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Taquicardia por reentrada nodal AV (TRNAV) — taquicardia supraventricular paroxística mais comum — Caso Estudante

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Apresentação Clínica

Paciente feminina, 32 anos, hígida, queixa de episódios recorrentes de palpitações taquicárdicas paroxísticas desde a adolescência, com início e término súbitos, duração de 10-30 minutos, associadas a tontura e ansiedade. Manobras vagais às vezes revertem. PA 120x75, FC 75 regular (entre crises), FR 16, SpO2 99%, T 36.5°C, Glasgow 15. Exame físico normal. ECG interictal: ritmo sinusal, FC 75, PR 120ms (curto), QRS 90ms, sem delta wave visível. ECG durante crise no Holter: taquicardia regular com FC 180bpm, QRS estreito, sem onda P visível, terminando abruptamente após manobra vagal.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
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07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Paciente feminina, 32 anos, previamente hígida, apresentando palpitações taquicárdicas paroxísticas recorrentes de início e término súbitos, responsivas a manobras vagais. O Holter documentou taquicardia de QRS estreito, regular, a 180 bpm, sem onda P visível, confirmando o diagnóstico eletrocardiográfico de uma arritmia supraventricular.

Hipótese Diagnóstica Principal

Taquicardia Supraventricular Paroxística (TSVP) — Confiança: 95%

  • Subtipos mais prováveis: Taquicardia por Reentrada Nodal (TRN) ou Taquicardia por Reentrada Atrioventricular (TRAV) por via anômala oculta.
  • Justificativa: A apresentação clínica (mulher jovem, coração estruturalmente normal, início/término súbitos, resposta a manobra vagal) e o achado do Holter (taquicardia regular, QRS estreito, ausência de onda P visível — indicando que a P está "escondida" no QRS devido à ativação atrial e ventricular simultâneas) são patognomônicos de TRN (a causa mais comum, ~60% dos casos). O PR curto no ECG basal (120ms) sem onda delta sugere condução atrioventricular rápida, mas não fecha critério para WPW manifesto.
  • Correlação: [Ver Protocolo: ACLS - Taquicardia com Pulso](protocol:acls-protocols).
  • Diagnósticos Diferenciais

    Ordenados do mais letal/urgente ao menos grave:

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Fibrilação Atrial (alta resposta)5%Palpitações, taquicardia.Ritmo regular no Holter, término abrupto com manobra vagal.
    2Flutter Atrial (condução 2:1)10%Taquicardia regular de QRS estreito.FC costuma ser ~150 bpm; manobra vagal costuma apenas revelar as ondas F, sem reverter o ritmo.
    3Taquicardia Atrial Focal15%Taquicardia regular.Geralmente possui onda P visível com morfologia diferente da sinusal; menos responsiva a manobras vagais.
    4Taquicardia Sinusal Inapropriada5%Ansiedade associada.Início e término graduais (não paroxísticos); onda P sinusal visível.
    Não Esqueça: Síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW) oculta. Embora não haja onda delta no ECG basal (condução anterógrada ausente), a paciente pode ter uma via acessória com condução apenas retrógrada, gerando uma TRAV ortodrômica.

    Confirmação Diagnóstica

    Critérios Clínicos

  • História clássica de palpitação paroxística responsiva a bloqueio do nó AV (manobra vagal).
  • Exames Complementares

    *Os pedidos foram gerados no sistema via `generateExamOrder` com códigos TUSS.*

    Imediatos (beira-leito na crise): ECG de 12 derivações (padrão-ouro para documentar o eixo da onda P retrógrada, se presente).

    Laboratoriais (Ambulatoriais):

  • TSH e T4 Livre: Descartar tireotoxicose como gatilho.
  • Potássio e Magnésio: Descartar distúrbios hidroeletrolíticos.
  • Imagem e Especializados:

  • Ecocardiograma Transtorácico: Mandatório na avaliação inicial para descartar cardiopatia estrutural (ex: anomalia de Ebstein, prolapso de valva mitral).
  • Estudo Eletrofisiológico (EEF): Padrão-ouro para diagnóstico definitivo do mecanismo da reentrada e tratamento simultâneo.
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    Conduta Terapêutica

    A conduta divide-se no manejo da crise aguda (Pronto-Socorro) e na estratégia definitiva (Ambulatorial).

    1. Manejo da Crise Aguda (Pronto-Socorro)

    *Caso a paciente se apresente na emergência durante um episódio.*

    #### Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • MOV: Monitorização cardíaca contínua, Oximetria, Acesso venoso periférico calibroso (preferencialmente em fossa antecubital direita).
  • Manobra Vagal (1ª Linha): Manobra de Valsalva modificada (soprar seringa de 10mL por 15 segundos na posição semirrecumbente, seguido de deitar a paciente rapidamente e elevar os membros inferiores a 45° por 15 segundos). Taxa de sucesso de até 43%.
  • #### Medicações Iniciais (Primeiros 10-20 min)

    *Se falha da manobra vagal e paciente hemodinamicamente estável.*

    MedicaçãoDoseViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    1ª Linha: Adenosina (Adenocard®)6 mgIVAmpola 6mg/2mL. Não diluir.Bolus rápido (1-2 seg)Seguir IMEDIATAMENTE com flush de 20mL de SF 0,9% e elevação do membro.
    Resgate: Adenosina12 mgIVUtilizar 2 ampolas.Bolus rápidoSe não reverter após 1-2 min da 1ª dose. Pode repetir 12mg mais uma vez.
    2ª Linha: Verapamil (Dilacoron®)2,5 a 5 mgIVAmpola 5mg/2mL. Não diluir.Infusão lenta (2 min)Alternativa se contraindicação ou falha da Adenosina.

    #### Avaliação de Resposta (Crise)

  • Critérios de sucesso: Reversão súbita para ritmo sinusal. O ECG pós-reversão deve ser realizado para buscar onda delta (WPW manifesto) que estava oculta pela taquicardia.
  • Sinais de falha/piora: Instabilidade hemodinâmica (hipotensão, alteração do nível de consciência, dor torácica isquêmica).
  • Escalonamento: Se instabilizar a qualquer momento $\rightarrow$ Cardioversão Elétrica Sincronizada (50 a 100 Joules).
  • 2. Estratégia Definitiva (Ambulatorial)

    *Como a paciente encontra-se assintomática no momento (interictal), o foco é a prevenção de recorrências.*

  • 1ª Linha (Curativa): Estudo Eletrofisiológico (EEF) com Ablação por Cateter.
  • Critérios de indicação: Pacientes sintomáticos com TSVP recorrente (Classe I, AHA/ACC). Possui taxa de sucesso > 95% para TRN e TRAV.
  • 2ª Linha (Profilaxia Farmacológica): Se a paciente recusar a ablação ou enquanto aguarda o procedimento.
  • Metoprolol (Seloken®, Selozok®): Comprimidos 25mg, 50mg. Dose: 25 a 50 mg VO 12/12h (tartarato) ou 1x/dia (succinato).
  • *Alternativa:* Verapamil (Dilacoron®): Comprimidos 80mg. Dose: 80 mg VO 8/8h ou 12/12h.
  • Critérios de contraindicação (Verapamil/Betabloqueadores): Asma grave (para BB), bloqueios atrioventriculares prévios, disfunção ventricular esquerda (FEVE < 40%).
  • Alertas Críticos

  • ⚠️ ALERTA FARMACOLÓGICO (Adenosina): Causa sensação de morte iminente, rubor facial e broncoespasmo transitório. Avise a paciente antes de administrar.
  • ⚠️ ALERTA DE CONTRAINDICAÇÃO: Adenosina é contraindicada em pacientes com asma brônquica grave.
  • ⚠️ ALERTA ELETROCARDIOGRÁFICO: Se o ECG pós-reversão revelar padrão de WPW (PR curto + onda delta), bloqueadores do nó AV (Verapamil, Diltiazem, Digoxina) são contraindicados para uso crônico, pois em caso de Fibrilação Atrial, podem facilitar a condução pela via acessória e degenerar para Fibrilação Ventricular.
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    Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Alta ambulatorial (paciente atualmente estável e interictal).
  • Especialista: Encaminhamento prioritário para Eletrofisiologia Clínica / Cardiologia para programação de EEF + Ablação.
  • Orientações de Alta: Instruir a paciente a realizar a Manobra de Valsalva em casa no início dos sintomas. Orientar retorno imediato ao Pronto-Socorro se as palpitações durarem > 30 minutos, ou se houver síncope, dor torácica ou falta de ar associada.
  • *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM - AHA/ACC/HRS 2015 Guideline for SVT) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Taquicardia por reentrada nodal AV (TRNAV) — taquicardia supraventricular paroxística mais comum

    Diferenciais esperados:
    • Taquicardia por reentrada AV (via acessória oculta)
    • Flutter atrial 2:1
    • Taquicardia atrial focal

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    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: