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Tempestade arrítmica (TV monomórfica sustentada recorrente) em miocardiopatia isquêmica com disfunção de eletrodo do CDI e distúrbio eletrolítico como trigger — necessita cardioversão externa, correção de K/Mg, avaliação de eletrodo — Caso Residente

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Apresentação Clínica

Paciente masculino, 66 anos, DAC multivascular (CRM há 8 anos), ICC NYHA III (FEVE 30%), FA persistente em uso de amiodarona 200mg/d, varfarina (INR 2.5), carvedilol 12.5mg 2x/d, enalapril 10mg 2x/d, furosemida 80mg e espironolactona 25mg. Internado com choque do CDI (3 episódios em 24h), palpitações e dispneia. PA 90x55, FC 180 regular, FR 28, SpO2 86%, T 36.5°C, Glasgow 13. Monitor mostra taquicardia de QRS largo (160ms) regular a 180bpm, com morfologia de BRD e eixo superior. CDI não conseguiu cardioverter (terapias falharam por impedância alta do eletrodo). Labs: K+ 3.0, Mg++ 1.1, amiodaronemia 3.5 mcg/mL (terapêutica), troponina 1.5 ng/mL.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Paciente masculino, 66 anos, com miocardiopatia isquêmica grave (FEVE 30%) e falha de hardware do CDI (alta impedância), apresentando-se com taquicardia de QRS largo (180 bpm) e sinais francos de instabilidade hemodinâmica (PA 90x55, Glasgow 13, SpO2 86%, dispneia). Exames evidenciam distúrbios hidroeletrolíticos graves (K+ 3.0, Mg++ 1.1) e amiodaronemia no limite superior.

Hipótese Diagnóstica Principal

Taquicardia Ventricular (TV) Monomórfica Sustentada com Instabilidade HemodinâmicaConfiança: 99%

  • Justificativa: Em pacientes com DAC prévia e disfunção de VE, mais de 90% das taquicardias de QRS largo são TV. A morfologia de BRD com eixo superior sugere origem no ventrículo esquerdo (parede ínfero-apical ou ínfero-posterior), cicatriz típica de infarto prévio.
  • Fatores Desencadeantes: Hipocalemia, hipomagnesemia e isquemia miocárdica (troponina elevada, embora possa ser isquemia de demanda).
  • Contexto do Dispositivo: A alta impedância do eletrodo indica fratura ou deslocamento do cabo-eletrodo de choque do CDI, tornando o dispositivo inoperante para terapias de alta energia.
  • Diagnósticos Diferenciais

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1TSV com aberrância de condução (BRD)1%Morfologia de BRD, FA préviaHistória de DAC/CRM, FEVE 30%, eixo superior, instabilidade franca.
    2Taquicardia Antidrômica (WPW)<1%QRS largo regularIdade, ausência de história prévia de pré-excitação, cardiopatia estrutural grave.
    Não Esqueça: A presença de 3 choques do CDI em 24h configura Tempestade Elétrica (Electrical Storm). A falha do CDI exige intervenção externa imediata.

    Confirmação Diagnóstica

    Critérios Clínicos

  • O diagnóstico de TV é assumido clinicamente pela regra de ouro: QRS largo + Cardiopatia Estrutural = TV até prova em contrário.
  • Não há tempo hábil para aplicar algoritmos de Brugada ou Vereckei devido à instabilidade hemodinâmica (Glasgow 13, hipotensão).
  • Exames Complementares (Pós-Reversão)

    Imediatos (beira-leito): ECG de 12 derivações (após reversão para avaliar isquemia/QT), Gasometria arterial com lactato.

    Laboratoriais: Curva de troponina, função renal, coagulograma (em uso de varfarina).

    Imagem: Radiografia de tórax (avaliar congestão e integridade/posição do eletrodo do CDI), Ecocardiograma transtorácico (avaliar nova disfunção segmentar ou piora da FEVE).

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    Conduta Terapêutica [Ver Protocolo: ACLS - Taquicardia com Pulso](protocol:acls-protocols)

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Sala de Emergência (Sala Vermelha).
  • MOV: Monitorização cardíaca contínua, Oximetria, Acesso venoso periférico calibroso (idealmente 2 acessos).
  • Oxigenoterapia: Máscara não reinalante a 10-15 L/min (SpO2 atual 86% e dispneia).
  • Desativação temporária do CDI: Colocar um ímã sobre o gerador do CDI para inibir terapias antitaquicardia (evita choques ineficazes e dolorosos durante o manuseio, já que o eletrodo está com defeito).
  • Preparar Desfibrilador Externo: Colar pás adesivas multifunção (posição anterolateral ou anteroposterior).
  • Medicações Iniciais (Primeiros 10-15 min)

    O paciente necessita de Cardioversão Elétrica Sincronizada (CVE) imediata. Devido à hipotensão (90x55), a sedação deve ser feita com drogas cardioestáveis.

    MedicaçãoDoseViaPreparo/ApresentaçãoTempoObservação
    Fentanil (Fentanil®)0,5 a 1 mcg/kgIVAmpola 50 mcg/mL. (Ex: 1 a 2 mL)Bolus lentoAnalgesia pré-choque. Pode causar leve hipotensão.
    Etomidato (Hypnomidate®)0,1 a 0,15 mg/kgIVAmpola 20 mg/10 mL. (Ex: 4 a 6 mL)Bolus rápidoHipnótico de escolha na instabilidade hemodinâmica.
    Sulfato de Magnésio1 a 2 gIVAmpola 10% (10mL = 1g). Diluir 2 ampolas em 100mL SF 0,9%Correr em 15 minReposição obrigatória (Mg 1.1). Estabiliza membrana.
    Cloreto de Potássio20 a 40 mEqIVAmpola 19,1% (10mL = 25mEq). Diluir 1 ampola em 250mL SF 0,9%Correr em 1-2hReposição em acesso calibroso. Meta K+ > 4.0.

    Estratégia Definitiva

    1. Cardioversão Elétrica Sincronizada (CVE):

  • Ligar o modo SYNC no desfibrilador (confirmar marcação sobre o QRS).
  • Carga inicial: 100 Joules (bifásico).
  • Se falha: Escalonar para 150J → 200J.
  • 2. Terapia Antiarrítmica de Resgate (Pós-Choque ou se TV refratária):

  • *Contraindicação relativa à Amiodarona IV agora*: Paciente já possui amiodaronemia terapêutica (3.5 mcg/mL). Dose adicional IV pode precipitar choque vasoplégico grave e bradicardia severa pós-reversão.
  • Lidocaína 2% sem vasoconstritor (Xylestesin®): Ampola 20mg/mL.
  • Dose: 1 a 1,5 mg/kg IV em bolus (Ex: 70-100 mg).
  • Manutenção: Infusão contínua de 1 a 4 mg/min se houver recorrência. Excelente para TV isquêmica.
  • Avaliação de Resposta

  • Critérios de sucesso: Retorno ao ritmo de base (provavelmente FA), melhora do nível de consciência, estabilização da PA e SpO2.
  • Sinais de falha/piora: Degeneração para Fibrilação Ventricular (FV) ou TV sem pulso → Iniciar protocolo de PCR (Desfibrilação imediata, sem sincronismo).
  • Tempo de reavaliação: Imediatamente após cada choque. Checar pulso e ritmo.
  • Alertas Críticos

  • ⚠️ ALERTA DE TEMPO CRÍTICO: A instabilidade hemodinâmica dita a urgência. Não atrase a cardioversão elétrica para aguardar resultados de exames ou radiografias.
  • ⚠️ ALERTA FARMACOLÓGICO: Evite Propofol ou Midazolam em doses plenas para sedação neste paciente, devido ao alto risco de colapso cardiovascular (FEVE 30% + PA 90x55).
  • ⚠️ ALERTA DE DISPOSITIVO: O CDI falhou por alta impedância (fratura de eletrodo). Mesmo após a reversão, o paciente está desprotegido para morte súbita até a revisão cirúrgica do sistema.
  • Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Internação OBRIGATÓRIA em Unidade de Terapia Intensiva Cardiológica (UCO).
  • Especialista: Acionar Eletrofisiologia/Arritmologia com urgência para interrogação completa do CDI, reprogramação e planejamento de troca do eletrodo de choque.
  • Reavaliação: Monitorização contínua de K+ e Mg++ a cada 6 horas até normalização (K+ > 4.0 e Mg++ > 2.0). Avaliar necessidade de coronariografia se a troponina apresentar curva de ascensão compatível com IAM tipo 1 como gatilho da tempestade elétrica.
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    *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM), protocolos ACLS (AHA 2020/2025) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Tempestade arrítmica (TV monomórfica sustentada recorrente) em miocardiopatia isquêmica com disfunção de eletrodo do CDI e distúrbio eletrolítico como trigger — necessita cardioversão externa, correção de K/Mg, avaliação de eletrodo

    Diferenciais esperados:
    • TSV com aberrância (FA com BRE)
    • TV polimórfica (QT longo por amiodarona)
    • Proarritmia por amiodarona

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    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: