de 50s. PA 120x70 mmHg, FC 88bpm, T 36,8°C. BCF 150bpm com desacelerações variáveis leves. Toque: colo 7cm, fino, mediano, apresentação cefálica em plano De Lee -1, bolsa rota com líquido claro. Variedade de posição OEA.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Primigesta a termo (39 semanas) em trabalho de parto ativo, apresentando parada da progressão cervical (estacionada em 7 cm há 3 horas) a despeito de dinâmica uterina adequada (4 contrações/10 min). O feto encontra-se em plano alto (De Lee -1) com bolsa rota e desacelerações variáveis leves ao monitoramento, sugerindo obstáculo mecânico à descida.

Hipótese Diagnóstica Principal

Parada Secundária da Dilatação / Suspeita de Desproporção Cefalopélvica (DCP) — Confiança: 95%

  • Justificativa: O partograma clássico define parada secundária da dilatação como a ausência de progressão cervical em dois toques sucessivos com intervalo de 2 horas na fase ativa. A paciente já apresenta 3 horas sem mudança. Como a dinâmica uterina está excelente (4 contrações de 50s em 10 min) e a apresentação continua alta (plano -1), o quadro aponta fortemente para uma desproporção mecânica absoluta ou relativa, e não para uma distócia funcional (hipoatividade).
  • Diagnósticos Diferenciais

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Distócia Funcional (Motor)5%Parada da dilatação.Dinâmica uterina já está ideal (4/10 min).
    2Distócia de Posição5%Parada da descida/dilatação.Variedade de posição é OEA (fletida, ideal).
    3Sofrimento Fetal Agudo15%Desacelerações variáveis (compressão funicular).BCF basal normal (150 bpm), desacelerações apenas *leves*.
    Não Esqueça: A presença de desacelerações variáveis com bolsa rota indica compressão de cordão umbilical. Embora leves no momento, a persistência de contrações fortes contra um obstáculo mecânico (DCP) pode evoluir rapidamente para hipóxia fetal (desacelerações tardias/DIP II).

    Confirmação Diagnóstica

    Critérios Clínicos

  • Partograma: Curva de dilatação cruzou a Linha de Alerta e atingiu a Linha de Ação (parada $\ge$ 2h).
  • Critérios ACOG/SMFM: A diretriz mais recente sugere aguardar até 4 horas de parada na fase ativa ($\ge$ 6cm) *com* dinâmica adequada antes de indicar cesariana por falha de progressão, desde que a vitalidade fetal permita.
  • Exames Complementares

    Imediatos (beira-leito):

  • Cardiotocografia (CTG) contínua: Mandatória para classificar a categoria do traçado fetal (atualmente Categoria II compensada) e monitorar a evolução das desacelerações.
  • Conduta Terapêutica

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Posicionamento: Decúbito Lateral Esquerdo (DLE) imediato. Melhora o retorno venoso materno, otimiza o fluxo uteroplacentário e frequentemente alivia a compressão do cordão umbilical responsável pelas desacelerações variáveis.
  • Monitorização: CTG contínua. Avaliação de BCF a cada 15 minutos.
  • Acesso Venoso: Garantir acesso periférico calibroso (18G ou 16G) para eventual hidratação ou preparo cirúrgico.
  • ⚠️ ALERTA: NÃO prescrever Ocitocina. A paciente já possui 4 contrações/10 min. O uso de uterotônicos neste cenário causará taquissistolia, hipertonia uterina, ruptura uterina ou asfixia fetal aguda.
  • Medicações Iniciais (Preparo e Suporte)

    Caso a paciente evolua para a via cirúrgica (altamente provável), o preparo farmacológico profilático deve ser instituído:

    MedicaçãoDoseViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    Ringer Lactato500 mLIVInfusão rápidaT0Expansão volêmica leve para otimizar perfusão placentária.
    Cefazolina (Kefazol®)2gIVDiluir em 100mL SF 0,9%30-60 min antes da incisãoProfilaxia cirúrgica (1ª linha). Se IMC > 30, usar 3g.
    Azitromicina (Zitromax®)500mgIVDiluir em 250mL SF 0,9% (correr em 1h)Pré-operatórioAdicionar à Cefazolina em cesarianas intraparto (reduz endometrite).

    Estratégia Definitiva

  • Conduta Expectante Curta (Máximo 1 hora): Como a paciente tem 3 horas de parada e as diretrizes modernas (ACOG) toleram até 4 horas se a dinâmica for boa e o feto estiver bem, pode-se aguardar mais 1 hora sob vigilância estrita.
  • Analgesia de Parto (Peridural/Combinada): Se a paciente estiver com dor intensa, a analgesia pode relaxar a musculatura do assoalho pélvico e, em alguns casos, permitir a descida.
  • Indicação de Cesariana:
  • Critérios: Se após completar 4 horas de dinâmica adequada não houver mudança no colo ou descida da apresentação, o diagnóstico de Desproporção Cefalopélvica (DCP) / Falha de Progressão está selado.
  • Indicação de Urgência: Se a CTG evoluir para Categoria III (bradicardia sustentada, desacelerações tardias recorrentes com perda de variabilidade), indicar cesariana imediata.
  • Avaliação de Resposta

  • Critérios de sucesso (via vaginal): Progressão da dilatação para 8-9 cm e descida da apresentação para plano 0 ou +1 na próxima hora.
  • Sinais de falha/piora (Red Flags):
  • Desacelerações tardias (DIP II).
  • Taquicardia fetal (> 160 bpm) associada a febre materna (sugere corioamnionite, comum em bolsa rota prolongada).
  • Formação de bossa serossanguínea acentuada ou cavalgamento de suturas (sinais clássicos de DCP no toque vaginal).
  • Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Manter no Centro Obstétrico (Pré-parto) sob vigilância contínua.
  • Especialista: Acionar equipe de Anestesiologia e Pediatria/Neonatologia para sobreaviso de cesariana.
  • Reavaliação: Toque vaginal final em 1 hora (completando 4h de parada). BCF contínuo.
  • *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM), como ACOG e FEBRASGO, e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Parada secundária da dilatação

    Diferenciais esperados:
    • Desproporção cefalopélvica
    • Distocia funcional
    • Deflexão de apresentação

    Avalie a Resposta do Assistente

    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: