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Torção ovariana esquerda — Caso Residente

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Apresentação Clínica

Mulher de 32 anos, dor aguda em fossa ilíaca esquerda há 6 horas com náuseas e vômitos. Último período menstrual há 18 dias. Beta-HCG negativo. USG transvaginal mostra ovário esquerdo aumentado de volume (6cm) com edema estromal, folículos periféricos deslocados e ausência de fluxo vascular ao Doppler. Ovário direito normal. Líquido livre escasso. PA 110/70, FC 105, FR 20.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
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07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Mulher de 32 anos apresentando abdome agudo ginecológico há 6 horas, com dor unilateral severa e sintomas autonômicos (náuseas/vômitos). Taquicardia leve compensatória. O Beta-hCG negativo exclui gravidez ectópica. O USG-TV demonstra achados patognomônicos de isquemia anexial aguda (aumento volumétrico, edema estromal, folículos rechaçados para a periferia e ausência de fluxo ao Doppler).

Hipótese Diagnóstica Principal

Torção Ovariana (Anexial) Esquerda — Confiança: 99%

  • Justificativa: A apresentação clínica de dor pélvica aguda unilateral associada a náuseas/vômitos é clássica. O achado ultrassonográfico de ovário > 4-5 cm com edema estromal e folículos periféricos (sinal do "colar de pérolas" isquêmico) associado à ausência de fluxo ao Doppler sela o diagnóstico de torção com comprometimento vascular arterial.
  • Correlação: O tempo de evolução (6 horas) coloca a paciente em uma janela crítica e ideal para o salvamento ovariano (viabilidade ovariana cai drasticamente após 8-12 horas de isquemia).
  • Diagnósticos Diferenciais

    Ordenados do mais letal/urgente ao menos grave (método Rule Out):

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1Gravidez Ectópica Rota0%Dor pélvica aguda, líquido livre.Beta-HCG negativo (exclui o diagnóstico).
    2Cisto Ovariano Hemorrágico Roto5%Dor aguda, líquido livre escasso.Ausência de fluxo ao Doppler, ovário com edema estromal difuso.
    3Cólica Nefrética (Ureterolitíase)5%Dor unilateral, náuseas/vômitos.USG-TV com alteração primária no ovário; ausência de irradiação lombar descrita.
    4Doença Inflamatória Pélvica (DIP)2%Dor pélvica.Início agudo (DIP costuma ser subagudo), ausência de febre, Doppler sem hiperemia (DIP cursa com aumento de fluxo).
    Não Esqueça: A presença de fluxo venoso ou arterial ao Doppler NÃO exclui torção ovariana (a torção pode ser intermitente ou oclusão apenas venosa inicial), mas a ausência de fluxo tem altíssimo Valor Preditivo Positivo (VPP) e indica isquemia avançada.

    Confirmação Diagnóstica

    Critérios Clínicos e Imagem

    O diagnóstico já está confirmado pela associação da clínica com o USG-TV com Doppler. Não há necessidade de tomografia ou ressonância, que apenas atrasariam o tratamento definitivo.

    Exames Complementares (Pré-operatório Imediato)

    Laboratoriais: Coletados no momento da punção do acesso venoso.

  • Hemograma Completo (TUSS: 40202062)
  • Coagulograma - TAP/TTPA (TUSS: 40201139 / 40201147)
  • Tipagem Sanguínea e Fator Rh (TUSS: 40201716)
  • Creatinina (TUSS: 40301630)
  • Conduta Terapêutica

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Jejum absoluto (NPO) imediato (preparo para centro cirúrgico).
  • Acesso venoso periférico calibroso (18G ou 20G).
  • Monitorização não invasiva (PA, FC, Oximetria).
  • Hidratação: Ringer Lactato ou Soro Fisiológico 0,9% 500 mL IV em 30 min (reposição de perdas por vômitos e preparo anestésico).
  • Medicações Iniciais (Primeiros 10-30 min)

    Foco em analgesia multimodal potente e controle antiemético.

    MedicaçãoDoseViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    1ª Linha (Opioide): Morfina (Dimorf®)2 a 4 mgIVDiluir 1 amp (10mg/1mL) em 9mL de SF 0,9% (fica 1mg/mL). Fazer 2 a 4 mL.Bolus lento (2-3 min)Reavaliar dor em 15 min. Pode repetir dose se necessário.
    Adjuvante: Dipirona (Novalgina®)1 gIVDiluir 1 amp (1g/2mL) em 100mL de SF 0,9%Infusão em 15 minEfeito sinérgico poupador de opioide.
    Antiemético: Ondansetrona (Vonau®, Zofran®)4 a 8 mgIVAmpola 4mg/2mL ou 8mg/4mL. Fazer puro ou diluído em 10mL SF 0,9%.Bolus lento (2 min)Previne vômitos induzidos pela dor e pelo opioide.

    Estratégia Definitiva

  • Procedimento: Laparoscopia Ginecológica de Urgência.
  • Objetivo: Destorção do anexo (para restaurar perfusão) + avaliação de viabilidade ovariana.
  • Conduta intraoperatória:
  • Se o ovário recuperar a coloração (viável): preservação ovariana + ooforopexia (fixação) + cistectomia (se houver cisto ou massa benigna associada que causou o eixo de torção).
  • Se o ovário permanecer necrótico/gangrenoso após destorção e tempo de espera: Salpingooforectomia unilateral.
  • Critérios de indicação: Diagnóstico clínico-ecográfico de torção (indicação absoluta e imediata).
  • Avaliação de Resposta

  • Critérios de sucesso: Redução do escore de dor (EVA < 3) na sala de emergência enquanto aguarda o centro cirúrgico.
  • Tempo de reavaliação: A cada 15-30 minutos até a transferência para o bloco cirúrgico.
  • Alertas Críticos

  • ⚠️ ALERTA DE TEMPO CRÍTICO: A torção ovariana é uma emergência cirúrgica tempo-dependente. A taxa de preservação ovariana é superior a 90% se a cirurgia for realizada nas primeiras 8 horas do início dos sintomas. Como a paciente está com 6 horas de evolução, a ida ao centro cirúrgico deve ser imediata.
  • Mito da Embolia: A destorção de um ovário isquêmico/necrótico não aumenta o risco de tromboembolismo pulmonar (TEP). A prática antiga de ressecar o ovário sem destorcer por medo de embolia está proscrita pelas diretrizes ginecológicas atuais.
  • Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Internação hospitalar imediata com transferência direta para o Centro Cirúrgico.
  • Especialista: Acionar Ginecologia/Obstetrícia ou Cirurgia Geral (dependendo da disponibilidade do serviço) IMEDIATAMENTE.
  • Reavaliação: Manter a paciente sob vigilância da enfermagem na Sala Amarela/Vermelha até a chegada da equipe cirúrgica.
  • *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Torção ovariana esquerda

    Diferenciais esperados:
    • Cisto ovariano hemorrágico roto
    • Apendicite epiploica
    • Endometrioma roto

    Avalie a Resposta do Assistente

    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: