Rotura prematura de membranas ovulares (RPMO) a termo — Caso Estudante
Apresentação Clínica
Primigesta 25 anos, IG 37+2 semanas, relata perda de líquido claro pela vagina há 6 horas, sem contrações regulares. PA 120x80 mmHg, FC 78bpm, FR 16irpm, T 36,5°C. Exame especular: saída de líquido claro pelo OCE, teste de cristalização positivo, pH vaginal 7,0 (papel de nitrazina azul). Colo grosso, posterior, pérvio 1cm. BCF 138bpm. Hemograma e PCR normais.
Síntese do Caso
Gestante de 25 anos, primigesta (G1P0), a termo (37+2 semanas), apresentando quadro clínico e laboratorial (nitrazina e cristalização positivos) confirmatório de perda de líquido amniótico há 6 horas. Paciente encontra-se sem dinâmica uterina (trabalho de parto), com sinais vitais maternos estáveis, feto reativo (BCF 138bpm) e sem evidências clínicas ou laboratoriais de corioamnionite no momento.
Hipótese Diagnóstica Principal
Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) a Termo — Confiança: 100%
Diagnósticos Diferenciais
Neste caso, o diagnóstico já está confirmado, mas no raciocínio inicial de perda de fluidos na gestação, excluímos (Rule Out):
| # | Diagnóstico | Confiança | Achados que Favorecem | Achados que Afastam |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Corioamnionite Clínica | 0% | Rotura de membranas | Paciente afebril, FC e FR normais, BCF normal, PCR e Hemograma normais. |
| 2 | Incontinência Urinária | 0% | Perda de líquido no 3º trimestre | Teste da nitrazina e cristalização positivos (líquido amniótico, não urina). |
| 3 | Leucorreia Fisiológica/Infecciosa | 0% | Umidade vaginal | Saída franca pelo OCE, testes específicos positivos para líquido amniótico. |
Não Esqueça: O status do Estreptococo do Grupo B (GBS) não foi mencionado. Esta é a informação mais crítica a ser resgatada no pré-natal neste momento para definir a necessidade de antibioticoprofilaxia intraparto.
Confirmação Diagnóstica
Critérios Clínicos
Exames Complementares (por ordem de prioridade)
Imediatos (beira-leito):
Laboratoriais:
Conduta Terapêutica
Medidas Imediatas (Tempo 0)
Medicações Iniciais (Profilaxia para GBS)
A antibioticoprofilaxia para GBS está indicada se: Swab positivo prévio, bacteriúria para GBS na gestação atual, filho anterior com infecção por GBS, OU status desconhecido + fatores de risco (RPMO > 18 horas ou febre intraparto).
*Se indicação confirmada ou se RPMO atingir 18h com status desconhecido:*
| Medicação | Dose | Via | Preparo/Diluição | Tempo | Observação |
|---|---|---|---|---|---|
| Penicilina G Cristalina (1ª Linha) | Ataque: 5.000.000 UI<br>Manutenção: 2.500.000 UI | IV | Diluir em 100mL SF 0,9% | Ataque imediato, depois a cada 4h até o parto | Padrão-ouro (ACOG/CDC). |
| Ampicilina (Alternativa) | Ataque: 2g<br>Manutenção: 1g | IV | Diluir em 100mL SF 0,9% | Ataque imediato, depois a cada 4h até o parto | Usar se Penicilina indisponível. |
| Cefazolina (Kefazol®) | Ataque: 2g<br>Manutenção: 1g | IV | Diluir em 100mL SF 0,9% | Ataque imediato, depois a cada 8h até o parto | Para alérgicos a penicilina (baixo risco de anafilaxia). |
Estratégia Definitiva (Resolução da Gestação)
Como a paciente está a termo, a conduta é a resolução da gestação. Existem duas abordagens validadas (ACOG/Febrasgo):
1. Conduta Expectante (Curto Prazo):
2. Indução do Trabalho de Parto (Se falha da expectante ou GBS+):
Avaliação de Resposta
Alertas Críticos
Disposição e Acompanhamento
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*⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM - ACOG, Febrasgo) e não substitui o julgamento clínico presencial.*
Diagnostico de Referencia (Gold Standard)
Rotura prematura de membranas ovulares (RPMO) a termo
- Perda urinária
- Leucorreia
- Hidrossalpinge