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Pneumopatia intersticial associada a esclerose sistêmica (padrão UIP) — Caso Especialista

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Apresentação Clínica

Mulher de 53 anos, dispneia progressiva há 2 anos, artralgia de pequenas articulações, Raynaud. Anti-Scl-70 positivo. TC de tórax de alta resolução mostra opacidades reticulares subpleurais com faveolamento predominando em bases, bronquiectasias de tração e mínimo vidro fosco. Padrão UIP (usual interstitial pneumonia). Dilatação esofágica com nível líquido-ar sugerindo dismotilidade. PFP: CVF 55%, DLCO 40%. PA 115/70, FC 78, SpO2 91% repouso.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Mulher de 53 anos com quadro crônico de dispneia, fenômeno de Raynaud, artralgia e dismotilidade esofágica. Apresenta sorologia positiva (Anti-Scl-70) e TC de tórax evidenciando Doença Pulmonar Intersticial (DPI) com padrão de Pneumonia Intersticial Usual (UIP) avançado. Provas de função pulmonar confirmam distúrbio restritivo grave (CVF 55%) e grave prejuízo na difusão (DLCO 40%), com hipoxemia limítrofe em repouso (SpO₂ 91%).

Hipótese Diagnóstica Principal

Doença Pulmonar Intersticial associada à Esclerose Sistêmica (SSc-ILD) — Padrão UIPConfiança: 99%

  • Justificativa: A presença de Raynaud, dismotilidade esofágica e positividade para Anti-Scl-70 (topoisomerase I) sela o diagnóstico de Esclerose Sistêmica na forma cutânea difusa. O Anti-Scl-70 é o principal preditor de acometimento pulmonar intersticial grave. O padrão UIP na TC (faveolamento basal, bronquiectasias de tração) e a queda acentuada de CVF e DLCO confirmam doença avançada e fibrosante.
  • Diagnósticos Diferenciais

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Hipertensão Pulmonar (Grupo 1 ou 3)70%DLCO muito reduzida (40%), dispneia progressiva, esclerose sistêmica.Ausência de sinais de *cor pulmonale* no exame físico (embora necessite de ECO para descartar).
    2Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI)10%Padrão UIP clássico na TC de tórax, idade.Presença de autoanticorpos específicos (Anti-Scl-70) e manifestações sistêmicas (Raynaud).
    3Doença Mista do Tecido Conjuntivo5%Raynaud, artralgia, DPI.Anti-Scl-70 positivo (DMTC exige Anti-U1-RNP positivo).
    Não Esqueça: Crise Renal Esclerodérmica. Embora a PA esteja normal (115/70), pacientes com Anti-Scl-70 e esclerose sistêmica difusa têm alto risco. O uso inadvertido de corticosteroides em altas doses pode precipitar esta complicação letal.

    Confirmação Diagnóstica

    Critérios Clínicos

  • Preenche os critérios classificatórios ACR/EULAR 2013 para Esclerose Sistêmica (pontuação > 9 devido a espessamento cutâneo, Raynaud, DPI e Anti-Scl-70).
  • Exames Complementares (Prioridade)

    Imediatos (beira-leito / ambulatório):

  • Gasometria Arterial: Avaliar PaO₂ basal e necessidade formal de oxigenoterapia domiciliar.
  • Teste de Caminhada de 6 Minutos (TC6M): Mandatório para documentar dessaturação ao esforço (altamente provável com SpO₂ 91% em repouso e DLCO 40%) e distância percorrida.
  • ECG: Buscar sinais de sobrecarga de VD (S1Q3T3, desvio de eixo para direita, BRD).
  • Laboratoriais e Imagem:

  • Ecocardiograma Transtorácico (ETT): *Crucial*. Rastreio de Hipertensão Pulmonar (avaliar PSAP, tamanho do VD, TAPSE).
  • BNP ou NT-proBNP: Biomarcador para disfunção ventricular direita / Hipertensão Pulmonar.
  • Função Renal (Ureia, Creatinina) e EAS: Rastreio basal para crise renal esclerodérmica.
  • Conduta Terapêutica

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Oxigenoterapia: Titular O₂ suplementar se SpO₂ cair < 89-90% em repouso, durante o sono ou ao esforço (TC6M).
  • Prevenção de Microaspiração: Elevação da cabeceira da cama. A dismotilidade esofágica com nível líquido-ar agrava a fibrose pulmonar por microaspiração crônica.
  • Atualização Vacinal: Influenza, Pneumocócica (VPC13 e VPP23), COVID-19 e VSR.
  • Medicações Iniciais (Terapia Modificadora de Doença)

    A paciente possui doença grave (CVF < 70%) e fenótipo fibrosante progressivo. A terapia combinada (Imunossupressão + Antifibrótico) está indicada (baseado nos trials *SLS II* e *SENSCIS*).

    MedicaçãoDoseViaPreparo/ApresentaçãoTempoObservação
    1ª Linha (Imunossupressor): Micofenolato de Mofetila (CellCept®)500mg 12/12h (inicial)VOComp 500mg. Titular a cada 2-4 semanas até 1000-1500mg 12/12h.ContínuoMelhor perfil de segurança que Ciclofosfamida. Monitorar hemograma e TGO/TGP.
    1ª Linha (Antifibrótico): Nintedanibe (Ofev®)150mg 12/12hVOCápsulas 100mg, 150mg. Tomar junto às refeições.ContínuoReduz declínio da CVF. CI: Hepatopatia grave. EA principal: Diarreia.
    Antissecretor: Pantoprazol (Pantocal®)40mg 1x/diaVOComp 40mg. Em jejum.ContínuoMandatório pela dismotilidade esofágica severa.
    Vasodilatador: Nifedipina Retard (Adalat®)10-20mg 8/8hVOComp 10mg, 20mg.ContínuoControle do Raynaud. Monitorar hipotensão.

    Estratégia Definitiva

  • Reabilitação Pulmonar: Indicação formal imediata para otimização da capacidade funcional.
  • Avaliação para Transplante Pulmonar: Devido à gravidade (CVF < 60%, DLCO < 40%, padrão UIP), a paciente deve ser referenciada *precocemente* para um centro transplantador para avaliação de elegibilidade, antes que desenvolva disfunção de VD irreversível.
  • Contraindicações Relativas/Absolutas:
  • Corticosteroides em dose > 15mg/dia de Prednisona: CONTRAINDICADO. Aumenta drasticamente o risco de Crise Renal Esclerodérmica. Se necessário para sintomas articulares, usar doses mínimas (< 5-10mg/dia) ou focar em poupadores.
  • Avaliação de Resposta

  • Critérios de sucesso: Estabilização da CVF (queda < 5% ao ano) e da DLCO; melhora ou estabilização da distância no TC6M.
  • Sinais de falha/piora: Queda da CVF > 10% ou DLCO > 15% em 12 meses; surgimento de sinais de insuficiência cardíaca direita (edema, turgência jugular).
  • Tempo de reavaliação: Provas de Função Pulmonar a cada 3-6 meses no primeiro ano. Ecocardiograma anual.
  • Alertas Críticos

  • ⚠️ ALERTA DE INTERAÇÃO/TOXICIDADE: O uso combinado de Micofenolato e Nintedanibe aumenta o risco de toxicidade gastrointestinal (diarreia severa) e hepatotoxicidade. Solicitar TGO, TGP e Bilirrubinas mensalmente nos primeiros 3 meses.
  • ⚠️ ALERTA CLÍNICO: A presença de padrão UIP na esclerose sistêmica confere um prognóstico significativamente pior em comparação ao padrão NSIP (PINE), assemelhando-se à sobrevida da Fibrose Pulmonar Idiopática. A intervenção com antifibrótico não deve ser atrasada.
  • Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Acompanhamento ambulatorial de alta complexidade (Pneumologia e Reumatologia).
  • Especialista: Acionar Cirurgia Torácica/Equipe de Transplante Pulmonar para avaliação de *listing*.
  • Reavaliação: Retorno em 15-30 dias para checagem de tolerância ao Micofenolato/Nintedanibe e revisão do Ecocardiograma.
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    *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM), incluindo consensos da ATS/ERS e ACR/EULAR, e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Pneumopatia intersticial associada a esclerose sistêmica (padrão UIP)

    Diferenciais esperados:
    • Fibrose pulmonar idiopática
    • Pneumonite de hipersensibilidade crônica
    • Artrite reumatoide com doença pulmonar intersticial

    Avalie a Resposta do Assistente

    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: