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Rotura prematura de membranas ovulares (RPMO) a termo — Caso Estudante

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Apresentação Clínica

Primigesta 25 anos, IG 37+2 semanas, relata perda de líquido claro pela vagina há 6 horas, sem contrações regulares. PA 120x80 mmHg, FC 78bpm, FR 16irpm, T 36,5°C. Exame especular: saída de líquido claro pelo OCE, teste de cristalização positivo, pH vaginal 7,0 (papel de nitrazina azul). Colo grosso, posterior, pérvio 1cm. BCF 138bpm. Hemograma e PCR normais.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Gestante de 25 anos, primigesta (G1P0), a termo (37+2 semanas), apresentando quadro clínico e laboratorial (nitrazina e cristalização positivos) confirmatório de perda de líquido amniótico há 6 horas. Paciente encontra-se sem dinâmica uterina (trabalho de parto), com sinais vitais maternos estáveis, feto reativo (BCF 138bpm) e sem evidências clínicas ou laboratoriais de corioamnionite no momento.

Hipótese Diagnóstica Principal

Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) a Termo — Confiança: 100%

  • Justificativa: A história clínica de perda de líquido claro associada ao exame especular visualizando saída de líquido pelo orifício cervical externo (OCE) sela o diagnóstico. Os testes de cristalização (formação de folhas de samambaia) e da nitrazina (mudança do pH vaginal para alcalino - azul) são confirmatórios.
  • Contexto: Como a idade gestacional é ≥ 37 semanas, trata-se de RPMO a termo. A ausência de contrações caracteriza o período de latência.
  • Diagnósticos Diferenciais

    Neste caso, o diagnóstico já está confirmado, mas no raciocínio inicial de perda de fluidos na gestação, excluímos (Rule Out):

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Corioamnionite Clínica0%Rotura de membranasPaciente afebril, FC e FR normais, BCF normal, PCR e Hemograma normais.
    2Incontinência Urinária0%Perda de líquido no 3º trimestreTeste da nitrazina e cristalização positivos (líquido amniótico, não urina).
    3Leucorreia Fisiológica/Infecciosa0%Umidade vaginalSaída franca pelo OCE, testes específicos positivos para líquido amniótico.
    Não Esqueça: O status do Estreptococo do Grupo B (GBS) não foi mencionado. Esta é a informação mais crítica a ser resgatada no pré-natal neste momento para definir a necessidade de antibioticoprofilaxia intraparto.

    Confirmação Diagnóstica

    Critérios Clínicos

  • Diagnóstico de RPMO já estabelecido pelos testes de beira-leito (Nitrazina e Cristalização).
  • Exames Complementares (por ordem de prioridade)

    Imediatos (beira-leito):

  • Cardiotocografia (CTG) basal: Para documentar o bem-estar fetal e avaliar a presença de dinâmica uterina oculta.
  • Revisão do Cartão de Pré-Natal: Busca ativa pelo resultado do swab para GBS (realizado entre 35-37 semanas).
  • Laboratoriais:

  • Tipagem sanguínea e Rh (se desconhecidos).
  • Sorologias de 3º trimestre (HIV, VDRL, Hepatites) se não realizadas.
  • Conduta Terapêutica

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Internação Hospitalar: Centro Obstétrico.
  • Monitorização: Sinais vitais maternos (especialmente temperatura e FC) a cada 4 horas. BCF a cada 2-4 horas.
  • Restrição de Toques Vaginais: ⚠️ REGRA DE OURO. O toque vaginal está proscrito até que a paciente entre em trabalho de parto ativo ou haja decisão de indução, para minimizar o risco de infecção ascendente.
  • Medicações Iniciais (Profilaxia para GBS)

    A antibioticoprofilaxia para GBS está indicada se: Swab positivo prévio, bacteriúria para GBS na gestação atual, filho anterior com infecção por GBS, OU status desconhecido + fatores de risco (RPMO > 18 horas ou febre intraparto).

    *Se indicação confirmada ou se RPMO atingir 18h com status desconhecido:*

    MedicaçãoDoseViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    Penicilina G Cristalina (1ª Linha)Ataque: 5.000.000 UI<br>Manutenção: 2.500.000 UIIVDiluir em 100mL SF 0,9%Ataque imediato, depois a cada 4h até o partoPadrão-ouro (ACOG/CDC).
    Ampicilina (Alternativa)Ataque: 2g<br>Manutenção: 1gIVDiluir em 100mL SF 0,9%Ataque imediato, depois a cada 4h até o partoUsar se Penicilina indisponível.
    Cefazolina (Kefazol®)Ataque: 2g<br>Manutenção: 1gIVDiluir em 100mL SF 0,9%Ataque imediato, depois a cada 8h até o partoPara alérgicos a penicilina (baixo risco de anafilaxia).

    Estratégia Definitiva (Resolução da Gestação)

    Como a paciente está a termo, a conduta é a resolução da gestação. Existem duas abordagens validadas (ACOG/Febrasgo):

    1. Conduta Expectante (Curto Prazo):

  • Aguardar o início espontâneo do trabalho de parto por 12 a 24 horas.
  • Cerca de 70-90% das gestantes a termo com RPMO entram em trabalho de parto espontâneo em 24h.
  • *Condição:* Feto reativo, ausência de febre, status GBS negativo (se GBS positivo, a indução imediata é preferível para minimizar o tempo de exposição).
  • 2. Indução do Trabalho de Parto (Se falha da expectante ou GBS+):

  • Como o Índice de Bishop é desfavorável (colo grosso, posterior, pérvio 1cm), é necessário preparo cervical.
  • Misoprostol (Prostokos®): Comprimido vaginal 25mcg.
  • *Posologia:* 25 mcg via vaginal a cada 4 a 6 horas (máximo de 6 doses).
  • *Contraindicações:* Cicatriz uterina prévia (cesárea anterior), sofrimento fetal.
  • Ocitocina (Syntocinon®): Ampola 5 UI/mL.
  • *Posologia:* Diluir 1 ampola (5 UI) em 500mL de SF 0,9% (Concentração: 10 mUI/mL). Iniciar a 1 a 2 mUI/min (6 a 12 mL/h) em bomba de infusão, dobrando a dose a cada 30 minutos até atingir padrão de 3-4 contrações em 10 minutos.
  • Avaliação de Resposta

  • Critérios de sucesso: Início de contrações regulares (3-4 em 10 min), modificação cervical, parto vaginal.
  • Sinais de falha/piora (Red Flags):
  • Elevação da temperatura materna (≥ 38°C) ou taquicardia fetal (> 160 bpm) → Suspeitar de Corioamnionite (iniciar Ampicilina 2g IV 6/6h + Gentamicina 5mg/kg IV 24/24h e antecipar o parto).
  • Desacelerações na CTG → Risco de compressão de cordão umbilical (oligodramnia).
  • Alertas Críticos

  • ⚠️ ALERTA DE TEMPO CRÍTICO: O risco de infecção neonatal e materna aumenta significativamente após 18-24 horas de bolsa rota.
  • ⚠️ ALERTA DE PROCEDIMENTO: Evite a ultrassonografia transvaginal e o toque digital neste momento de latência. A avaliação do colo deve ser feita pelo exame especular ou apenas quando houver dinâmica uterina franca.
  • Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Internação em Centro Obstétrico / Pré-parto.
  • Reavaliação: Monitorização contínua. Reavaliar a necessidade de indução em 12 horas se não houver início espontâneo do trabalho de parto.
  • Especialista: Acompanhamento conjunto com a equipe de Obstetrícia e aviso à equipe de Neonatologia sobre o tempo de bolsa rota.
  • ---

    *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM - ACOG, Febrasgo) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Rotura prematura de membranas ovulares (RPMO) a termo

    Diferenciais esperados:
    • Perda urinária
    • Leucorreia
    • Hidrossalpinge

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    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: