Trombose venosa profunda proximal de MID pós-operatória (femoropoplítea) — Caso Estudante
Apresentação Clínica
Paciente feminina, 55 anos, tabagista, submetida a artroplastia total de joelho D há 10 dias, alta hospitalar há 5 dias sem profilaxia de TVP adequada. Procura internação com dor e edema em MID há 3 dias, progressão com dispneia leve. PA 130x80, FC 100, FR 22, SpO2 93%, T 37.2°C, Glasgow 15. MID com edema tenso, empastamento de panturrilha, Homans positivo. Circunferência MID 4cm > MIE. Wells TVP: 5 (alta probabilidade). D-dímero 5.200. USG Doppler: trombose de veia femoral superficial e poplítea à direita.
Síntese do Caso
Paciente feminina, 55 anos, com alto risco tromboembólico (pós-operatório recente de artroplastia total de joelho, tabagista, profilaxia inadequada), apresentando TVP proximal confirmada em MID e quadro novo de dispneia, taquicardia (FC 100) e hipoxemia leve (SpO₂ 93%).
Hipótese Diagnóstica Principal
Tromboembolismo Pulmonar (TEP) Agudo — Confiança: 95%
Diagnósticos Diferenciais
Ordenados do mais letal/urgente ao menos grave:
| # | Diagnóstico | Confiança | Achados que Favorecem | Achados que Afastam |
|---|---|---|---|---|
| 1 | TEP Maciço/Submaciço | 80% | Dispneia, hipoxemia, taquicardia, TVP confirmada. | PA ainda preservada (130x80), ausência de choque no momento. |
| 2 | Síndrome Coronariana Aguda (SCA) | 15% | Tabagismo, idade, taquicardia, dispneia (equivalente isquêmico). | Ausência de dor torácica típica, contexto cirúrgico gritante para TEP. |
| 3 | Pneumonia Nosocomial/Aspirativa | 5% | Dispneia, taquipneia, febrícula (37.2°C). | Ausência de tosse produtiva, febre alta ou estertores descritos. |
Não Esqueça: TEP com disfunção de Ventrículo Direito (Risco Intermediário). A paciente está normotensa, mas a taquicardia e hipoxemia podem mascarar um VD já em sofrimento. A estratificação de risco imediata é mandatória.
Confirmação Diagnóstica
Critérios Clínicos e Escores
Exames Complementares (Ordem de Prioridade)
Imediatos (Beira-leito):
1. ECG de 12 derivações: Buscar taquicardia sinusal (mais comum), padrão S1Q3T3, inversão de onda T em V1-V4 (sinal de sobrecarga de VD).
2. Gasometria Arterial: Avaliar grau de hipoxemia, gradiente alvéolo-arterial e alcalose respiratória.
3. USG Point-of-Care (POCUS - Ecocardiograma): Avaliar relação VD/VE > 0.9, retificação do septo interventricular, sinal de McConnell (hipocinesia de parede livre do VD com preservação do ápice).
Laboratoriais e Imagem (Pedido Estruturado):
Conduta Terapêutica
Medidas Imediatas (Tempo 0)
Medicações Iniciais (Primeiros 10-60 min)
*Como a probabilidade clínica é ALTA e a TVP já está confirmada, a anticoagulação plena deve ser iniciada IMEDIATAMENTE, antes mesmo da AngioTC, desde que não haja contraindicação absoluta.*
| Medicação | Dose | Via | Preparo/Diluição | Tempo | Observação |
|---|---|---|---|---|---|
| Enoxaparina (Clexane®) | 1 mg/kg | SC | Seringa preenchida | Agora (12/12h) | 1ª Linha. Preferível no pós-op recente pela meia-vida curta. Ajustar se ClCr < 30 mL/min. |
| Rivaroxabana (Xarelto®) | 15 mg | VO | Comprimido | Agora (12/12h) | 2ª Linha/Alternativa. Fazer junto com alimentação. Manter dose por 21 dias, depois 20mg 1x/dia. |
| Dipirona (Novalgina®) | 1 g | IV | Diluir em 10mL AD | Agora (6/6h) | Analgesia para dor no MID. Evitar AINEs (risco de sangramento/interação). |
Estratégia Definitiva
Avaliação de Resposta
Alertas Críticos
Disposição e Acompanhamento
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*⚠️ AVISO: Esta análise é baseada em diretrizes gerais (EBM - ESC Guidelines on Acute Pulmonary Embolism 2019 / CHEST Guidelines) e não substitui o julgamento clínico presencial.*
Diagnostico de Referencia (Gold Standard)
Trombose venosa profunda proximal de MID pós-operatória (femoropoplítea)
- Celulite
- Síndrome pós-flebítica
- Cisto de Baker roto
- Linfedema