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Pré-eclâmpsia grave com síndrome HELLP — Caso Estudante

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Apresentação Clínica

Gestante, 26 anos, 38 semanas, primigesta, chega ao PS com cefaleia frontal intensa, escotomas visuais e edema de MMII. PA 170x110, FC 90, FR 18, SpO2 98%, T 36.7°C, Glasgow 15. Proteinúria de fita 3+, plaquetas 95.000, TGO 185, TGP 210, LDH 620, creatinina 1.3. BCF presente 140 bpm. Reflexos patelares exaltados 4+.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Gestante de 38 semanas (termo), primigesta, apresentando crise hipertensiva grave (170x110 mmHg), sinais de iminência de eclâmpsia (cefaleia, escotomas, hiperreflexia 4+) e disfunção orgânica múltipla laboratorial (plaquetopenia, elevação de transaminases, hemólise e lesão renal aguda). Feto no momento com BCF normal.

Hipótese Diagnóstica Principal

Pré-eclâmpsia Grave com Síndrome HELLP e Iminência de Eclâmpsia — Confiança: 99%

  • Justificativa: A paciente preenche todos os critérios para Síndrome HELLP completa: Hemólise (LDH > 600 UI/L), ELevated liver enzymes (TGO > 70 UI/L) e Low Platelets (< 100.000/mm³). Além disso, apresenta sinais clínicos de iminência de eclâmpsia (cefaleia frontal, escotomas visuais e hiperreflexia patelar 4+) e lesão renal aguda (Creatinina > 1.1 mg/dL). Trata-se de uma emergência obstétrica com risco iminente de convulsão, sangramento materno e óbito materno-fetal.
  • Diagnósticos Diferenciais

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Esteatose Hepática Aguda da Gravidez (AFLP)10%Elevação de transaminases, plaquetopenia.Ausência de hipoglicemia severa relatada; hipertensão grave e proteinúria maciça são menos comuns.
    2Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT)5%Plaquetopenia, hemólise, lesão renal, sintomas neurológicos.TGO/TGP muito elevadas (PTT costuma ter função hepática preservada); contexto obstétrico favorece HELLP.
    3Exacerbação de Lúpus Eritematoso Sistêmico1%Proteinúria, plaquetopenia, lesão renal.Ausência de história prévia; quadro agudo no 3º trimestre com hemólise franca aponta para HELLP.
    Não Esqueça: Descolamento Prematuro de Placenta (DPP). A hipertensão grave é o principal fator de risco. Monitorar sangramento vaginal, hipertonia uterina e sofrimento fetal agudo.

    Confirmação Diagnóstica

    Critérios Clínicos e Laboratoriais

  • Critérios de HELLP (Tennessee): Preenchidos (Plaquetas < 100k, TGO > 70, LDH > 600).
  • Exames Complementares

    Imediatos (beira-leito):

  • Cardiotocografia (CTG) contínua para avaliação de vitalidade fetal.
  • USG Point-of-Care (Obstétrico): Avaliar volume de líquido amniótico, vitalidade fetal e sinais de descolamento de placenta.
  • Glicemia capilar.
  • Laboratoriais (Solicitar urgência):

  • Coagulograma completo (TAP, TTPA, Fibrinogênio) - *Risco de CIVD*.
  • Bilirrubinas (Total e Frações), Haptoglobina, Esfregaço de sangue periférico (pesquisa de esquizócitos).
  • Tipagem sanguínea e Prova Cruzada (reserva de concentrado de hemácias e plaquetas).
  • Ácido úrico.
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    Conduta Terapêutica

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • MOV: Monitorização cardíaca contínua, oximetria de pulso, PNI a cada 15 minutos.
  • Acesso: 2 acessos venosos periféricos calibrosos (14G ou 16G).
  • Posicionamento: Decúbito lateral esquerdo (DLE) para evitar compressão aorto-cava e melhorar o retorno venoso e perfusão placentária.
  • Sondagem: Passagem de Cateter Vesical de Demora (Foley) para controle rigoroso de diurese (meta > 25 mL/h). Restrição hídrica rigorosa (risco altíssimo de EAP).
  • Medicações Iniciais (Primeiros 10-60 min)

    Objetivo 1: Neuroproteção / Prevenção de Convulsão

    Iniciar IMEDIATAMENTE, antes mesmo do controle pressórico.

    MedicaçãoDoseViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    Sulfato de Magnésio (Esquema Zuspan)Ataque: 4gIV4 ampolas (40mL) de MgSO4 a 10% + 60mL SF 0,9% (Total 100mL)Infundir em 20 min1ª Linha. Obrigatório em iminência de eclâmpsia.
    Sulfato de Magnésio (Manutenção)1 a 2g/hIV10 ampolas (100mL) de MgSO4 a 10% + 400mL SF 0,9% (Total 500mL). Concentração: 20mg/mLBomba de Infusão: 50 a 100 mL/hManter por 24h após o parto.

    Objetivo 2: Controle Pressórico (Emergência Hipertensiva)

    Meta: PAS 140-150 mmHg e PAD 90-100 mmHg. *Não reduzir abruptamente para evitar hipoperfusão placentária.*

    MedicaçãoDoseViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    Hidralazina (Apresolina®)5 mgIVDiluir 1 ampola (20mg/1mL) em 19mL de SF 0,9% (Fica 1mg/mL). Fazer 5mL.Bolus lento (1-2 min)1ª Linha no Brasil. Repetir 5-10mg a cada 20 min se PAD > 110. Máx: 30mg.
    Nifedipina (Adalat Retard®)10 a 20 mgVOComprimido (NÃO usar sublingual)ImediatoAlternativa se ausência de acesso IV ou falha da Hidralazina. Repetir a cada 30 min. Máx: 50mg.

    Estratégia Definitiva

  • RESOLUÇÃO DA GESTAÇÃO (PARTO): É o único tratamento definitivo para a Síndrome HELLP. Com 38 semanas, a indicação é absoluta e imediata após estabilização hemodinâmica inicial e início do Sulfato de Magnésio.
  • Via de Parto: A via de parto é indicação obstétrica. Contudo, devido à gravidade (HELLP, iminência de eclâmpsia) e colo uterino frequentemente desfavorável, a Cesariana é a via mais provável e rápida.
  • Alerta Anestésico: Plaquetas em 95.000/mm³. Bloqueio neuroeixo (raquianestesia/peridural) é contraindicado por muitos anestesiologistas com plaquetas < 100.000 (risco de hematoma epidural). Pode ser necessária Anestesia Geral (risco de via aérea difícil por edema de glote da pré-eclâmpsia).
  • Avaliação de Resposta e Toxicidade

    Monitorar sinais de intoxicação por Sulfato de Magnésio a cada hora:

    1. Reflexos patelares: Devem estar presentes (a abolição é o 1º sinal de toxicidade).

    2. Frequência Respiratória: Deve ser > 12 irpm (risco de parada respiratória).

    3. Diurese: Deve ser > 25 mL/h (o magnésio é de excreção renal; se oligúria, o risco de intoxicação dispara).

    Conduta em caso de Intoxicação por Magnésio (Antídoto):

  • Suspender a infusão imediatamente.
  • Gluconato de Cálcio 10%: 1 ampola (10mL) IV lento em 3 a 5 minutos.
  • Alertas Críticos

  • ⚠️ ALERTA DE TEMPO CRÍTICO: A paciente está em iminência de eclâmpsia. Qualquer estímulo (luz, som, dor, toque vaginal intempestivo) pode deflagrar a convulsão. Manter ambiente calmo e penumbra.
  • ⚠️ ALERTA DE FLUIDOS: Pacientes com pré-eclâmpsia grave têm endotélio lesado e baixa pressão oncótica. A hidratação venosa agressiva causará Edema Agudo de Pulmão (EAP). Manter fluidos totais (incluindo medicações) em torno de 80-85 mL/hora.
  • Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Acionar imediatamente o Centro Obstétrico e a UTI Materna. A paciente deve ser transferida para o bloco cirúrgico sob monitorização contínua.
  • Especialista: Acionar Obstetrícia (urgência máxima), Anestesiologia e Neonatologia (para recepção do RN).
  • Pós-operatório: Internação OBRIGATÓRIA em UTI. Manter Sulfato de Magnésio por 24 horas pós-parto. Monitorar curva de plaquetas, LDH e transaminases (o pico de piora laboratorial costuma ocorrer nas primeiras 24-48h pós-parto).
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    *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM - ACOG, FEBRASGO) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Pré-eclâmpsia grave com síndrome HELLP

    Diferenciais esperados:
    • Eclâmpsia iminente
    • Esteatose hepática aguda da gravidez
    • Púrpura trombocitopênica trombótica

    Avalie a Resposta do Assistente

    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: