surgeryEspecialista

Ruptura de aneurisma de aorta abdominal infrarrenal (indicação de EVAR de emergência ou cirurgia aberta) — Caso Especialista

Avaliacao mmed.pro· surgery 0 0 0

Apresentação Clínica

Homem de 78 anos, aneurisma de aorta abdominal (AAA) de 6.5cm em acompanhamento (recusou cirurgia eletiva), dor lombar e abdominal intensa súbita há 30 minutos com síncope. Massa abdominal pulsátil palpável. PA 70/40, FC 140 (filiforme), FR 30, Glasgow 12, palidez intensa. Hb 7.5 (última 13). Protocolo de hipotensão permissiva iniciado. Angio-TC (feita com paciente instável): AAA infrarrenal roto com hematoma retroperitoneal volumoso, sem extensão para ilíacas. Anatomia favorável para EVAR (colo proximal 20mm, angulação <60°).

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
generateExamOrder
07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Homem de 78 anos com história de AAA de 6.5cm, apresentando tríade clássica de rotura (dor lombar/abdominal súbita, massa pulsátil e hipotensão/síncope). Encontra-se em choque hemorrágico (Classe IV) com queda aguda de hemoglobina (13 → 7.5 g/dL). Angio-TC já realizada confirma AAA roto com hematoma retroperitoneal e anatomia favorável para correção endovascular (EVAR).

Hipótese Diagnóstica Principal

Choque Hemorrágico secundário a Rotura de Aneurisma de Aorta Abdominal (AAA) — Confiança: 100%

  • Justificativa: Diagnóstico já confirmado por Angio-TC. O quadro clínico de choque profundo (PA 70/40, FC 140 filiforme, palidez) correlaciona-se com a perda volêmica maciça para o retroperitônio.
  • Score Clínico: Choque Hemorrágico Classe IV (ATLS 11ª Edição) — Perda volêmica > 40%, taquicardia severa, hipotensão profunda, alteração do nível de consciência (Glasgow 12).
  • Diagnósticos Diferenciais

    Embora o diagnóstico esteja confirmado por imagem, em um cenário de dor lombar/abdominal súbita com choque antes da TC, o raciocínio de exclusão (Rule Out) exige considerar:

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Dissecção Aguda de Aorta5%Dor súbita, síncope, choque.Angio-TC confirmou AAA roto; ausência de flap intimal.
    2Isquemia Mesentérica Aguda1%Dor abdominal intensa, idade avançada.Massa pulsátil, queda aguda de Hb, TC confirma AAA.
    3IAM com Choque Cardiogênico1%Dor irradiada, hipotensão, síncope.Palidez intensa, queda de Hb, massa palpável.
    Não Esqueça: O paciente pode desenvolver Isquemia Miocárdica Tipo 2 secundária ao choque hemorrágico profundo. Um ECG deve ser obtido assim que a estabilização cirúrgica permitir, mas não deve atrasar a ida ao bloco.

    Confirmação Diagnóstica

    Critérios Clínicos

  • Diagnóstico anatômico estabelecido por Angio-TC.
  • Critérios de instabilidade hemodinâmica absolutos presentes.
  • Exames Complementares (por ordem de prioridade)

    Imediatos (beira-leito): Gasometria arterial (avaliação de acidose/lactato), Glicemia capilar, US-POC (FFAST - apenas se houvesse dúvida diagnóstica, desnecessário aqui).

    Laboratoriais: O pedido estruturado foi gerado no sistema contendo:

  • Tipagem Sanguínea ABO/Rh e Prova Cruzada (Acionar Banco de Sangue IMEDIATAMENTE).
  • Gasometria Arterial com Lactato (Marcador de hipoperfusão).
  • Coagulograma (TAP/TTPA) e Fibrinogênio (Avaliar coagulopatia do choque).
  • Cálcio Iônico (Basal antes da transfusão maciça).
  • Conduta Terapêutica

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Acionamento Imediato: Equipe de Cirurgia Vascular/Endovascular, Anestesiologia e Centro Cirúrgico (Sala Híbrida).
  • Acesso Venoso: 2 acessos periféricos calibrosos (14G ou 16G). Se veias colapsadas, acesso venoso central de inserção rápida (introdutor 8.5F) em veia femoral ou jugular.
  • Hipotensão Permissiva (Controle de Dano): MANTER o protocolo atual. Alvo de PAS 70-90 mmHg (ou PAM 50-60 mmHg) enquanto o paciente mantiver nível de consciência aceitável. NÃO infundir cristaloides em excesso para normalizar a PA (risco de romper o coágulo retroperitoneal - *"pop the clot"*).
  • Prevenção de Hipotermia: Manta térmica de ar aquecido (Bair Hugger®) e infusão de fluidos/sangue aquecidos.
  • Medicações Iniciais (Primeiros 10-60 min)

    MedicaçãoDoseViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    Ácido Tranexâmico (Transamin®)1gIVDiluir em 100mL SF 0,9%Infundir em 10 min1ª Linha. Fazer se < 3h do início do quadro.
    Hemácias O- (Sangue Total ou CHAD)2 a 4 UIIVDireto (aquecido)Bolus rápidoIniciar Protocolo de Transfusão Maciça (PTM).
    Plasma Fresco Congelado (PFC)Proporção 1:1IVDireto (aquecido)RápidoAcompanhar o CHAD no PTM (1 CHAD : 1 PFC : 1 Plaquetas).
    Cloreto de Cálcio 10%1g (1 ampola de 10mL)IVDireto, lentoA cada 4 UI de sanguePrevenir hipocalcemia por intoxicação por citrato.
    Fentanil25-50 mcgIVDiretoLentoAnalgesia. Cuidado extremo: pode piorar hipotensão.

    Estratégia Definitiva

  • Procedimento: EVAR (Endovascular Aneurysm Repair) de Emergência.
  • Critérios de indicação: Paciente instável com anatomia favorável documentada (colo proximal de 20mm e angulação < 60° são ideais para fixação da endoprótese). O EVAR em rotura tem menor mortalidade perioperatória que a cirurgia aberta.
  • Alternativa se falha: Conversão para Cirurgia Aberta (laparotomia exploradora com clampeamento aórtico supracelíaco ou infrarrenal).
  • Janela terapêutica: Imediata (Porta-Bloco < 30 minutos).
  • Avaliação de Resposta

  • Critérios de sucesso: Implante da endoprótese com exclusão do aneurisma (ausência de *endoleak* tipo I ou III na angiografia intraoperatória), estabilização da PAM > 65 mmHg sem necessidade de vasopressores em altas doses, clareamento do lactato.
  • Sinais de falha/piora: Sangramento contínuo, distensão abdominal progressiva, anúria.
  • Escalonamento: Se refratariedade hemodinâmica pós-implante, investigar Síndrome Compartimental Abdominal (SCA) secundária ao hematoma retroperitoneal volumoso.
  • Alertas Críticos

  • ⚠️ ALERTA DE TEMPO CRÍTICO: Risco iminente de parada cardiovascular. O paciente deve ir para o bloco cirúrgico imediatamente.
  • ⚠️ ALERTA DE VIA AÉREA (RISCO DE MORTE): NÃO intubar o paciente na sala de emergência a menos que esteja em parada cardiorrespiratória ou coma profundo (Glasgow < 8 com perda de reflexos). A indução anestésica e a ventilação com pressão positiva abolirão o tônus simpático compensatório, causando colapso cardiovascular imediato. A IOT deve ser feita na mesa cirúrgica, com o cirurgião pronto para ocluir a aorta (balão aórtico endovascular - REBOA ou clampeamento cirúrgico) e com sangue/vasopressor correndo em linha.
  • ⚠️ ALERTA DA TRÍADE LETAL: Prevenir ativamente a hipotermia, acidose e coagulopatia. O uso de cristaloides deve ser minimizado ao máximo (< 1 Litro).
  • Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Transferência IMEDIATA para Sala Híbrida ou Centro Cirúrgico.
  • Critérios de internação em UTI: Pós-operatório obrigatório em UTI com monitorização invasiva (PAI, PVC).
  • Especialista: Cirurgia Vascular e Anestesiologia já acionados.
  • Reavaliação: Monitorar Pressão Intra-Abdominal (PIA) no pós-operatório via cateter vesical a cada 4 horas para detecção precoce de Síndrome Compartimental Abdominal.
  • *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM), protocolos de trauma (ATLS 11ª Ed) e cirurgia vascular, e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Ruptura de aneurisma de aorta abdominal infrarrenal (indicação de EVAR de emergência ou cirurgia aberta)

    Diferenciais esperados:
    • Dissecção aórtica aguda
    • Cólica renal com choque vagal
    • Ruptura de aneurisma de artéria ilíaca

    Avalie a Resposta do Assistente

    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
    0

    Discussao (0)

    0/2000
    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: