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Tamponamento cardíaco traumático por ferimento penetrante — indicação de toracotomia de emergência — Caso Residente

Avaliacao mmed.pro· trauma 0 0 0

Apresentação Clínica

Homem 27 anos, ferimento por arma branca em região precordial esquerda, 4o EIC paraesternal esquerdo. PA 70x40 mmHg, FC 135bpm (bulhas abafadas), FR 28irpm, SpO2 92%, Glasgow 13. Turgência jugular bilateral. Pulso paradoxal presente. MV preservado bilateralmente. FAST: líquido pericárdico com sinais de tamponamento (colapso diastólico de VD). Não responde a 1L de cristaloide. ECG: baixa voltagem difusa, alternância elétrica. Solicita conduta imediata — pericardiocentese vs toracotomia.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
07/04/2026 Disclaimer

A conduta definitiva e imediata para este paciente é a TORACOTOMIA DE URGÊNCIA (em Centro Cirúrgico).

A pericardiocentese neste contexto (trauma penetrante na "zona de Ziedler" com choque refratário) é considerada apenas uma medida temporizadora (ponte para a cirurgia), indicada exclusivamente se houver atraso na disponibilidade da equipe cirúrgica ou do Centro Cirúrgico.

O racional do ATLS (11ª Edição) dita que o sangue no saco pericárdico em traumas penetrantes frequentemente coagula, tornando a pericardiocentese ineficaz (falso-negativo), além de não tratar a lesão miocárdica subjacente.

Abaixo, a sequência temporal de conduta à beira do leito [Ver Protocolo: ATLS](protocol:atls-protocols):

Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Acionamento Cirúrgico: Acionar IMEDIATAMENTE a equipe de Cirurgia do Trauma / Cirurgia Torácica.
  • Acionamento de Banco de Sangue: Ativar Protocolo de Transfusão Maciça (PTM). Solicitar concentrado de hemácias O-negativo de emergência.
  • Acessos: Garantir 2 acessos venosos periféricos calibrosos (14G ou 16G) acima do diafragma.
  • Suspensão de Cristaloides: O paciente já se mostrou não respondedor a 1L. A continuação de cristaloides piorará a coagulopatia e a hipotermia. Transição imediata para hemoderivados.
  • Preparo para Via Aérea: Preparar material de IOT, mas POSTERGAR a intubação até o momento exato em que o cirurgião estiver com o bisturi na mão (ver Alertas Críticos).
  • Medicações Iniciais (Primeiros 10 minutos)

    MedicaçãoDoseViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    Ácido Tranexâmico (Transamin®)1 gIVDiluir em 100 mL de SF 0,9%Infundir em 10 min1ª dose do protocolo CRASH-2. Fazer em até 3h do trauma.
    Concentrado de Hemácias (CH)2 a 4 unidadesIVDireto (O-negativo)Em bolus/rápidoTransição para protocolo 1:1:1 (CH:PFC:Plaquetas) assim que tipado.

    Estratégia Definitiva (Decisão Cirúrgica)

    A conduta depende do status hemodinâmico minuto a minuto e da logística hospitalar:

    1. Cenário Ideal (Paciente com pulso + CC disponível):

  • Transferência imediata para o Centro Cirúrgico para Esternotomia Mediana ou Toracotomia Anterolateral Esquerda.
  • 2. Cenário de Deterioração (Parada Cardiorrespiratória na Sala de Emergência):

  • Se o paciente evoluir com PCR presenciada (perda de pulso) na sala de trauma: Indicação absoluta de Toracotomia de Reanimação (Sala de Emergência).
  • *Objetivos:* Aliviar o tamponamento, controlar hemorragia miocárdica (sutura, Foley ou compressão digital), clampear aorta descendente e realizar massagem cardíaca interna.
  • 3. Cenário de Resgate (Atraso para o CC + Piora hemodinâmica):

  • Se o CC vai demorar e o paciente está em choque profundo (mas com pulso): Realizar Pericardiocentese guiada por USG (via subxifoide ou apical).
  • *Nota:* A aspiração de apenas 15 a 20 mL de sangue já pode dobrar o volume sistólico e temporizar o colapso até a chegada ao CC. Deixar o cateter (pigtail) in situ se possível.
  • Avaliação de Resposta

  • Critérios de sucesso (após descompressão): Aumento imediato da PA sistólica, redução da turgência jugular, melhora do nível de consciência.
  • Sinais de falha: PCR iminente (bradicardia, assistolia, AESP). Neste caso, proceder com Toracotomia de Reanimação imediata.
  • ⚠️ Alertas Críticos

  • ALERTA DE VIA AÉREA (RISCO DE PCR): A intubação com ventilação com pressão positiva (VPP) aumenta a pressão intratorácica. Em um paciente com tamponamento cardíaco, isso zera o retorno venoso e precipitará uma Parada Cardiorrespiratória imediata. A indução anestésica e a IOT só devem ocorrer simultaneamente à incisão cirúrgica (ou se o paciente rebaixar Glasgow < 8 e perder reflexos, assumindo o risco de PCR e necessidade de toracotomia imediata).
  • ALERTA DE PROCEDIMENTO: Não confie em uma pericardiocentese negativa. O sangue no pericárdio frequentemente coagula. Se a clínica e o FAST mostram tamponamento e a punção vier "seca", o diagnóstico se mantém e a cirurgia é mandatória.
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    *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM - ATLS 11th Ed. / Western Trauma Association) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Tamponamento cardíaco traumático por ferimento penetrante — indicação de toracotomia de emergência

    Diferenciais esperados:
    • Hemotórax maciço
    • Pneumotórax hipertensivo
    • Lesão de grandes vasos mediastinais

    Avalie a Resposta do Assistente

    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
    0

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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: