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Trabalho de parto prematuro — Caso Residente

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Apresentação Clínica

Primigesta 24 anos, IG 30 semanas, dá entrada com contrações regulares 3/10min, duração 40s, há 4 horas. PA 118x75 mmHg, FC 88bpm, T 36,6°C. Toque: colo apagado 80%, 3cm dilatação, bolsa íntegra, apresentação cefálica alta. BCF 142bpm. Fibronectina fetal positiva. Comprimento cervical por USG TV: 15mm. Urocultura prévia com E. coli >100.000 UFC/mL tratada há 2 semanas. Solicita protocolo de tocólise, corticoterapia e neuroproteção fetal.

RESPOSTA ASSISTENTE CLINICO
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07/04/2026 Disclaimer

Síntese do Caso

Primigesta, 24 anos, IG 30 semanas, apresentando Trabalho de Parto Prematuro (TPP) ativo (contrações regulares, colo 3cm e 80% apagado, USG 15mm, fibronectina +). Hemodinâmica materna e vitalidade fetal preservadas. Antecedente de ITU recente, sugerindo possível gatilho infeccioso não resolvido.

Hipótese Diagnóstica Principal

Trabalho de Parto Prematuro (TPP) — Confiança: 100%

  • Justificativa: A paciente preenche os critérios clássicos: Idade Gestacional entre 20 e 37 semanas + contrações uterinas regulares (≥ 3 em 30 min) + modificação cervical (dilatação ≥ 2 cm ou apagamento ≥ 80%). O quadro é corroborado por colo curto ao USG (< 25mm) e fibronectina fetal positiva (indicador de alto risco para parto nos próximos 7-14 dias).
  • Diagnósticos Diferenciais

    Ordenados do mais letal/urgente ao menos grave:

    #DiagnósticoConfiançaAchados que FavorecemAchados que Afastam
    1ITU recorrente / mal tratada80%Antecedente de *E. coli* há 2 semanas; é o principal gatilho de TPP.Ausência de queixas urinárias descritas no momento, afebril.
    2Corioamnionite subclínica30%TPP idiopático, ITU prévia.Afebril, BCF normal (sem taquicardia fetal), bolsa íntegra.
    3Descolamento Prematuro de Placenta (DPP)5%Pode cursar com contrações e desencadear TPP.Ausência de sangramento vaginal escuro, ausência de hipertonia uterina.
    Não Esqueça: A infecção do trato urinário (ITU) é a principal causa evitável de TPP. A urocultura prévia exige reavaliação imediata, pois a bactéria pode ter desenvolvido resistência ou o tratamento de 2 semanas atrás pode ter sido insuficiente.

    Confirmação Diagnóstica

    Critérios Clínicos

  • Diagnóstico de TPP já estabelecido clinicamente e por ultrassonografia.
  • Exames Complementares (por ordem de prioridade)

    Imediatos (beira-leito): Cardiotocografia (CTG) para avaliar padrão exato de contrações e bem-estar fetal; USG obstétrico (estimativa de peso fetal, ILA, apresentação).

    Laboratoriais: *Pedido gerado no sistema.* Inclui Hemograma Completo, PCR, Urina Tipo I (EAS), Urocultura com antibiograma e Pesquisa de *Streptococcus agalactiae* (GBS) via Swab vaginal e retal.

    Conduta Terapêutica

    Medidas Imediatas (Tempo 0)

  • Internação: Centro Obstétrico com suporte de UTI Neonatal disponível.
  • MOV: Monitorização contínua (PA, FC, FR, SpO₂).
  • Posicionamento: Decúbito lateral esquerdo (DLE) para otimizar o retorno venoso e o fluxo uteroplacentário.
  • Acesso: Acesso venoso periférico calibroso (18G ou 20G).
  • Monitorização Fetal: Cardiotocografia contínua ou intermitente rigorosa.
  • Medicações Iniciais (Primeiros 10-60 min)

    *Objetivo: Inibir contrações por 48h para permitir a ação do corticoide e transporte intraútero, se necessário.*

    MedicaçãoDoseViaPreparo/DiluiçãoTempoObservação
    1. Nifedipino (Adalat®)Ataque: 20mg. Manutenção: 10-20mg a cada 6-8hVOComprimido (não mastigar/furar)Iniciar T0, manter por 48h1ª linha para tocólise. Monitorar PA (risco de hipotensão).
    2. Betametasona (Celestone®)12mg a cada 24h (Total: 2 doses)IMAmpola 4mg/mL (aplicar 3 ampolas juntas)Iniciar T0Corticoterapia para maturação pulmonar. Alternativa: Dexametasona 6mg IM 12/12h (4 doses).
    3. Sulfato de Magnésio 20%Ataque: 4g. Manutenção: 1-2g/hIVAtaque: 2 amp (20mL) + 80mL SF 0,9%. Manut: 5 amp (50mL) + 450mL SF 0,9% (10-20mL/h)Infundir ataque em 20-30 minNeuroproteção fetal (IG < 32 sem). Manter até o parto ou por 24h.
    4. Penicilina G CristalinaAtaque: 5 milhões UI. Manutenção: 2,5 milhões UI a cada 4hIVDiluir em 100mL SF 0,9%Infundir em 30 min, manter até o partoProfilaxia para GBS (status desconhecido em TPP). Alternativa: Ampicilina 2g IV ataque + 1g IV 4/4h.

    Estratégia Definitiva

  • Tocólise: O objetivo da tocólise NÃO é impedir o parto indefinidamente, mas ganhar 48 horas para a eficácia máxima da corticoterapia e neuroproteção.
  • Critérios de Contraindicação à Tocólise: Corioamnionite clínica, sofrimento fetal agudo, DPP, óbito fetal, malformação letal, pré-eclâmpsia grave/eclâmpsia. (Nenhum presente no momento).
  • Tratamento da Causa Base: Iniciar antibioticoterapia empírica para ITU se o EAS vier sugestivo (ex: Cefuroxima ou Fosfomicina), ajustando posteriormente conforme a nova urocultura.
  • Avaliação de Resposta

  • Critérios de sucesso: Redução ou cessação da dinâmica uterina, manutenção de BCF normal (110-160 bpm).
  • Monitorização do Sulfato de Magnésio (A cada 1-2h):
  • Reflexo patelar (deve estar presente).
  • Frequência respiratória (deve ser > 16 irpm).
  • Diurese (deve ser > 25-30 mL/h).
  • Sinais de falha/piora: Progressão da dilatação cervical, taquicardia fetal, febre materna (sugere corioamnionite → suspender tocólise e induzir parto).
  • Escalonamento da Tocólise: Se falha do Nifedipino após 1-2h, pode-se tentar Terbutalina (Bricanyl®) 0,25mg SC a cada 20-30 min (máx 3 doses) como resgate, porém deve-se evitar a associação prolongada com Nifedipino pelo risco cardiovascular.
  • Alertas Críticos

  • ⚠️ ALERTA DE INTERAÇÃO GRAVE: O uso concomitante de Nifedipino (Bloqueador de Canal de Cálcio) e Sulfato de Magnésio pode potencializar o bloqueio neuromuscular e causar hipotensão materna severa. Monitorização rigorosa da PA e dos reflexos é mandatória.
  • ⚠️ ALERTA DE TOXICIDADE: Em caso de intoxicação por Magnésio (perda de reflexos, depressão respiratória), o antídoto imediato é o Gluconato de Cálcio 10% (1 ampola de 10mL IV lento em 3-5 min).
  • Disposição e Acompanhamento

  • Destino: Internação imediata em Centro Obstétrico de hospital com UTI Neonatal (Nível III), dada a IG de 30 semanas.
  • Especialista: Acionar a equipe de Neonatologia para acompanhamento conjunto e preparo de sala de parto, caso a tocólise falhe.
  • Reavaliação: Toque vaginal apenas se houver mudança no padrão da dor ou sensação de puxo (evitar toques repetidos para não estimular liberação de prostaglandinas e reduzir o risco de infecção ascendente).
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    *⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM - FEBRASGO/ACOG) e não substitui o julgamento clínico presencial.*

    Diagnostico de Referencia (Gold Standard)

    Trabalho de parto prematuro

    Diferenciais esperados:
    • Infecção urinária recorrente desencadeando contrações
    • Incompetência istmocervical
    • Corioamnionite subclínica

    Avalie a Resposta do Assistente

    Acuracia Clinica
    Completude dos Diferenciais
    Adequacao Terapeutica
    Seguranca
    Qualidade do Function Calling
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    Aviso: Este caso clínico é disponibilizado exclusivamente para fins educacionais. As análises automatizadas do Scanner não substituem a avaliação médica profissional. Nunca tome decisões clínicas baseando-se apenas neste conteúdo.Fonte: eval-pipeline-v1 · Licença: